Tuesday, April 22, 2014

NA BODEGUINHA DA DONINHA É ASSIM - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 367

Doninha, a dona da bodega da esquina, era uma filósofa. Ela observava, em seu comércio, que diziam ser o maior da redondeza, a atitude dos fregueses e comentava com alguns amigos ser muito difícil para o conjunto da população ou para muitas camadas do povo, comprar à vista, mas que quando se compra a prazo, tudo fica mais viável. Daí as cadernetas que ela mantinha desde muito tempo com os fregueses mais conhecidos. Alguns ficavam intrigados e perguntavam:

- Doninha e o que você faz com as cadernetas não liquidadas? E ela: - Ora, no final da tudo certo!

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Thursday, April 17, 2014

E ESSES PINGUIM?


Ricardo estava desesperado, tipo assim ele não sabia a quem recorrer para conseguir uma empregada. Foi até Catarina, onde morava seu primo Chico, para procurar uma. Nada conseguiu, mas o Chico, um velhote experiente deu-lhe um conselho:
- Olha Ricardo põe um anúncio tipo popular no jornal que eu aposto vai dar certo. Tu vai encontrar uma pessoa.
- E tu me ajuda a escrever o anúncio?
- Certo camarada!  Vamos lá: Escreve aí: PROCURA-SE DOMÉSTICA QUE DURMA. COM REFERÊNCIAS. R$ 1.500. TRATAR (085) .... .... Ficou bom? Ta tudo aí como tu queria?

- E esses pinguim pra que serve?

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Sunday, April 13, 2014

SONHOS E PESADELOS - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 366


Joviano sonhava com sucessos impossíveis de acontecer ou obter. Sonhava noite e dia. Durante a noite sua especialidade eram os sonhos violentos que envolviam brigas e lutas, como aquele em que ele era xerife e atirava no bandido a quem perseguia. Tentava escapar das balas mortais rolando para baixo de carroças e terminava caindo da cama. Fazendo grande barulho ele chamava atenção das pessoas da casa e estas vinham acalmá-lo. Tudo voltava ao normal quando o dia raiava. Quando, à tardinha, saia para seus passeios Joviano tinha outro tipo de sonho. Estes eram mais elaborados. Geralmente sonhava com garotas de antigamente ou mesmo do presente. Eram episódios de relacionamento unilateral. A garota lançava uma centelha de interesse, mas algum tempo depois a recolhia. Para Joviano, entretanto, restava alguma coisa. Ele ficava por dias e meses remoendo diálogos solitários tentando levar os fatos a uma solução. Normalmente esta lhe era sugerida por alguma coisa como descobrir que a inspiradora de seus sonhos era comprometida ou muito jovem e só desejava ser gentil ou mesmo sofria de doença grave que queria encobrir. Tudo parecia terminar aí, mas logo recomeçava em outros cenários.  

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Saturday, April 12, 2014

A TERRA É AZUL. COMO É MARAVILHOSA. ELA É INCRÍVEL!



Em 12 de abril de 1961, o cosmonauta soviético Iuri Gagárin, a bordo da nave Vostok 1, tornou-se o primeiro homem a penetrar o espaço extra terrestre. Aos 27 anos Gagárin realizou um dos maiores sonhos da humanidade – escapar da gravidade terrestre. Gagárin passou 108 minutos em órbita. Algumas observações que o cosmonauta soviético fez durante a viagem espacial foram:
·       A espaçonave entrou em órbita, e o foguete se separou, a gravidade se foi.
·       No inicio, a sensação era de algo incomum, mas eu logo me adaptei.
·       Eu mantive contato com a Terra em diferentes canais por telefone e telégrafo.
·       A Terra é azul. Como é maravilhosa. Ela é incrível!


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Thursday, April 10, 2014

AS SECAS NOVAMENTE


O Comitê discutiu durante alguns dias e, finalmente, seus membros chegaram a uma conclusão. O texto sugerido pelo Professor Dr. PhD Francivaldo das Neves foi aprovado. Logo foi mandado para publicação em um jornal local de grande circulação. Os membros do Comitê estavam de acordo que mais uma vez a solução definitiva para o problema das secas era apontada por um estudioso de grande prestígio internacional. O texto do Professor Dr. PhD tinha como título "A algarobeira" e ele o apresentou  imediatamente a todos:

“Esta planta arranca do ar, mesmo poluído, os elementos para sua sobrevivência. Ela não precisa de água e cresce em toda parte. Em dois anos ela  estará adulta e produzirá muitas vagens. Estas servirão como ração para caprinos e bovinos, pois possuem além de proteínas e carboidratos, água, o que quer dizer: o animal ao ingerir as vagens estará comendo e bebendo ao mesmo tempo.”

