Leia a nota dada na coluna de Sônia Pinheiro em sua coluna no O Povo de 21/8/2012
PODEROSA
A AD2M ENGENHARIA de Comunicação, dos jornalistas Ana Maria Xavier, Apolônio Aguiar, Djane Nogueira e Mauro Costa, está presente na edição 2012 do Anuário Brasileiro da Comunicação Corporativa. A publicação organizada pela Mega Brasil Comunicação traz um raio-x do setor, mostrando números da comunicação empresarial no país. A diretora comercial, Ana Maria Xavier, contribuiu com a sua visão sobre o crescimento do mercado e da agência cearense, que figura entre as 15 primeiras no ranking nacional de grandes e médias organizações do setor.
http://www.opovo.com.br/app/colunas/soniapinheiro/2012/08/21/noticiasoniapinheiro,2903334/2012-2108va02-sonia.shtml
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Saturday, August 25, 2012
Wednesday, August 22, 2012
A PISTOLA DE BENJAMIM – HISTORINHAS DAS QUARTAS
Os dois chegaram ao restaurante de comidas típicas, à beira da
estrada. Tinha muita gente e estacionar foi um sufoco, pois só havia uma vaga e
essa mesmo bem apertada entre dois carrões. Desceram e logo pediram uma galinha
a cabidela; pediram também uma cerveja, pois a viagem tinha sido muito demorada
e a fome e sede já tinham chegado há muito. Após se deliciarem com a galinha e
depois, com a sobremesa, um doce de jerimum, eles pedem a conta, pois era
preciso pegar a estrada novamente o quanto antes. Quando chegam ao carro o João
que vinha guiando, vê que um moço havia estacionado sua Discovery preta bem
atrás de seu Uno zero. Ele, o dono do carreco, reclama falando alto, xingando
mesmo o responsável. Subitamente aparece o moço responsável: uma lapa de homem,
com os bíceps e todos os outros ceps aparecendo e com vontade de brigar. Ele
tenta disfarçar, mas o moço está bravo e os destrata e tenta partir para uma
agressão desnecessária. Ele abre a porta do carro e o porta-luvas e puxa o
revólver de seu filho e aponta para o moço. O que aconteceu daí por diante
ninguém lembra direito. O certo é que ele estava caído no chão com a cara
quebrada e empunhando a pistola preta de brinquedo de Benjamim.
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Sunday, August 19, 2012
HILSIREMA VAI AO JAPÃO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 287
Neta de japoneses radicados no país
Hilsirema da Silva Nakamoto, viajou para
a terra de seus ancestrais a procura de emprego, pois a vida em casa
estava muito difícil. Seu pai havia perdido o emprego no restaurante na
Liberdade e sua mãe, com as costuras, é quem arcava com as despesas. Ao apresentar-se à alfândega no aeroporto de
Narita, em Tóquio, Hilsirema foi interrogada por um funcionário, certamente um
nissei, que falando português lhe disse: - Olha dona com esse nome você pode
ser contratada por firmas especializadas na construção de árvores genealógicas.
Desvendar o significado do seu nome será um exercício valioso para os
institutos de genealogia japoneses.
FZA 31/5/12
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Wednesday, August 15, 2012
SAPO NA LAGOA - HISTORINHAS DAS QUARTAS
Era noite
alta quando ela chegou à beira da lagoa e
viu um grande sapo pulando entre touceiras de capim. Ao mesmo tempo em
que saltava o animal dirigia o olhar para ela; era um olhar suplicante que
parecia dizer-lhe: - Vem comigo! Após algum tempo ela decidiu atender às
súplicas do animal agora transformado em um belo jovem. Os dois, a princípio,
se entendem, mas logo ela passa a reclamar de seu novo companheiro que não lhe
ensina as lições da Escolinha. Após muito bater o pé no chão e reclamações mil
da parte dela o jovem considera que não pode atender a seus reclamos e decide voltar
à sua condição de sapo e sai pulando e coaxando pelas touceiras da lagoa.
