Thursday, September 30, 2010

GRANJA - PREPARANDO A JANTA


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Wednesday, September 29, 2010

GRANJA - JANOCA E OS SEUS NAS OITICAS/MISSÃO


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Tuesday, September 28, 2010

AFORISMOS, APOTEGMAS, MÁXIMAS


“Ó tu, que entras onde a dor fez morada! Não penses que poderás depois sair tão facilmente como estás entrando!”

Dante Alighieri (1265-1321)



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Monday, September 27, 2010

Desafios para o Brasil se tornar desenvolvido


Leia o artigo publicado hoje (27/9/10) no site da BBC Brasil e no "Estadão":

"Especialistas apontam desafios para o Brasil se tornar desenvolvido

País cresce mas precisa reduzir desigualdade, melhorar educação, reformar instituições públicas e combater à corrupção, entre outras questões, segundo analistas e instituições internacionais."

Siga o link da matéria de Rogerio Wassermann da BBC Brasil em Londres::

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100924_eleicao_brasil_desenvolvimento_abre_rw.shtml


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Sunday, September 26, 2010

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 190


DISTRIBUIÇÃO DE MEL

Lá vinha o Bezinho em sua bicicleta sonora. Ele descia e subia a rua enchendo os ouvidos de todo mundo com as últimas propagandas de quem podia pagar. Já se sabe quem podia pagar. Nesta semana o Bezinho fazia tocar uma fita que gritava:


- Ver para crer: abra sua torneira de água e receba um jato do melhor mel de jandaíra! É cortesia do Homem lá de cima. É doce pra tudo que é lado!

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Saturday, September 25, 2010

HISTORIETAS - O LIVRO


Um novo livro de José Xavier Filho foi publicado pelo Instituto José Xavier. Trata-se de uma coletânea das melhores Historietas mostradas neste blog. A publicação foi feita pela AD2M - Engenharia de Comunicação e a edição é de La Barca - Editora.

O livro pode ser encontrado na sede do Instituto José Xavier (Granja, Ceará) e na Livraria Oboé (Center Um) em Fortaleza.

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A VIDA AVENTUROSA DE TROFIM VASEC EM DIVERSOS CAPÍTULOS – 15


AS MENINAS DO SEU LALO, O BÚLGARO

Quando as duas “meninas” se aproximavam do canto da cerca do Oiteiro elas começavam a ouvir o vento batendo nas portas da casa. Elas tinham se acostumado com a casa desde muitos anos quando seus pais passavam longas temporadas lá no tempo dos invernos fartos. Mas sabiam que as portas não batiam como agora. Isso era o vento forte da Várzea de Baixo que fazia as portas deixadas abertas de muito baterem sem parar. Era assim com todas as casas em redor e por muitas léguas depois que os moradores as haviam abandonado. (...)


Na cidade elas moravam em uma casa grande, baixinha, de duas águas, como era comum no tempo. Não sei se a arquitetura era colonial ou outro estilo. Poderia chamar de um estilo próprio. Ela ficava numa esquina da rua principal, mas bem antes do miolo que distava talvez um quilômetro. Se você estivesse no Mercado teria de andar por um areal enorme para chegar na casa das três moças.

O Pai, Seu Lalo (talvez Estanislau, ninguém sabia), chamava suas filhas de as “meninas”, assim, mesmo depois de elas já terem entrado no caritó havia muito; elas não eram modelos de beleza, mas ainda guardavam certo ar de nobreza. Não se incomodavam de serem chamadas de solteironas, apesar de saberem que todos na Várzea faziam chacota delas por seu estado civil, mesmo sendo filhas de fazendeiro rico. As moças foram criadas entre a casa da Ribeira e a casa do Outeiro. Eu digo casa, pois elas não saiam das respectivas camarinhas, mesmo depois de sua mãe ter morrido e isso já fazia muito tempo. Quando chegou a vez do Pai elas se viram herdeiras de uma pequena fortuna que constava de casas na cidade e da fazenda de onde o velho tirou todo o sustento de sua vida e conseguiu amealhar alguma coisa.