Muitas palmas e “que bons”, foram ouvidos na sala. Todos concordando, certamente, com as palavras do orador.

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Sunday, April 06, 2014

JORGE E SEUS ACHAQUES - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 365


- Del (seu nome verdadeiro era Delânia) arma a rede vermelha na varanda. Eu quero tomar um pouco de sol.
- Seu Jorge já é tarde e esse sol vai estar fazendo mal ao Senhor!
- Não se incomode moça. Mesmo com essa borboleta no rosto eu me atrevo a pegar uns raiozinhos UV. Eu peguei sol a vida toda e não é agora que eu vou fugir dele. Você sabe que até um chapéu Panamá, da China, eu comprei outro dia!
- Mas os médicos dizem que é, tipo assim, muito  perigoso.
- Perigoso nada! Perigoso é aquele exame que eu vou fazer amanhã lá no Hospital. O tal doutor vai me deitar numa cama e me empurrar pra dentro de um tubão que tem umas lampadazinhas de todas as cores brilhando. Passa bem uns quinze minutos nessa história. Eu quero é ver se ele ainda diz que eu tenho algum DNA (Déficit de Neurônios Ativos). Agora eu acho que do DNA verdadeiro eu já não tenho mais nada.
- Que é isso, Seu Jorge? Diz Delânia.
- Vai. Deixa pra la.


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Thursday, April 03, 2014

A TERRA É PLANA




Ele era professor na UFU, em Córrego de Cima e sua especialidade era Geografia, complementada por um pouco de Corografia Brasilis. Certo dia chega até ele uma aluna do curso e lhe diz que tem umas dúvidas a tirar. Ela o chamou de Prof, como todos os seus alunos na universidade. Ele fala pra Marcela, era este o nome da menina: 
- Diga lá Marcela, o que a traz aqui?
- Prof eu tenho algumas dúvidas sobre a última aula. O senhor diz que a Terra é redonda, mas eu tenho lido livros nos quais autores da Idade Média afirmavam ser ela plana. O que é certo?
- Que história é essa menina?
- Pois é Prof eu li na Biblioteca. São livros escritos pelo padre Lactâncio (265-345) e por Severian de Gabala (380).
- Você esta louca menina! Isto é uma loucura! É heresia! Se você vivesse na Idade Média seria queimada viva em praça pública ao afirmar isso. Portanto saia já daqui senão eu lhe dou uns tabefes.
Isso só pode ter sido dito aos gritos, pois ele acordou vendo sua filha sob a soleira da porta cuidando para que ele não caísse da cama.


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Sunday, March 30, 2014

O MOÇO VELHO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 364

Evandro era um  advogado sênior e muito conceituado na firma em que trabalhava e também nos meios forenses. Entretanto, seu comportamento mostrava que ele tinha muitas dificuldades em  relacionamentos pessoais. Isso acontecia principalmente com garotas. E ele não tinha a menor ideia de qual seria a razão. Muitas vezes ele simpatizava mais com uma delas e passava a observa-la com mais cuidado. Todos sabiam que ele era um moço velho e descompromissado e por isso acreditava que poderia ser uma pessoa interessante para uma dessas meninas. Sucede que elas não estavam interessadas nele, não por seus predicados, que eram sempre realçados nas conversas, mas certamente pelo fato de que seu prazo de validade já havia vencido. Ele já começava a receber visitas do alemão intrometido de tal sorte que sua inarredável viagem com Caronte estava se aproximando. O que fazer, então?

- Nada a fazer,  Evandro ouviu uma voz em sua cabeça. 