FZA
7/5/12
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Sunday, August 12, 2012
CABEÇA CORTADA - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 286
O cara
sonhava demais e contava os sonhos para os amigos. Como eram só sonhos todos
conseguiam ouvi-los até o fim da história. Certo dia ele apareceu na roda e
disse ter tido um sonho horrível. Todos pediram para ele conta-lo. Aí ele disse
ter sonhado que era um espião do rei Adelardo atuando em Istambul no tempo do
sultão Bayezid. Até ai tudo bem, mas o problema é que ele foi descoberto por
uma patrulha de janízaros que o prenderam e o levaram a presença do temido
sultão. Este não teve dúvida. Nem olhou
para ele e já foi ordenando sua decapitação. Logo chegou o carrasco com sua
cimitarra e o degolou. Quando o imenso justiceiro jogou sua cabeça no Poço de
Sangue e esta caiu sobre centenas de outras já decepadas ele acordou e sentiu
uma terrível dor no pescoço resultado de estar usando um travesseiro novo e
duro.
- Cabra você é besta! Disse o Dutrinha.
FZA
12/8/12
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Tuesday, August 07, 2012
FANTASMA NA FAZENDA - HISTORINHAS DAS QUARTAS
Depois de
alguns sucessos em sua vida atribulada Acácio passou a morar na antiga fazenda
de seu Pai, lá pelos lados da Imbirituba. Ninguém sabe onde isso fica; isto é
bom, pois ninguém vai lhe perturbar. Mas, não é que ninguém possa de alguma
maneira perturbar a paz que espera ter no meio do imenso carnaubal, uma
característica do lugar. O problema é que logo que se instalou na camarinha
reservada por tia Dinda para seu
descanso, talvez eterno, ele passou a ver visagens. Nos primeiros dias Acácio
via, pela madrugada, um fantasma já visto antes na cidade e que certamente
voltava para lhe cobrar alguma coisa. Ele lutava com esse fantasma, mas nunca
conseguia neutralizá-lo, ou melhor, mandá-lo para os quintos. Até que chegou
uma madrugada, muito tempo depois, em que
Ella apareceu e levou em suas garras afiadas de gavião o tal fantasma que
se apresentava sob a forma de uma mulher. As duas que se entendessem.
FZA (29/3/12)
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Sunday, August 05, 2012
CONHECENDO O “CHARLESTON” - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 285
Tirar
um visto para viajar aos Estados Unidos já foi uma chateação. Quando da
entrevista o funcionário, um afro-descendente, queria informações sobre seus
ancestrais; ele não imaginava a razão e, como ele não sabia coisa alguma sobre
as famílias de seus pais, esse detalhe foi deixado de lado. Após mais algumas
perguntas, deram-lhe o visto. Ele iria viajar para Nova Orleans onde faria um
estágio em uma escola de música. Quando chegou a sede da escola ele estava
sendo esperado com muita animação, pois ele havia feito, desde o início de seus
contactos com a direção da escola, um verdadeiro sucesso. Charleston Torres Pereira
era um cearense da gema e nunca tinha ouvido falar no “charleston”, mas foi
logo recebido com uma apresentação da dança por suas futuras colegas de escola.
1/6/12
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Wednesday, August 01, 2012
A RESSUREIÇÃO DE TALZINHO – HISTORINHAS DAS QUARTAS
Era já meia-noite e a Avenida Municipal estava banhada pela luz da lua cheia. Vicentinho, o polímata da cidade e seus amigos, todos aqueles que sabiam dos planos de Talzinho, estavam presentes à espera do acontecimento. (...)
Era uma hora propícia às aparições e aos encantamentos. Subitamente fez-se uma luz mais clara ainda que a do luar, parte do cenário apropriado para que se ia ver daí a pouco. Envolto em alguma coisa que se poderia tomar como uma aura dourada apareceu Talzinho. Ele vestia seu terno branco, e usava uma enorme barba grisalha, como a recordar os tempos antigos. Em uma das mãos ele amaciava uma garrafa de uísque (Qual seria a marca agora?) e na outra uma lanterna led. Vicentinho e aqueles amigos que estavam interessados em participar do comitê e da, com certeza, próxima administração municipal chefiada pelo vovô de todas as crianças da cidade, aproximaram-se de Talzinho. Sua postura era de um imperador dos tempos de Roma antiga, pois certamente ele se equiparava a Augusto ou Nero ou Calígula – diziam as más línguas - dos tempos heróicos. Após ter distribuído uma lapada do bom e velho uísque para cada um dos circunstantes Talzinho se disse pronto a ouvir as sugestões e planos de sua curriola.