Ele era um senhor de origem estrangeira, parece que do leste europeu; ninguém tinha muita certeza, mas parece que era de origem búlgara, um eslavo ou tártaro, como muita gente boa. Trazendo algum dinheiro ele comprou a fazenda do Outeiro e passou a criar gado depois que estabeleceu uma bela plantação de forrageiras cujas sementes trouxera em sua bagagem. Logo passou a produzir muito gado e o vendia, principalmente, ao Sr. Benício que o abatia e preparava mantas de carne seca para o comércio de Pernambuco. O couro verde era vendido na cidade mesmo para o Coronel Totonho ou para o Coronel Oliveira que tinham seus curtumes.

A terra do Outeiro tinha também um grande e belo carnaubal produzindo muita palha e dando um grande lucro. Todos sabemos que o carnaubal só dá lucro quando os tiradores de palha trabalham dobrado e ganham a metade. Era assim também no Outeiro. O que fazia com que esses tiradores ficassem anos a fio trabalhando na fazenda era o fato de que Seu Lalo permitisse que eles plantassem pequenas roças atrás de seus casebres de taipa construídos em torno da casa grande.

Após casar-se com a filha do Coronel Oliveira e morar no Outeiro por algum tempo Seu Lalo mudou-se para a Ribeira onde nasceram suas duas filhas. O velho ia quase diariamente a fazenda, pois sabia que se deixasse de tomar conta do que era seu, logo, logo não teria mais nada. Foi assim por muito tempo. A família fez amizade na cidade, as meninas foram para a Escola da Rita onde aprenderam a ler e a contar. Todos iam a Igreja, apesar de Seu Lalo não professar a religião.

Quando as meninas cresceram, mas antes de serem as “meninas” de seu Pai muitos pretendentes apareceram para fazer-lhes a corte. Certa tarde de domingo, depois da missa, apareceu na casa deles um senhor distinto com a fala arrevezada pretendendo fazer uma visita de cortezia. O senhor identificou-se como um estrangeiro que acabara de chegar na Ribeira e pretendia fazer amizade com pessoas de relevo do lugar. Suas pretensões ficaram logo evidentes, pelo menos para as filhas de Seu Lalo. Como o estrangeiro que disse ser de origem eslava, certamente da mesma estirpe do dono da casa, identificou-se como um comerciante estabelecido na Praça do Mercado, teve aprovação da família para se relacionar como amigo. Daí para fazer a corte de uma das filhas do dono da casa foi um passo. Ele começou a namorar, como nos tempos antigos, não como agora, com a mais nova das irmãs, aquela que tinha um cabelo curto e o rosto redondo como uma bola.

O namoro durou até que o eslavo, nada mais nada menos que nosso conhecido Trofim Vasec, jogou os olhos para Aline, a filha do Coronel Totonho, bem mais arranjada que as filhas de Seu Lalo. A partir desse insucesso amoroso a filha de Seu Lalo entrou definitivamente no caritó e levando a irmã. Foi nesse tempo que elas passaram mesmo a ser conhecidas como as “meninas”. Ficaram em casa para sempre e, a única diversão, depois que o pai se foi era irem ao Outeiro para ver se as coisas iam bem.

Seu Lalo sofria de um mal incurável que o acompanhava desde criança. Ele tinha a urina doce e acompanhando isso, o que era pior, era que qualquer ferida que ele tivesse nunca sarava. Certo dia ele levou uma estrepada no Outeiro, estrepada essa que virou uma ferida braba que nunca sarou. O resultado foi que não demorou nada e o velho morreu. Seu corpo foi enterrado no Cemitério de São João e acompanhado por muita gente e por duas bandas de música executando peças fúnebres.