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Thursday, March 27, 2014

LIMONADA SUIÇA




Sentou-se à mesa da cafeteria e a mocinha ofereceu-lhe uma limonada suiça. Quando foi pagar a conta ela perguntou-lhe se ele era oficial de polícia aposentado. Ao perguntar porque, ela falou que ele era sério e parecia com um, apesar do chapéu de palha estiloso que usava. Quando ele lhe passou o cartão ela perguntou-lhe mais ainda:
-E qual é o seu nome? Quando disse ela falou que era um nome bonito, sério e que lembrava os tempos antigos!
Ele despediu-se e ela falou:
- Venha sempre Dr. Alexandre!



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Monday, March 24, 2014

OS CAJUS ESTAVAM ERA VERDES - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 363


Todo santo dia pela manhã ele montava em sua bicicleta e saia pela estrada da Solidão para dar aulas na Escola Dona Sinhá. Jorge sempre passava por uma quinta de cajus bem na beira da estrada que, na época da safra, dava muito caju doce que nem mel. Certo dia ele nota uma penca de cajus, ainda verdes, caindo para a estrada. Passam-se os dias e os cajus, de maturi, passam para maduros e firmes. As frutas dão um cheiro gostoso e são de uma cor vermelha viva e tem pele brilhante de cera. Enquanto pedala para a Escola ele resolve que, no dia seguinte, pegaria aqueles cajus. Dito e feito. No dia seguinte ele para e encosta a bicicleta em uma pedra grande, bem embaixo da penca de cajus – eram uns cinco, mas tinha dois que pareciam ser os mais bonitos. Ele sobe na sela da bicicleta apoiando-se aqui e ali e tenta pegar uma das frutas. No momento em que ele tem a fruta na mão o galho que a retém quebra-se e ele, desequilibrado, cai em cima da pedra. Quando acorda no Hospital de Bela Cruz pergunta ao doutor o que havia acontecido. O médico diz que ele deve ter levado uma queda grande, pois havia quebrado a clavícula. Nada demais, pois ele logo curaria. Olhando para o medico Jorge diz:

- É, parece que os cajus ainda estavam verdes e eu não notei. 

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Thursday, March 20, 2014

ME SALVEM!


Roberto gritou alto e logo acordou. Descobriu que estava em pé ao lado da cama olhando para a cortina da janela e para um vulto movendo-se e chegando até ele. Era Ella na certa! Seu neto chegou e tentou acalmá-lo pondo-o na cama novamente. Mas Ella continuou ao seu lado; esperando alguma coisa, certamente.

FZA 28MAR13

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Monday, March 17, 2014

A VOLTA DO DR. BRITO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 362


- O dotô qué um taxi?
- Yes. Desculpe... Sim! Quero ir para Copacabana. O motorista abriu a porta do carro e o Dr. Brito acomodou-se. Durante o trajeto ele perguntou ao taxista:
- Ainda passamos ao lado da Universidade do Rio de Janeiro Federal?
- Sim. Estamos agora mesmo passando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. A UFRJ.
- Estudei pois eu ai por cinco anus e agora estou chegando de um tempo bom in England onde tirei meu doutorado e meu pós-doutorado.
- Ahn!
Após um tempo bem grande chegam a Copacabana.
- Qual é mesmo o seu hotel míster?
- I have a reservation with the Blue Skies Hotel. Desculpe… O senhor conhece?
- Ao chegarem Dr. Brito registra-se e logo sai à procura de um ônibus.  Assuntou por ali e reconheceu uma parada. Logo chegou um Jacaré e ele entrou pela porta traseira. Suado e cansado queria sentar-se, mas era preciso pagar a passagem na catraca. Como não sabia o valor perguntou ao cobrador.
- Quanto é?
- Eriiiberto?! Cuma vai ma! Chegô di lá quando?
- Di lá di ondi?
- Ora homi...
- Eu vim di Londres.
- E ta chuveno lá?
- E muito...
- E tu vai vê a prima?
- Que prima ma?
- Aquela qui tu fez mal...
- Me da logo o troco ma. Eu quero me senta ali senão os macho toma o lugar.
- Lembrança la pro povo e diz que eu to bem.