Vicentinho adiantou-se e fez uma reverência como faz um súdito ao se apresentar ao rei. Talzinho balançou a cabeça aprovando a atitude de seu subordinado e, com a mão direita, fez o gesto com os cinco dedos que indica a superioridade material e espiritual de um pantocrátor. Em seguida deu autorização para seu preposto falar. Seu representante disse que a turma tinha se reunido e elencado algumas sugestões para serem divulgadas na campanha e postas em execução na próxima administração. Essas seriam: construção de uma nova ponte de ferro, pois se sabe que a antiga fora condenada e os ciclistas que a utilizavam estavam preparando uma representação ao MP denunciando o descaso em que haviam deixado a ponte; asfaltamento das ruas do centro (a cidade vai ficar mais quente, mas...) onde os negócios eram preciosos; aquisição de banheiros químicos, pois os normais não poderiam mais ser construídos por ter a verba desaparecido; demolição dos velhos casarões, pois constituíam perigo para as pessoas que passavam em sua frente; nomeação de um agrônomo para a Secretaria de Saúde e de um médico para a Secretaria de Agricultura; mandar retirar as poucas hortas plantadas às margens do Rio dado o perigo de contaminação das águas.
O velho tuchaua ouviu as sugestões e concordou que elas poderiam ser implementadas, se as questões de verba, ou melhor, verbas, fossem resolvidas. A partir daí ele relacionou seus planos para o próximo quatriênio. O primeiro deles era tornar possível sua eleição para o Senado Federal onde poderia exercitar seus dons de legislador e de fiscal das contas dos municípios (dos outros, bem entendido). Ele também pretendia cercar-se dos melhores colaboradores, todos PhDs em disciplinas como Engenharia Mecatrônica, Nano-medicina, Agronomia Ecológica e outras que ainda vamos pesquisar sua utilidade para nossa Comunidade por demais carente. Talzinho também adiantou parte de seu secretariado que contaria somente com dois auxiliares de primeira categoria. Para seu principal ajudante, quase um Primeiro Ministro, ele iria indicar Vicentinho das Neves como Secretário para Generalidades cujas obrigações seriam definidas com o correr dos dias. Constantino de Abreu seria o Secretário para Melhoria dos Transportes e Obras Públicas. Esses dois auxiliares teriam de provar ter reputação acima de qualquer suspeita, pois passariam a lidar com verbas e muito dinheiro. Ele próprio estaria de olho, controlando tudo, a partir de seu laranjal que já tinha dado muitos frutos, mas poderia ser renovado sem nenhum problema.
Talzinho falou depois disso sobre as campanhas de difamação de que estava sendo alvo. Ele não gostava nada disso e prometia pelas luzes que o iluminavam, tomar providências enérgicas para acabar com essas campanhas.
Ao fim deste primeiro encontro Talzinho se despediu de seus amigos e prometeu voltar em breve para preparar sua volta triunfal.
Subitamente todos que estavam na reunião viram descer e envolver Talzinho uma luz branca fortíssima e tão poderosa que nosso chefe foi alçado para os céus ainda iluminados pela lua cheia.
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CRIAÇÃO E CONSCIÊNCIA CORPORAL - BERENICE XAVIER
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Sunday, July 29, 2012
MAIKE O MAGRICELA - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 284
Muitos de
seus amigos agora encontravam com ele no calçadão e paravam para um dedo de
prosa. Maike desconfiava que os tais parassem para xeretar sobre sua vidinha
insípida. O que logo perguntavam era se ele estava bem e coisa e tal. Maike respondia
sim, estava tudo em ordem. Eles continuavam olhando fixamente até que ele dizia
o que os amigos queriam ouvir:
- Pois é
camarada eu emagreci vinte quilos nesses últimos dois meses. Os amigos logo se
afastavam dele como o diabo da cruz. Sei lá!