As “meninas” ficaram tomando conta dos negócios, agora restritos a pouca coisa no Outeiro. Mas elas tinham que sempre de ir até lá para tomar conta desse pouco e que lhes dava o sustento. Passaram-se muitos anos e, depois da Grande Seca, com a maior parte dos moradores tendo abandonado suas pequenas roças as “meninas” se encontravam em situação muito difícil. Elas propriamente não sabiam fazer coisa alguma na fazenda, o que elas sabiam era somente essas coisas de bordado, mas isso não dava pra nada. Ninguém comprava. Para piorar sua situação os poucos moradores que ficaram não mais queriam trabalhar, pois eles recebiam uma esmola do governo que dava para comprar feijão, rapadura e ainda sobrava para comprar um radinho de pilha, a novidade na Ribeira.

As “meninas” tiveram de vender o Outeiro. Para isso elas procuraram Trofim Vasec e lhe ofereceram a fazenda. Ele pessoalmente não comprou, mas foi o intermediário
na venda para o homem mais rico da cidade, que era também o político de maior prestígio na região.

O quadro acima é
Spring, c.193 de Tamara de Lepincka

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Thursday, September 23, 2010

GRANJA - O LIXO REVISITADO


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Wednesday, September 22, 2010

DEZ MIL ACESSOS


Dez mil acessos (hits) foram feitos ao blog desde 2006.

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Tuesday, September 21, 2010

GRANJA - EXPOSIÇÃO NO MERCADO


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AFORISMOS, APOTEGMAS, MÁXIMAS


Esquecerás tudo em breve, brevemente todos te esquecerão.

Marco Aurélio (121-180)




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Sunday, September 19, 2010

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 189


MOCINHOS E BANDIDOS

- Vota em quem amigo?
- Nos mocinhos, e você?
- Nos bandidos, ora!


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Saturday, September 18, 2010

CONTOS DA RIBEIRA 43


TRÊS MOMENTOS

SANGUE

Em frente a casa havia um mar contido pela calçada, um mar de areia, bem dizendo, areia nem grossa nem fina, com muitos seixos rolados, certamente areia trazida, em alguma época remota, do rio que passava lá embaixo. Essa areia talvez tenha servido para aterrar o riacho que passava em frente. Para saber se isso era verdade, seria preciso cavar, fazer uma pesquisa geológica no local; pode até ser que esta se transformasse em estudo arqueológico se fossem logo encontrados restos de alguma antiga povoação indígena. (...)



No tempo do inverno esse areal era ideal para as brincadeiras deles. Os meninos eram uns três ou quatro e todos mais ou menos aparentados e colegas no Grupo. O Milton, o Clóvis, o Gilberto, o Sileno, o Rubens, aí já são cinco, e de vez em quando aparecia mais um ou outro. No inverno, quando chovia, era em frente, debaixo dos jacarés que eles tomavam banho. Depois da chuva o areal era bom para se jogar bila. Todos queriam fazer os buracos com o calcanhar, parece que sentiam um grande prazer quando giravam o pé para formá-los. Todos traziam suas bilas coloridas, umas grandes, outras pequenas e o jogo começava. As apostas, pois eles jogavam apostando, eram feitas usando cédulas de cigarro como moeda. Havia alguma variedade nas marcas de cigarros vendidas nos bares de tal sorte que se podia fazer um verdadeiro sistema monetário com moedas de diferentes valores, representadas pelas cédulas que nada mais eram que os invólucros de cigarros. Carteiras vazias de Colomy, Continental, BB, eram as menos valiosas enquanto as cédulas de Belmonte, Astória, Hollywood, e as de cigarros americanos como Philip Morris, Lucky Strike, Chesterfield e algumas outras mais correspondiam a dinheiro alto.