© Zé Maria Firmeza

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Thursday, March 13, 2014

RESOLVIDO O PROBLEMA DAS CHUVAS E DAS SECAS NO PAÍS


No Palácio Imperial D. Pedro II leu no Jornal da Manhã: "Não temos como evitar chuvas. É uma situação com que temos de conviver. O que temos de procurar fazer é melhorar a infraestrutura e até tirar essas pessoas de regiões mais vulneráveis". Aí se virou para o Visconde de Sinimbu e perguntou:
- E no Ceará o que será que eles fizeram com as jóias da minha coroa que eu mandei pra lá? Será que isso ajudou?
Como o Ministro não respondesse o Imperador continuou:

- Agora talvez seja de bom alvitre trocar o Nordeste e o Sudeste de posição, tipo assim, o Nordeste vai para o Sudeste e este vai para o lugar daquele. Talvez isso possa ser resolvido pelo Capanema com sua Geografiazinha. Aí resolveríamos de uma tacada só o problema das chuvas no Sudeste e o problema das secas no Nordeste. 

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Sunday, March 09, 2014

RUI, O CARRASCO – HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 361


Um verdadeiro carrasco, durão, um cara chato, mas mesmo assim muitas jovens trabalhavam em seu escritório. Havia uma em especial com quem ele trocava olhares (...). Certo dia Rui chamou-a e perguntou:
- Dorinha porque você olha tanto para mim? 
- Doutor Rui olhe, eu não sei o que esta acontecendo cum nóis.
Ele a olhou fixamente nos olhos e pediu que continuasse o que estava fazendo; ele daria um jeito.

Grj fev14



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Thursday, March 06, 2014

ELLA ou ELE (ou seria ELLE?)



Caminhando pelo shopping Carlito notou que muitas pessoas olhavam em sua direção e, imediatamente desviavam o olhar. Será que seu olhar era forte ou pesado, talvez de mau agouro? Ou isso tinha a ver com Ella? Ele andava meio cabreiro após ter assistido um filme recente, quando ouviu um dos atores chamar ELLA de ELE (ou seria ELLE?). 

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Monday, March 03, 2014

ÁGUA DA BOA– HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 360


- Ói aí dotô! Cheguemo na Santelena! É engraçado né? Todo canto tem nome. Vamo pará ali naquele café.  Lá parece que é uma negoceira só. Ali no “Café dos doisirmão”.
- Qual?
- Aquele qui tem um carro pipe na frente. Possa sê qui tem água dá boa.
- E da pra tomar banho?
- Não, é só pra usar nas casa.

- Vamos la então. 

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Thursday, February 27, 2014

HISTÓRIAS DE JORGE RAPOSO 10 - PROCISSÃO DE SÃO JOSÉ



À tardinha vai ter procissão de São José. Era sempre uma procissão grande, não acabava nunca. Quando chegaram a Praça começou a chover. Sabiam que a Flora e a Madrinha estavam na casa da Censa, à espera do cortejo. A Mãe bateu à porta, alguém abriu e ela entrou. Constrangido, ficou esperando. Passado algum tempo, impaciente, bateu palmas e uma mulata velha, desgrenhada e desdentada atendeu, era a Madrinha que sorriu para ele dizendo que a Mãe estava lá e logo sairia. Ela saiu e ele apoiou-se na parede, caindo, quase derrubando um pedaço desta. Como num sonho sentou-se no chão e começou a chorar com remorso de nunca ter olhado pela Flora e pela Madrinha. A procissão chega e eles a acompanham novamente até a igreja onde ele vai tentar... Tentar o quê?

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Monday, February 24, 2014

SONHOS E PESADELOS- HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 359


Sonhos mostrando sucessos impossíveis de acontecer ou obter Claudino tinha sempre. Sonhava noite e dia. Durante a noite sua especialidade eram aqueles violentos que envolviam brigas, tiros e pancadarias, como aquele em que ele era xerife e se defendia do bandido a quem perseguia. Tentava escapar rolando por baixo das carroças e terminava caindo da cama. Nisso ele chamava atenção das pessoas da casa. Tudo voltava ao normal até o dia raiar. Quando, à tardinha, saia para seus passeios na cidade e às noites pelos bares Claudino tinha outro tipo de sonho. Estes eram sofisticados. Geralmente sonhava com garotas de antigamente ou de conhecimento recente. Eram episódios de via única nos quais a garota lançava uma centelha de interesse, mas logo depois retirava os avanços. Em sua mente, entretanto, restava alguma esperança. Ele ficava por dias e meses seguidos remoendo diálogos solitários tentando levar os fatos a uma solução. Normalmente esta lhe era sugerida por algo como descobrir que a inspiradora de seu sonho era comprometida ou jovem demais e só desejava ser gentil. Tudo parecia terminar aí, mas logo seus sonhos recomeçavam.



