Monday, June 25, 2007

VISTAS DA GRANJA 4






Leia mais!

Sunday, June 24, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 32


Autógrafo

Ele passou anos vangloriando-se de ter um poema inédito de Carlos Drummond de Andrade (Solidão, não te mereço, / pois que te consumo em vão. / Sabendo-te embora o preço, / calco teu ouro no chão.). É bem verdade que ele estava de posse do poema porque havia escrito ao poeta pedindo-lhe um autógrafo e CDA o havia enviado com sua assinatura sendo que a data da correspondência era 1955. Muitos anos depois, após insinuar esse ineditismo para alguns, ele foi investigar e encontrou na desgraçada da Internet, uma única citação ao poema. Estava publicado desde 1952. Comprou o livro em um sebo e leu o título de “seu poema”: Desperdício.

Leia mais!

Friday, June 22, 2007

O Povo da Malhadinha 11


Velho abestado


Quem conta esta história dos malhadinha é o primo distante da família, Napoleãozinho. Diz ele que estavam discutindo, “no tempo da politicagem danada”, seu bisavô, João Silveira, Antônio Jorge e outros amigos. O velho malhadinha diz, a certa altura:

-Coronel João, tu ainda é meu parente e quer ser muito sabido, mas tu é um grande abestado!

Leia mais!

Wednesday, June 20, 2007

VISTAS DA GRANJA 3

22 de Junho é o início da Festa do Parazinho - Nossa Senhora do Livramento - e pelo menos uma foto para lembrar da igreja enorme:




Leia mais!

Monday, June 18, 2007

O Povo da Malhadinha 10


Meu machado Collins


Quando o primo Antônio Jorge soube do plano de um moleque da “Passagem da onça”, bem pertinho de sua casa, de subir em seu coqueiro preferido para roubar cocos ele disse para o parente Chico:

- Eu pego meu machado Collins e vou cortando o pé do coqueiro e quando ele começar a cair com o moleque agarrado eu digo:


- Acumpãia muleque!

Leia mais!

Sunday, June 17, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 31


Sonhos fantásticos

George sonhou com ela. Aquela que sempre lhe dava o que pensar e o deixava mesmo perturbado. Seu sonho foi cheio de fantasias; mais fantasias do que um sonho comum costuma ter. Ele poderia resumir essas fantasias no que havia se passado em alguns poucos minutos de uma noite calorenta. Primeiro ele dormiu a muito custo como sempre e logo, acredita, começou a sonhar. Em seu sonho ele sonhava que estava sonhando pensando que ela estivesse pensando que ele estivesse pensando que...


George cerrou então as pálpebras e se viu na mais completa escuridão.

Leia mais!

Thursday, June 14, 2007

VISTAS DA GRANJA 2








Leia mais!

Sunday, June 10, 2007

O Povo da Malhadinha 10


Vingança

O parente Antônio Jorge, um dos malhadinhas puros de origem, tinha um açudeco em sua terra. No inverno, quando este estava cheio, o velho se incomodava com os culumins que tomavam banho em suas águas, pulando, gritando, jogando cangapé; dizia então que mandaria cravar estacas pontiagudas de sabiá no leito do açude, com as pontas logo abaixo da superfície e esperar pelo resultado cheirando rapé. Quando os meninos pulassem n´água e o sangue começasse a toldar a água de vermelho, ele gritaria:

“- Caçoteia marvado”.

Leia mais!