TER
(28/4/12)
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Wednesday, July 25, 2012
O FUTEBOL DE JORGE – HISTORINHAS DAS QUARTAS
Caminhando no calçadão da Beira Mar Jorge sempre encontrava um amigo, conhecido ou antigo colega. Nesses momentos eles atualizam as noticias sobre doenças, mortes, casamentos, e o que mais seja. Após seis meses sem ir a esses encontros ele foi numa terça-feira e logo de cara encontrou o Zezinho, antigo colega de Escola. Logo que este o viu disse: (...)
- Como você está magro, rapaz? O que houve?
- Cara, estive muito ruim, de cama mesmo!
- E o que foi que aconteceu?
- Foi num jogo de futebol, cara. Eu levei um tranco e o resultado é que quebrei a perna!
- Primeiro eu não acredito que você tenha quebrado a perna e depois eu não sabia que você jogava futebol...
- Pois é cara! Fiquei um tempão danado com a perna direita pra cima depois que os doutores puseram um monte de pinos nos ossos. Agora eu já estou caminhando direito.
- E o futebol? Eu não sabia que você tivesse alguma vez jogado.
- Olha, pra falar a verdade eu joguei muito no juvenil do Maguari e fui até companheiro do Mitotônio...
- É difícil acreditar em você Jorge, eu acho que ai tem alguma coisa esquisita...
- Pode acreditar cara...
- Tudo bem. Mas, você foi se contundir agora. Quem foi o cara que te quebrou a perna? Nem respeitou tua idade?
- Pois é cara. Foi um pixote de uns dezoito anos...
FZA 10/5/12
- Como você está magro, rapaz? O que houve?
- Cara, estive muito ruim, de cama mesmo!
- E o que foi que aconteceu?
- Foi num jogo de futebol, cara. Eu levei um tranco e o resultado é que quebrei a perna!
- Primeiro eu não acredito que você tenha quebrado a perna e depois eu não sabia que você jogava futebol...
- Pois é cara! Fiquei um tempão danado com a perna direita pra cima depois que os doutores puseram um monte de pinos nos ossos. Agora eu já estou caminhando direito.
- E o futebol? Eu não sabia que você tivesse alguma vez jogado.
- Olha, pra falar a verdade eu joguei muito no juvenil do Maguari e fui até companheiro do Mitotônio...
- É difícil acreditar em você Jorge, eu acho que ai tem alguma coisa esquisita...
- Pode acreditar cara...
- Tudo bem. Mas, você foi se contundir agora. Quem foi o cara que te quebrou a perna? Nem respeitou tua idade?
- Pois é cara. Foi um pixote de uns dezoito anos...
FZA 10/5/12
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Sunday, July 22, 2012
CONSEGUE UMA PASSAGEM PARA MIM... - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 283
Toda
noite Claudiano sonhava caminhando pelos longos corredores da casa de seus avós
quando encontrava-se com Ella. Nessas
ocasiões os dois trocavam impressões sobre o que estava acontecendo com ele,
pois era ele quem se queixava da vida. Ella
estava feliz, sua vidinha continuava a mesma, transportando conhecidos e
desconhecidos para além das fronteiras do conhecido. O que mais ressaltava na
conversa de Cláudio era seu pedido a Ella:
- Consegue uma passagem rápida pra mim! E Ella só ria.