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Thursday, February 20, 2014

A BERAMAR


Era provável  que não fosse ela debruçada na janela da casa perdida na caatinga. Não era provável, mas a jovem parecia com sua amiga de muitos anos. Ela havia desaparecido de sua mente. Isso já fazia tempo e ele nunca a procurou, ao contrário, tinha querido afastar-se dela o mais possível. Mas, agora lá estava aquela figura a lhe olhar com olhos enormes, mais do que normais. Ele pede ao motorista para se aproximar. Quando chega perto ele tem certeza que é a dita cuja, pois ao responder-lhe às boas tardes ela fala:

- Oi Seu Acaço o senhor ainda anda na Beramar?


FZA (28/3/12)

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Monday, February 17, 2014

IDA AO MERCADO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 358



No taxi para o hotel ele admirou-se da cidade: ruas cobertas com argila vermelha e fina, muitas casas com cobertura de palha. Passou por casarões abandonados logo chegando diante de um enorme portão que se abriu por encanto. Foi recebido por um atendente nativo vestido de vermelho, amarelo e verde. Tinha chegado ao Five Stars Hotel onde aconteceria o Congresso. Registrou-se e saiu para o Great Market. Lá se vendia de tudo – desde feijão novo, queijo de gazela, vestidos de seda francesa, paletós de casimira inglesa, sapatos italianos, jóias de ouro, prata, âmbar e brilhantes, bicicletas e automóveis. No rápido passeio não viu produtos para higiene pessoal, a não ser uns galhinhos secos e muito jornal velho. Tomou de volta um taxi cujo chofer, um negro simpático era fascinado por Nova Iorque e tinha planos de conhecer Cocacapana. Ao chegarem ao English Quarter pararam em um sinal vermelho. Logo saltou à frente um vendedor de bugigangas oferecendo rolos de papel higiênico, macio, por um dólar cada. 

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CURIOSIDADE ORIENTAL


O Poeta veio de longe só para fazer a divulgação de seu livro sobre a China, visitada por ele recentemente. Em entrevista a televisão local a repórter, conhecida como de muito bom nível, fez-lhe algumas perguntas. Ela começou com estas duas:
-“Cuma” é a China? e “Cuma” vivem os chineses?

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Monday, February 10, 2014

A PISTOLA DO BENJAMIM – HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 357


O restaurante estava cheio e foi difícil estacionar. Havia uma vaga apertada entre duas HighLuxes pretas. Desceram e logo fizeram o pedido. Após se deliciarem com a galinha e depois, com a sobremesa, eles pedem a conta, pois era preciso voltar logo. Quando chegam ao carro João vê uma Discovery cinza estacionada atrás de seu Uno. Ele reclama, fala alto, e xinga o responsável. Subitamente aparece o moço: uma lapa de homem, com os bíceps e todos os outros ceps aparecendo e com vontade de brigar. João tenta disfarçar, mas o moço está bravo e o destrata e tenta agredi-lo. João abre o porta-luvas, puxa uma arma e aponta pra ele. O que aconteceu ninguém lembra direito. O certo é que João estava caído com a cara quebrada e empunhando a pistola preta de brinquedo do Benjamim. 

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Thursday, January 30, 2014

O GIZ DA PROFESSORA


O moço era estudante e professor ao mesmo tempo, pois era aluno de Biologia e professor em cursinhos. Certa vez, assistindo aula de Biologia Molecular, quando a Professora terminou de falar encerrando a aula, ele ergue a voz e diz:

 - Um momento Professora! Não largue o giz, pois a senhora ainda vai ter de me responder a uma questão e vai precisar dele! 