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 30


Sonho em Bangladesh

Rafael estava tão cansado que dormiu logo após acomodar-se. Ele havia viajado para participar de um congresso em Minas e hospedou-se em casa de um amigo, como todo bom patrício. Acordou muito cedo e notou ter dormido em um quarto que dava para os fundos da casa. Saiu e viu que estava sobre um paredão às margens de um rio caudaloso e de águas barrentas, turvas, cheias de detritos de toda sorte. O paredão tinha uns 20 metros de altura e era branco na parte que confrontava com o rio e estava sujo de limo. Da posição em que ele se encontrava dava para ver ao longe uma imensidão de águas azuis, certamente o mar. As ondas do mar imenso eram contidas, do lado esquerdo por uma espécie de dique com uma passagem que deixava a água entrar quando vinha uma pancada. A água entrava e subia por um canal onde, nas margens, mais adiante, mulheres lavavam roupa. Na outra margem, do lado direito, havia um outro paredão branco, semelhante àquele sobre o qual ele se encontrava. Ambos pareciam corresponder aos fundos de casas elegantes. Quando ele estava saindo viu um casal passando abaixo de onde ele estava:

Eles pareciam ser bengalis e ele se descobriu em Bangladesh.


Leia mais!

Tuesday, June 05, 2007

VISTAS DA GRANJA 1








Nesta série apresento fotos e diagramas da Granja que, espero, ajudarão àqueles que não a conhecem a conhecê-la, e aos nativos a lembrarem como era e admirar - amar ou odiar - o que ela é agora.






















Estas vistas são do Rio Coreaú e foram tomadas em maio de 2007.

























Leia mais!

Sunday, June 03, 2007

O Povo da Malhadinha 9


Balipodo

Certo dia alguém procura o Chico Olímpio e a Avó diz que ele tinha ido jogar “cu-de-bode”, como ela chamava o nosso conhecido futebol (ou balipodo?) com os companheiros. Entre esses estavam os Napoleão, que eram um “terror” na cidade, garotos briguentos, seriam os “bad boys” de hoje. Chico Olímpio chutava muito bem, mas não podia meter gols, pois os meninos não admitiam. Devido a esse jogo “travado” houve uma briga entre Chico e os seus colegas Napoleão. O resultado é que se espalhou o boato de que três deles tinham matado o Chico:

- Mataram o Chico Olímpio! Mataram o Chico Olímpio!

Em verdade não aconteceu nada disso, somente uma pequena rusga entre crianças. O Tio apareceu e socorreu Chico e o incidente estava terminado. Acontece que a Avó prestou atenção a essa balbúrdia e, a partir de então, toda vez que se tratava de algum assunto (e deviam ser muitos...) à mesa, principalmente, ela falava:

- Isso aconteceu no dia que mataram o Chico Olímpio...!

(É bom esclarecer que o Chico Olímpio estava ao seu lado, vivo e bulindo. Ele só faleceu cerca de sessenta anos após o incidente.)

Leia mais!

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 29


Comadre

O casal morava numa cidadezinha da Serra. Como alguns poucos do lugar eles liam jornais, revistas e ouviam rádio. Quando Kennedy foi eleito eles ficaram fascinados pela “família real americana”, mas “gamados” mesmo pela bela Jackeline. Dona Francisca, a esposa, sabia tudo sobre o casal. Quando, no começo de 62, ela deu à luz decidiram, após muito pouco debate, dar para padrinhos do garoto, o casal Kennedy. Não tiveram dificuldade em escrever-lhes, comunicando a escolha e, lógico, pedindo o seu comparecimento ao batizado, que seria realizado na Igreja Matriz. Esperaram algum tempo pela resposta e esta chegou. Chegou sob a forma de uma carta do Cônsul americano em que ele dizia que o presidente e sua esposa agradeciam a honra de terem sido escolhidos como padrinhos do menino, mas também expondo as dificuldades que o casal teria de comparecer ao batizado. Eles deveriam relevar o fato e, acrescentou o Cônsul, aceitar a sugestão de que o Presidente Kennedy e sua mulher Jackeline se consideravam padrinho e madrinha do garoto. Apesar da frustração inicial o casal logo se acostumou com a idéia de não tê-los presentes na cerimônia. Após a realização do batizado eles passaram a nomeá-los de compadres. Quando, no trágico 22 de novembro de 1962, uma vizinha veio correndo contar a Dona Francisca o que havia acontecido em Dallas – que o Presidente Kennedy havia sido assassinado - ela lamentou e após ter chorado muito disse:

- Cuma num tará a cumade Raqueline !...

Leia mais!