Nas férias eles brincavam quase todos os dias, pois não havia essa atrapalhação das aulas do Grupo quando a Dra. Antônia mantinha todos debaixo de uma vigilância muito grande. As mães adoravam, pois não tinham nenhuma preocupação com respeito a mau comportamento. Os problemas, para as mães, surgiam quando chegava o tempo do verão, pois os meninos gostavam de alotar pela cidade inteira, principalmente pelos lados do Rio e isso era considerado perigoso. Quando chegavam as chuvas eles gostavam mesmo era de brincar de bila e logo em frente da casa do Milton.

Nesse dia estavam jogando o Clóvis, o Gilberto, o Sileno e o Milton. Todos jogavam com suas cabiçulinhas novas, compradas na bodega do Seu Vicente, a mais sortida do Mercado. Todos eles tinham também, pelo menos, um cocão que era para dar tecadas nas bilas dos outros. Já estavam pelo meio do jogo e todos já de matança quando o Clóvis diz que o Milton tinha pulado um buraco e que isso não era certo. O Milton se zangou e foi aquela discussão toda, mas os outros não se meteram. O que se sabe é que o Milton esquentou e pegou um cocão azulado e atirou contra o Clóvis. Daí foi aquele grito e o sangue escorreu pela cabeça do menino e começou a pingar na areia. Foi uma gritaria danada. O Milton ficou apavorado e gritou pela Fransquinha que saiu lá de dentro da casa e quando viu aquilo voltou para buscar pó de café para estancar o sangue. Depois de muitos filhos da puta pra lá e pra cá o Clóvis foi embora pra casa. Passou muito tempo até que os dois desafetos infantis conseguissem se falar novamente. Isso só se deu quando já eram adultos.

GENTE GRANDE

Eles cresceram, eram doutores, e todos tinham seu trabalho e criaram suas famílias. Raramente se encontravam, nunca todos ao mesmo tempo, nem em aniversários, talvez somente em missas de sétimo dia. Clóvis formou-se em Administração de empresas, uma nova profissão com diploma acatado pelos jovens empresários que ditavam os novos rumos da economia do Estado. Logo depois de formado ele foi contratado para um alto cargo na holding das empresas do Grupo Ele-Efe comandadas pelo Dr. Eliezer Efendi, advogado de origem turca, um grande ganhador de dinheiro. Após alguns anos nessa posição Clóvis passou a assessorar o Senador Tibúrcio Rodrigues, membro do partido da situação. Com todo esse cabedal Clóvis freqüentava as altas rodas político-empresariais e foi presidente da Associação para o Engrandecimento Empresarial (AEE) o que lhe dava muito prestígio e influência entre os políticos. Só para informar, sua filha mais velha, a Helenita, casou-se com o filho do dono das empresas Ceras Cearenses, outro milionário de sucesso no Estado. Clóvis nunca quis candidatar-se a nenhum cargo eletivo, pois isso, segundo ele, lhe tiraria a espontaneidade no tratamento com seus subordinados, parentes e quejandos. O resultado de tudo era que ele tinha algum poder. Não muito, mas todos acreditavam que seu poder era imenso. Entre esses se encontrava Milton. Os antigos amigos acreditavam que muita gente da Ribeira, daqueles tempos de infância, estava empregada em repartições estaduais graças à interferência e indicações de Clóvis. Pode-se também dizer que ele tinha alguma interferência em muitos outros processos em todas as esferas da administração, mas ele gostava mesmo era de opinar na esfera federal. Ele era simpático aos novos donos do poder em Brasília e frequentemente viajava para a Capital para reuniões em Palácio com os altos escalões federais. Na volta sempre trazia algum bom negócio para os amigos e, porque não dizê-lo, para si próprio.