TER
(26/4/12)
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PAÍS INICIA PRODUÇÃO DE ANIMAIS TRANSGÊNICOS
Laboratório nacional começou neste mês a receber encomendas de pesquisadores
22 de julho de 2012 | 3h 08 Herton Escobar - O Estado de S.Paulo
O laboratório do médico José Xavier Neto está cheio de roedores. Cerca de 2 mil camundongos, acomodados em modernas "gaiolas" de plástico transparente, do tamanho de uma caixa de sapatos, com entrada e saída de ar individuais. Por fora, parecem todos iguais. Limpinhos, impecáveis e ativos, correndo de um lado para outro como personagens curiosos de um desenho animado. Por dentro, porém, há diferenças essenciais entre eles. São animais transgênicos, que tiveram um ou mais de seus genes modificados antes de nascer. Inaugurado em setembro de 2010, como parte do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas, o Laboratório de Modificação do Genoma (LMG) - que Xavier coordena - foi criado para prestar um serviço essencial à ciência brasileira: a produção de modelos animais geneticamente modificados. Uma ferramenta básica para o avanço das pesquisas médicas e biológicas de diversas áreas, mas historicamente muito pouco usada no Brasil. "Estamos falando de uma tecnologia que existe desde 1981", ressalta Xavier, referindo-se ao ano em que foram produzidos os primeiros camundongos transgênicos no mundo. Desde então, o genoma do camundongo já foi completamente sequenciado e praticamente todos os seus genes - 95% dos quais são iguais aos do homem - já foram modificados de uma forma ou de outra para a investigação de processos biológicos básicos e aplicados a doenças humanas. Só o Laboratório Jackson, um dos maiores fornecedores de camundongos transgênicos do mundo, nos EUA, tem um catálogo com mais de 6 mil variedades e vendeu, só no ano passado, mais de 3 milhões de animais para pesquisadores de 56 países. No Brasil, porém, a "moda" não pegou. O primeiro camundongo transgênico do País só foi produzido em 2000, na Universidade de São Paulo (USP), e mesmo depois disso nunca se estabeleceu um serviço de produção de linhagens capaz de abastecer a ciência nacional. O jeito é importar linhagens prontas (solução cara e burocrática), desenvolver linhagens próprias (inviável para a maioria dos laboratórios) ou se limitar a fazer pesquisas in vitro (solução mais simples, porém de menor impacto científico). "Definitivamente perdemos o bonde dessa tecnologia", diz Xavier. "Não só ela não foi incorporada como não se desenvolveu uma cultura de usar esses animais aqui." O LMG foi pensado para reverter esse quadro, operando simultaneamente como centro de pesquisa e prestação de serviços, produzindo animais transgênicos customizados para pesquisadores de todo o País. Se um cientista precisa de um animal transgênico, ele faz a encomenda, fornece as especificações, o LMG produz o animal e manda para ele. Tal qual um escritório de engenharia executa um projeto para um arquiteto. Só que a engenharia, neste caso, é genética. E a arquitetura, biológica. As duas primeiras encomendas - feitas por Lygia Pereira, da USP, e Francisco Laurindo, do Instituto do Coração (Incor) - começaram a ser produzidas neste mês. O serviço é gratuito para projetos de pesquisa pública. Antes de abrir o balcão, porém, o LMG já produziu cerca de 50 linhagens de camundongos transgênicos, utilizando nove genes diferentes, para projetos de pesquisa internos do laboratório. Vários deles, voltados para pesquisas cardíacas, relacionadas ao desenvolvimento e ao funcionamento do coração - herança, em parte, dos 21 anos em que Xavier foi pesquisador do Incor. Outras 15 linhagens foram importadas do Laboratório Jackson, por US$ 6,5 mil (cerca de US$ 230 por animal). O Estado presenciou a chegada das últimas quatro, no início do mês: oito camundongos em uma caixa de plástico com comida e água em forma de gel. São animais com um grau a mais de complexidade transgênica. Eles têm uma enzima no organismo que funciona como um interruptor molecular, que permite aos cientistas ligar ou desligar as modificações genéticas onde e quando desejarem. Por exemplo: só no tecido cardíaco ou só na fase adulta do animal. A ideia é cruzar esses bichos com as linhagens customizadas do laboratório, combinando o interruptor já embutido nos pais com os genes que serão colocados no genoma dos filhos. "O bicho já vem com o interruptor, a gente só acrescenta a lâmpada", compara Xavier. Engenharia genética. Para produzir os animais transgênicos, os cientistas injetam em seus embriões pedaços de DNA especialmente montados em laboratório (chamados "construções"), contendo o gene de interesse da pesquisa e uma série de outros códigos genéticos associados ao seu funcionamento. Seja qual for o método aplicado, a ideia é que essa construção se integre ao genoma do embrião e passe a funcionar como se fosse parte original dele - algo como embutir um software genético no sistema operacional do bicho. Dependendo do que estiver escrito nesse software, ele pode executar uma série de funções, como inibir a ação de algum outro gene ou ordenar a superexpressão de uma proteína cuja função os cientistas desejam estudar. "O limite é a imaginação do pesquisador", diz Xavier. Manipulações que não podem ser feitas em seres humanos. Mas que, pela semelhança genética entre homens e camundongos, podem dar contribuições diretas para o conhecimento da biologia humana e para a cura de doenças. As ninhadas primogênitas das duas primeiras encomendas são esperadas para outubro.