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Sunday, January 26, 2014

ELE SE CHAMAVA GOUVINDIJIE – HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 356


- Como é seu nome?
- Ah! É muito feio...
- Não existe nome feio. Deixa eu te contar. Um amigo meu tinha o nome de Gouvindijie. Não era de Souza ou Pereira. Gouvindijie só. Um dia ele foi se casar em Sobral.
No cartório o tabelião perguntou à noiva:
- O seu nome?
- Maria de Fátima de Souza.
- E o seu?
- Gouvindijie.
- Gouvindijie de quê?
- Gouvindijie. Só.
- Não pode. E o sobrenome?
- Não tenho...
- Tá bom. Então não caso vocês. Podem ir embora.
- Pois é, se um nome desses é feio, o seu não pode ser tão feio assim. Enfim, qual é o seu nome?

- Deusalina...


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Thursday, January 23, 2014

A SÊCA É FOGO


Olharam pra várzea e só viram secura. Os matos feito cinza e os gados com a ossada de fora, caindo de sede e de fome. Conversaram.  O resultado foi que a Velha jogou os meninos no carro de boi e foi pra Cidade procurar o filho homem. Talvez ele desse esperança, além de um pouco de comer e de beber. O Velho ficou na tapera cuidando do gadinho que restou. Depois de mais um mês de sol ele, procurado pelos vizinhos, não mais foi visto. Daí eles também foram embora.

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Monday, January 20, 2014

SONHO NO HOSPITAL– HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 355

        

Era noite alta e eles viajavam pela nova estrada. O Sancho puxava 120 no carro novo. Rômulo, amarrado pelo cinto, cochilava. Ele já se habituara às manias motorísticas do rapaz, não se preocupava. Chegando ao trevo ouve um tremendo ruído; o carro capota até um riacho seco. Rômulo acordou sobre uma maca num corredor de hospital, talvez em Granjeiro. Porque estava a 200 km do trevo de Itaporanga não sabia. Ele espera um tempão, pois viu já ser meio-dia e continuava sem atendimento. Daí apareceu uma senhora de jaleco branco e crachá com o nome: “Dra. Sueños”.
        - Buenos dias amigo. O que siente usted?
        - Nadie. Estoy bien.
        Rômulo achou que logo acordaria, mas voltou a dormir com a injeção que a Dra. Sueños lhe aplicou.



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Monday, January 13, 2014

NO LABORATÓRIO – HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 354


No laboratório Rafael fazia muitas experiências. Misturava dois líquidos, um azulado e outro avermelhado. Essa não dava certo; nada de roxo aparecia. Seu orientador começou a gritar:
- Seu isso, seu aquilo, seu aquilo outro, você não sabe fazer nada de nada, de coisa nenhuma! Estraga tudo! Você nunca vai passar de abestado. Larga tudo isso. Vai embora!
Rafael fica indignado. Larga tudo e tenta agredir o orientador; aos gritos encaminha-se em sua direção e da-lhe  um murro no rosto:

- Você me paga por tudo seu velho gaga! Nesse instante ele, como não conseguiu se equilibrar ao tentar sair da rede funda onde dormia, deu um murro na guarda da cama próxima. Acordou no chão com algumas escoriações.

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Monday, January 06, 2014

A SOLUÇÃO PARA AS SECAS – HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 353



Em discurso para um grande publico a Autoridade diz:

- A seca ta muito grande e nós precisamo ta fazendo alguma coisa pra minorar o sofrimento dos nossos pobres irmãos habitantes dos sertões. Talvez a gente podemo ta transferindo as chuvas que estão caindo no Espírito Santo pro Nordeste. Talvez só um pouco mais de tecnologia – adiante dos carros pipe – esteja resolvendo a situação.

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Monday, December 23, 2013

FORMIGAS, BALÕES E NATAL - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 352




Certo dia Chiquinho viu formigas e baratas por toda a parte. Bilhões delas. Saiam de fendas abertas em um lajedo lá fora. Depois começou a vê-las em casa, no teto, formando imensos balões coloridos, cheios de formiguinhas e baratinhas. Viu esses balões formando tipo uma árvore de Natal. Era perto da data e a árvore entomológica foi incorporada à decoração natalina da sala.

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Sunday, December 15, 2013

TA TUDO MORTO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 351





Assim que o sol se pôs o Velho disse pro Chiquinho:
- Vai lá menino e traz as cabras pro curral. O menino saiu e daí a meia hora voltou sem trazer as cabras.
- Cadê os bicho menino?
- Ta tudo morto Pai. Eu acho que eles foram beber e não tinha mais água no poço...

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