Milton também havia se formado. Ele tinha conseguido, com certa dificuldade, um diploma em Odontologia, uma profissão sem nenhum charme como todos acreditavam, mas que dava oportunidades para alguém ter uma bela atuação. A princípio ele exerceu sua profissão no interior, mais precisamente em Tanque, agradável cidade do litoral norte. Aí ele adquiriu prática e amealhou uma pequena fortuna. Transferiu-se para a Capital e em breve, fez concurso para uma cadeira na Escola de Odontologia do Dr. Raimundo Gomes chegando em poucos anos a Professor Doutor Titular. Quando a Escola foi federalizada e perdeu o apoio de muitos profissionais da área Milton ficou quase sem poder fazer suas pesquisas sobre feridas brabas da boca, especialidade a que vinha se dedicando ultimamente. Quando da mudança para a área federal seu grupo era constituído por cinco professores e dez estudantes entre alunos de mestrado e doutorado. Sem auxílio para o trabalho Milton ficou desesperado. Se juntarmos a esses problemas na Faculdade os seus problemas particulares: com a mulher, com seus filhos, pais e tios, compreenderemos porque nosso competente Professor Doutor entrou em um processo de depressão bem profundo. Ele foi atendido pelo Dr. Hermann, famoso médico psiquiatra, em sua clínica onde era instado a deitar-se no chão por cerca de meia hora após o que uma enfermeira jovem lhe passava uma esponja embebida em essências florais do Dr. Bach. Após alguns anos desse tratamento ele ficou parcialmente recuperado. Isso permitiu sua volta ao trabalho, agora dotado de uma agressividade que era coisa nova para seus amigos.

Após alguma reflexão Milton decidiu procurar seu antigo amigo de infância, o Clóvis, na suposição de que ele poderia sugerir-lhe contactos no meio empresarial local onde certamente poderia obter ajuda. Após muita dificuldade ele conseguiu, através de um industrial de suas relações, uma entrevista com Clóvis. Acertado tudo, na hora marcada ele estava lá, na ante-sala do antigo companheiro de brincadeiras na Várzea. Abraços pra cá, abraços pra lá, os dois sentam e passam a rememorar fatos de uma época que talvez fosse melhor não trazer à tona.

Milton expôs a situação em que se encontravam seus trabalhos sobre o câncer bucal e as perspectivas do desenvolvimento de novos medicamentos contra essa doença a partir de estudos de seu grupo. Ele não poupou nas tintas quando descreveu a penúria de seu laboratório e a dificuldade em mantê-lo em atividade na Faculdade de Odontologia. Durante toda sua preleção Clóvis não demonstrou qualquer interesse sobre o assunto que era a paixão de Milton. Ao final de sua exposição, quando ele usou até de fotos coloridas, ele solicitou enfaticamente, ou melhor, pediu a interferência do amigo para encaminhar-lhe a algum industrial que lhe pudesse financiar, pelo menos parte de seu trabalho de pesquisa. Após um longo e nervoso silêncio Clóvis lhe diz que não tem a mínima condição de indicar-lhe alguém que possa fazer isso. Porque ele não procura o Gilberto, um alto funcionário do Governo estadual que, certamente lhe dará ótimos conselhos. Milton fica desconcertado com as palavras de Clóvis e, recolhendo suas tralhas, dá-lhe uma boa noite, pois o sol já tinha se posto e as luzes já estavam acesas lá embaixo.

MEMÓRIA

Alguns anos após ter feito essa visita a Clóvis, em seu espaçoso escritório da Associação para o Engrandecimento Empresarial (AEE), Milton teve notícias do antigo amigo de infância. Ele recebeu pelo Correio uma carta na qual Clóvis reclamava do tratamento dado à sua família em recente livreto publicado por Milton. Clóvis imagina que a pesquisa feita pelo autor do livreto não fora exaustiva e seu pranteado pai não fora citado no estudo. O amigo de infância traz informações sobre sua família, algumas delas, desconhecidas do autor. Que os pais de ambos eram grandes amigos, isso era por demais sabido. Talvez essa proximidade fosse tão grande que passou despercebida para o autor do livreto sendo tomada como pertencendo ao domínio do senso comum. O fato trágico é que ao escrever essa carta, a primeira e última que ele escrevia a Milton, Clóvis foi internado com suspeita de infecção generalizada. Ele ainda sobreviveu por uma semana.