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Wednesday, July 18, 2012
CORRIDA DE TOUROS EM MADRID – HISTORINHAS DAS QUARTAS
Fazia muito calor na “Solidão”, pois não chovia há semanas e o sol cuidava pra esturricar tudo. Só havia uma maneira de se salvar do mormaço: era deitar na rede da varanda do lado do mar. Aí tinha vento a tarde toda. Foi o que fez Ricardo após o almoço. Deitou-se e logo estava cochilando. (...)
O rapazinho teve um sonho muito estranho, pois ele se viu assistindo a uma corrida de touros em Madrid. Ele gostava de tanger o gado da fazenda e cavalgar para pegar uma rês desgarrada, mas daí a assistir a touradas ia um caminho longo. Ele via os toureiros se sucederem na arena e os touros mortos sendo puxados por parelhas de cavalos para os confins do circo. A música era muito alta e todo mundo bebia alguma coisa, cerveja ou vinho ou algo mais quente e todos já estavam bêbados. Um grupo que estava perto dele se divertia com o rebuliço de uma moça agitando castanholas. Estava uma tarde muito animada na arena ensolarada. Mas, o certo é que ele estava escanchado na cerca da arena observando o Manolo, famoso toureador espanhol, em luta com um miura preto, valente que só. Subitamente uma lagartixa cai do telhado em cima dele e Ricardo vê que não pode fugir do touro que o descobriu, talvez porque ele estivesse usando uma camisa colorida. O touro o ataca e o derruba para a arena e arremete com seus chifres pontiagudos contra Ricardo. Este procura se desvencilhar do ataque feroz, mas em vão, pois o miura lhe fura a coxa direita e o sangue vermelho e brilhante começa a jorrar. Foi aí que Tia Joaninha acorda com o grito desesperado do menino e tira de sua mão uma lagartixa esmagada.
FZA (19/4/12)
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Sunday, July 15, 2012
BIGODE NEGRO – HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 282
Anastácio pintava o cabelo e o
bigode. Bem pretos, como era o cabelo do Cristiano que todos sabiam que
pintava. Certa ocasião estava bebendo com amigos e deu-lhe vontade de ir ao
banheiro. Durante sua ausência o Zé Felipe botou um pouco de Coca Cola em seu
copo que só tinha uísque puro. Quando voltou Anastácio tomou uma dose de seu
uísque e notou que a cor da bebida estava escura, quase negra. Furioso, olhou
para sua esposa e, aos gritos disse:
- Eu não falei que a tinta que
você comprou era falsificada, sua doida.
FZA (7/4/12. (Sugestão de um
amigo.)
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Wednesday, July 11, 2012
RECEITA PARA A CURA DA PRAGA – HISTORINHAS DAS QUARTAS
O que vai aí abaixo é uma lista de remédios e atitudes que alguém, afetado pela praga rogada por um parente distante e que já se perdeu nas brumas do tempo, deve seguir para se ver livre dela ou...
