Sunday, May 17, 2015

O LIVRO DE JANUÁRIO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 421




Januário acreditava ser um literato e dos bons. Certa ocasião ele se propôs escrever um livro revolucionário e ao mesmo tempo muito simples. O livro constava de um texto corriqueiro que era acompanhado de seu invertido (espelho). Assim: “O moço estava apaixonado por uma jovem muito bonita” – “atinob otium mevoj amu rop odanoxiapa avatse oçom O”. Após ter escrito um texto de dez mil palavras ele o levou para seu amigo Mauro que produziu um belo livro. Januário acreditava que poderia lançá-lo na nova livraria da cidade. Acertou, pois seu texto foi elogiado, mas às escondidas, foi tratado com menoscabo. No dia do lançamento os organizadores montaram dois palcos um dedicado a uma apresentação favorável e o outro a uma desfavorável. Tudo foi um grande sucesso, mas nenhum exemplar do livro de Juvenal foi vendido.  Ele teve de dá-lo de graça.



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Sunday, May 10, 2015

ELE VAI E ELA VEM - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 420




Jorge sonhou caminhando pela estrada acidentada que saía da cidade. Após algum tempo avista alguém que se aproxima em sentido contrário. Ele logo vê que é uma jovem caminhando ao seu  encontro. Ao se aproximarem estão mudos, nenhuma palavra é trocada e, no entanto, há, claramente, uma compreensão e como que uma troca de fluidos etéreos. Após momentos que pareceram meses ou anos cada um retoma seu caminho. Ela vai à busca de felicidade nos Elíseos, ao longe, e ele em direção ao Hades ali próximo.

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Sunday, April 26, 2015

VENENO CRUEL HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 418




Eles eram bem considerados na cidade e, por isso, tinham um grande número de afilhados, como era o costume. Esses afilhados e seus pais, os compadres e comadres, vinham da roça, dos matos, para fazer compras, ir a Igreja, procurar médicos ou outros recursos de saúde e demoravam alguns dias hospedados na Casa Grande. Uma dessas afilhadas, uma menininha, veio do Recanto para se tratar, pois tinha tomado acidentalmente, com certeza, uma solução de soda cáustica usada para lavagem de garrafas. Ela ficou em uma camarinha escura, e raramente se mostrava às crianças. Passaram-se alguns poucos dias e soubemos pelos adultos que ela havia morrido. Depois soubemos que seu nome era Hilária...

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Sunday, April 19, 2015

SONHO AMERICANO DE JORGE RAPOSO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 417




Em seu sonho Jorge experimentava  uma série de pensamentos e diálogos solitários. Ele parlamentava consigo mesmo concluindo ser voluntarioso. Quando queria fazer alguma coisa ele a fazia, mesmo que fosse aos trancos e barrancos. Isso talvez seja um exagero, pois ele era tímido e não se aventurava muito a fazer algo desconhecido. Mas, queria muito progredir na carreira. Logo depois de ter iniciado sua formação atabalhoada, apareceu, no laboratório, um visitante americano, representando a Fundação Chrysler. O cientista oferecia uma única bolsa de estudo na América para jovem profissional de ciência. Jaciara, sua bela colega, e por quem era ocultamente apaixonado, parecia ser a preferida. O Prof. Rosado também a indicaria, mas contrariado, pois iria perder a valiosa e charmosa auxiliar. Jorge ficou inquieto, pois viu a possibilidade de ele próprio ser candidato. Imaginava qual seria a razão de ele também não poder concorrer. Conseguiu por fim ser examinado e daí a algumas semanas ambos foram chamados, tinham ganhado bolsas para fazer o mestrado. Ela iria para a Universidade do Tennessee e ele para a Universidade da Califórnia, em Los Angeles, a UCLA.  Estudariam Bioquímica de Plantas. Ele se perguntava:
“Que diabos eu vou fazer lá? Nem a língua eu sei direito!” Antes de ele se achar preparado chegou a passagem para viajar em duas semanas.   

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Monday, April 13, 2015

ESTRELA SOLITÁRIA- HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 416





Ele a via de pé, vestida de preto, diante do belo cartaz colorido, por entre as colunas do templo de Vesta, esperando as visitas curiosas. Dominava a cena seu largo sorriso emoldurado por uma coroa de louros. Em torno de sua figura estendia-se uma aura brilhante. Ambos, sorriso e aura, foram difíceis de evitar e fizeram acender fogueiras onde antes só havia chuva e frio. Subitamente, na madrugada, ele acordou com um peteleco do companheiro de viagem, a troco de nada...

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