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Thursday, September 16, 2010

GRANJA - PEDINDO AJUDA


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Wednesday, September 15, 2010

Cientistas recriam face de menina grega morta há 2,5 mil anos



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GRANJA - AQUI ELA PULOU A CERCA


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Tuesday, September 14, 2010

AFORISMOS, APOTEGMAS, MÁXIMAS


Começamos a desconfiar das pessoas sagazes quando elas ficam embaraçadas.

F. Nietzsche (1844 - 1900)


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Sunday, September 12, 2010

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 188


EU MAIS ELE

O amigo dizia para o Raimundinho:

- Você sabe camarada, que eu mais ele a gente tinha toda vida, desde que ele era Presidente do Clube, uma relação muito boa e dessas relação que deliberou para uma pessoal.

O Raimundinho balançou a cabeça em sinal de aprovação, mas sem saber o que o amigo novo queria dizer.

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Saturday, September 11, 2010

A VIDA AVENTUROSA DE TROFIM VASEC EM DIVERSOS CAPÍTULOS – 14


O ESLAVO E O NARCIZO MONTARAM UM DOCE

As eleições para Presidência e para a Assembleia Provincial seriam realizadas na Ribeira e, de resto, em toda a Província. Isso iria dar-se quando Trofim Vasec já era estabelecido e casado com a filha do Coronel Totonho. Este velho oligarca era candidato situacionista a uma cadeira de Deputado. (...)


O eslavo tinha conhecimento de que não poderia votar, pois não era natural do País. Mas, naturalmente ele queria ajudar e contribuir para a eleição do sogro. Se bem que sua eleição eram favas contadas, ele nunca havia perdido uma desde os tempos de vereador. Todos sabiam que ele seria eleito, principalmente pelo fato de ser um dos poucos queridinhos do Comendador, o atual Presidente que comandava com mão de ferro e caneta pronta a política da Província.

Trofim participava de todas as reuniões do partido do sogro e dava opiniões nem sempre acatadas pelos coronéis que manejavam os cordões da política local. Ele chegou a sugerir ao Juiz que presidiria o pleito como deveria proceder com as atas quando fossem levadas até ele. Ele dizia que o Senhor Dr. Juiz deveria conferir cada uma das assinaturas dos eleitores que haviam votado na Igreja e na Câmara com as listas dos inscritos para a votação; em seguida ele deveria riscar da relação os nomes de todos os eleitores da oposição. Isto era fácil de fazer, pois só havia 15 pessoas na Ribeira inscritas no partido oposicionista. A situação tinha 350 votantes, todos homens de bem. Os participantes da reunião em que o eslavo apresentou esse plano foram unânimes em cumprimentar o Coronel Totonho pela ideia do genro, se bem que isso que ele propunha se fazia de outras maneiras com quase os mesmos resultados. Mas, como queria agradar tanto ao genro e principalmente ao sogro todos aplaudiram a iniciativa e o Senhor Dr. Juiz aceitou a sugestão, com algumas modificações. Uma dessas era a de queimar as folhas de votação e substituí-las por outras novinhas com somente as assinaturas do pessoal da situação.

Agora, o eslavo tinha uma outra ideia. Não era bem uma ideia, mas uma sugestão e um pedido: ele queria votar. Os participantes se entreolharam e cochicharam por um bom tempo. Ninguém tinha coragem de dar uma resposta a Trofim. O que ele queria era impossível, pois ele era de início um não votante, era estrangeiro.