- tomar cinco banhos frios por dia; - caminhar cinco quilômetros todas as manhãs; - nadar durante 45 minutos todos os dias; - deixar crescer a barba e, no caso de mulher não depilar as axilas; - comer 100 g de chocolate negro todos os dias; - comer duas bananas das grandes ou bananas passas; - tomar suco de limão galego, genipapo ou noni; - comer peixe e esquecer carne de boi, mas comer carne de cabrito; - comer ovo de pata ligeiramente aquecido; - freqüentar a Igreja e rezar bastante; não precisa se confessar; - usar chapéu de palha continuamente; - não andar de automóvel, mas somente a cavalo (ou burro ou jumento); - esquecer os prazeres carnais; - ouvir música, de preferência sertaneja e sacra; - fazer terapia; - ir ao psiquiatra e tomar os remédios passados por ele; - estudar línguas; mandarim, de preferência. Após dois anos e tendo seguido essas receitas o camarada estará livre da praga. Se não, paciência, você está predestinado a uma existência infeliz, convivendo com os fantasmas de seus parentes, mesmo estando internado em um manicômio. FZA 22/6/12
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Sunday, July 08, 2012
SEU HANSICHER CONVERSA COM SEU VALDA - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 281
O advogado Etevaldo, de notória fama no foro da Capital,
havia conseguido livrar de uma pena alta seu cliente, um estrangeiro de nome
arrevesado, Axel Hansicher. O sueco
havia esfaqueado um pescador lá pelas bandas do Icaraí de Cima por uma divida
que o pobre homem não conseguia lhe pagar mesmo trabalhando de sol a sol. Em um
domingo chuvoso, já havia chovido mais de 150 mm, o advogado visita Seu
Hansicher na cadeia e leva alguns itens de consumo pessoal. Após boas tragadas
do cigarro Hollywood sem filtro que Etevaldo levara o estrangeiro fala às
gargalhadas: - Seu Valda eu acho graça daquela peste enterrada lá no cemitério
se molhando todo nessa chuva que não passa mais...
FZA (31/3/12)
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Wednesday, July 04, 2012
Físicos encontram provável 'partícula de Deus' - Bóson de Higgs
Ao lado o escocês Peter Higgs, físico que propôs (simultaneamente a outros) um
mecanismo de como as partículas adquirem sua massa e que deu nome à
partícula tão procurada: o Boson de Higgs.
Veja na Folha de São Paulo de hoje (4/7/12) a matéria completa (http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1114815-fisicos-encontram-provavel-particula-de-deus.shtml).
(Fabrice Coffrini/France Presse)Veja na Folha de São Paulo de hoje (4/7/12) a matéria completa (http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1114815-fisicos-encontram-provavel-particula-de-deus.shtml).
texto chamada continuação do texto/postagem
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Tuesday, July 03, 2012
OS ESPANTALHOS DO CARLOS – HISTORINHAS DAS QUARTAS
O inverno tinha sido bom e o açude tinha água para todo o verão. O pequeno sítio de Carlos era bem cuidado por toda a família, ele a mulher e os filhos. Nesse inverno eles tinham plantado milho e feijão que já estavam quase prontos para a colheita. (...)
A limpa era feita todos os dias e todos mantinham os olhos nas aves que atacavam as espigas e as vagens que cresciam fortes. Para ajudar no controle dos pássaros Carlos e os meninos, desde o inicio da plantação, haviam espalhado espantalhos feitos em casa por todos. Como a plantação era pequena eles só precisaram fazer seis espantalhos. Carlos teve a idéia de fazer cada um dos bonecos com a face de uma pessoa ilustre. Como eram somente seis isso foi fácil e logo a escolha recaiu em Nietzsche, Darwin, Newton, Roosevelt, Obama e Getulio. Construídos os bonecos eles foram colocados em pontos estratégicos na plantação. Passaram-se alguns dias até eles notarem um sétimo espantalho, mas não sabiam quem o tinha posto lá no limite onde começa a mata. Carlos foi lá acompanhado pelos meninos e, quando estavam se aproximando notaram que a plantação em torno do espantalho estava totalmente destruída, isso refletiria numa produção menor, com um enorme prejuízo para a família. Ao chegarem mais perto eles viram que a figura desse espantalho era a de um esmoler conhecido há muito tempo na região e que se sabia ter sido um pai tirânico e um marido infiel. Interessante é que seu nome de batismo era Empédocles, mas o chamavam de Pesão.
FZA 10/5/12
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Sunday, July 01, 2012
O TIO ANTÔNIO SABE TUDO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 280
Sempre que ele ia pra Cidade Grande tirava um tempinho e ia
passear na Avenida. Era seu divertimento olhar o rosto das pessoas com quem
cruzava e esperar reconhecer algum conhecido. Este simples divertimento trazia
à sua lembrança a idéia que seu tio Antônio tinha dessas coisas. Quando alguém
perguntava por onde andava o Robério ele dizia que estava no Recife; e se
alguém quisesse encontrá-lo lá era só ir até o Abrigo Central e ficar esperando que ele apareceria como por
encanto.
FZA (27/3/12)
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