Mas o Senhor Dr. Juiz resolveu falar e, talvez interpretando os demais, disse ao jovem estrangeiro que ele não poderia exercer o sagrado dever do voto na Ribeira devido ao fato de ele ser estrangeiro, ademais um eslavo. (Isso parecia ser uma grande dificuldade). Mas Trofim não aceitou qualquer justificativa e resolveu dizer aquilo que ele até então havia escondido de todos, até de seu sogro. Somente o amigo Narcizo sabia o que estava acontecendo.

Trofim falou sobre o dossiê que os dois haviam montado sobre as atividades de alguns próceres da oposição e que seria uma bomba quando fosse divulgado. Ele descreveu mal feitorias de responsabilidade de muitos coronéis ligados ao partido oposicionista. Se fosse somente isso estava tudo bem, mas o fato de esses coronéis terem negócios com quase todos os políticos e homens representativos da situação tornava a coisa muito perigosa. O Coronel Benedito, um homem do interior, das brenhas mesmo, praticamente analfabeto, pediu a palavra e disse:

- Seu Troféu parece que vosmecê tem um doce pra da pro povo da Ribeira. Se nois dé eche doce na certa as coisa pra nois vai ficar bem mió do que tá. Eu acho que vosmecê pode ganha esse prêmio e vota no dia da eleição.

O Senhor Dr. Juiz olhou para o Coronel Benedito com um ar contrariado, mas convocou os companheiros de reunião para decidirem a questão. Após alguma discussão a solução para o caso surgiu e o Senhor Dr. Juiz foi o encarregado de comunicar a Trofim, que esperava do lado de fora da sala de reuniões, o que eles haviam resolvido. Disse o Senhor Dr. Juiz a Trofim:

- Meu jovem Trofim Vasec nós decidimos que você deverá ser batizado e ganhar um batistério dizendo que nasceu na Ribeira. Aí você será alistado e poderá votar na eleição que vem chegando. Vá falar com o Padre Miguel para resolver logo isso, senão não dá tempo.


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Thursday, September 09, 2010

GRANJA - CRIANÇAS PARTICIPANTES DO CANTINHO DA LEITURA NO INSTITUTO JOSÉ XAVIER


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Wednesday, September 08, 2010

ELEFANTE-RATO ENCONTRADO NA ÁFRICA


Norte americano descobre nova espécie de 'rato-elefante' na África
Veja notícia publicada no g1


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GRANJA - RUA CEARÁ NO BARROCÃO


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Tuesday, September 07, 2010

AFORISMOS, APOTEGMAS, MÁXIMAS


Fatalmente você chega à conclusão de que a vida só pode ter um sentido: "Aproveite-a enquanto ela durar e desfrute dela o máximo que puder, porque a morte está dentro de você desde o momento em que nasceu”.

B. Traven (1882? – 1969?)

O quadro é "The Sierra Madre Incident", de Manoj


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Sunday, September 05, 2010

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 187


MEUS CARTÕES

- Miguel que cartões são esses?
- Ah! É do pessoal aí...
- Que pessoal camarada?

- Olha, eles tão no interior e não podem vir no Banco...

- E então?
- Eles me pedem para receber a Bolsa deles aqui e levar o dinheiro pra eles lá.
- E tu faz isso sem cobrar nada?

- Não! Que é isso camarada? Eu cobro 20 pau de cada um.
- Então isso dá um bom dinheiro, não é?

- Ora se dá!

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Saturday, September 04, 2010

CONTOS DA RIBEIRA 42


A QUESTÃO DA PONTE

A notícia correu a cidade num instante. Alguém tinha sabido, já na Jijoca, que um carro, desses enormes SUVs chineses e bem novinho, estava indo para a Ribeira. Na Praça do Mercado o Leléu gritava:

- Uzamericanu tão chegano! Ele repetiu isso nos quatro cantos do Mercado e do lado de dentro. (...)


Corria o ano de 2022 e a promessa feita quando das eleições de 2010 estava finalmente se realizando, parece. Ninguém ainda sabia de muita coisa, pois só tinham visto o logotipo desenhado na carroceria do carrão. O desenho era o de uma ponte de ferro bem parecida com a Ponte e mais as palavras CHINA-USA-BRAZIL. E todo mundo se lembrava que Ele e Ela haviam prometido restaurar a Ponte que ameaçava cair impedindo alguns negócios de Talzinho. Este havia instalado uma usina de exploração de granito no meio do Rio, na altura do Bairro São Francisco, mais conhecido como Barrocão. Depois da eleição foi constituída uma comissão de 30 membros para por avante os estudos e planos para a recuperação do importante monumento histórico/turístico/comercial.

Baseando-se em estudos feitos anteriormente assim, com muito amor e muita dedicação, a “Comissão dos 30”, como passou a ser conhecida, discutiu a questão física, juntamente com a questão do uso, e sem esquecer a questão da presença decidiu fazer um plano que possibilitasse com que a gente teríamos um verdadeiro Plano Global para o Desenvolvimento do Entorno da Edificação Férrea (PG-DEEF), como passou a ser chamado posteriormente o plano.

A firma americana, aliás, agora uma subsidiária da firma chinesa China Fireworks, foi contatada e se prontificou a dar assessoria a PG-DEEF, desde que fosse constituída uma companhia cujas ações seriam repartidas cabendo 51% ao grupo chino-americano e o resto aos nacionais. Era esta a companhia cujo logotipo estava estampado no tal SUV chinês visto na Jijoca.

A versão final do PG-DEEF, completada em 2014, ano da Copa do Mundo, previa entre outras ações a retirada das pedras do poço da Piriquara com a alegativa de que o volume desse complexo impede o bom deslocamento das águas do Rio e isso pode prejudicar os trabalhos de implantação do Plano Global. Além do mais, a comercialização das pedras pode ser uma fonte de recursos para o próprio tocamento do PG-DEEF, pois até a data de julho de 2014, vésperas da nova eleição geral, nem Ela nem Ele haviam dado nenhum sinal de que liberariam qualquer verba para a implantação do PG-DEEF. O empreiteiro encarregado de deslocar as pedras da Piriquara já havia sido escolhido na pessoa do grande construtor da cidade, amigo de longa data do eterno Talzinho, o Dr. Maguito.

Até o início do ano eleitoral de 2022 as obras do PG-DEEF ainda não haviam começado. Parece que houve alguma interferência estranha e poderosa – fala-se no Presidente Obama - pois finalmente como todos diziam: “Usamericanu chegaro”. Isto certamente era sinal de que as famosas obras, só comparadas às obras de abertura do Canal de Suez, iriam ter início, realmente. Dito e feito: o pessoal que tinham vindo no tal carro chinês alugou um quarto no Mercado e abriu inscrição para contratação de operários para a obra. A lista, afixada, na porta do quarto indicava que seriam contratados:

2 quebradores de pedras (teriam de apresentar seus instrumentos)
2 apanhadores de pedras com seus carrinhos de mão
1 ferreiro com seu equipamento para cortar ferro
1 soldador com seu equipamento de solda a oxigênio
1 pedreiro com colher, nível e todo o resto de seu equipamento.
2 ajudantes para todos acima
1 mestre (este foi indicado por Talzinho)
1 bicicleteiro com sua bicicleta (Este anunciaria o progresso das obras diariamente pelas ruas da cidade.).

Este anúncio dizia também que as obras seriam iniciadas em 15 dias e que o término das mesmas era indeterminado. Não se indicavam os custos.

Este anúncio correu a cidade na boca de todos que ficaram satisfeitos, pois finalmente a obra seria iniciada.



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Thursday, September 02, 2010

GRANJA - UM BAIRRO COLORIDO


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Wednesday, September 01, 2010

RESTOS DO TITANIC








Veja também matéria publicada no Estado de São Paulo de hoje (1/9/2010)

texto chamada

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GRANJA - UMA ASSISTÊNCIA ATENTA


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