Sunday, July 29, 2007

VISTAS DA GRANJA 8









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O Povo da Malhadinha 16


Meu fio Chéco

Chico Martins tinha muitos planos e um desses, era montar uma indústria de pães, como ele chamava, ou melhor, uma padaria. Seu pai, Ignácio, “malhadinha” puro, saiu-se com esta observação ao saber das pretensas atividades de seu filho:
- Se meu fio Chéco tivesse de obras o que tem de planos há muito taria afuzilado.

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HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 37


Negócio de princesa

Domingo Nov 9/11/2003
De: "Princesa Joy Mswati da Swazilandia"

Atenção:
Em nome de Ibrahim Kamara, eu a Princesa Joy Mswati ofereço este projeto para você:
Receba um único pagamento de US$ 500.000 e outros 5 % das vendas de diamantes ajudando em um projeto que trará benefícios mútuos...
Para mais informações acerca desse projeto contate Ibrahim Kamara em seu Email
ibrahimkamara123@netscape.net
Obrigada
Princesa Joy Mswati

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Wednesday, July 25, 2007

O Povo da Malhadinha 15


“Eras fataes”

Dizem que a velha senhora estava em sua casa na Malhadinha, nas “Eras fataes”, quando chegou um positivo do Coronel Saldanha com o pedido para ela enviar cinco mil reis à conta do feijão que ele havia mandado. Ela retruca:
- O feijão quem mandou foi o Imperador por causa da seca!
Responde o positivo:
- O Coronel disse que ele precisava do dinheiro para pagar uma missa pelo pai dele. Dona Raimunda diz então:- Vou buscar o dinheiro. Essa missa vai levar a alma do pai dele cada vez mais para as profundas do inferno, pois vai ser paga com dinheiro roubado!

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Tuesday, July 24, 2007

VISTAS DA GRANJA 7







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Sunday, July 22, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 36


Ella

Ella lhe apareceu pela primeira vez há poucos meses. Marco estava em casa, com uma bruta insônia, sentado em uma cadeira de balanço na sala semi-escura do seu bangalô. Ella chegou de mansinho e ele viu que era muito magra, com as faces cavadas e olhos mortiços; quando se aproximou Marco notou que Ella quase flutuava, arrastando um vestido branco, diáfano, e com alguma coisa em uma das mãos. Ele apertou os olhos e notou que era algo em que Ella se apoiava.

-O que é que a Senhora quer?
-Eu vim cobrar a dívida que você tem comigo.
-Eu mesmo não tenho dívida com ninguém...
-É o que você pensa, mas essa dívida foi anotada há muitos anos. Está na hora de você começar a pagar as prestações. Seu tempo está esgotando. Tem de ser logo.
-Se a Senhora estiver certa, como é que vou pagar esta suposta dívida?
-Ah! Agora sim, estamos nos entendendo...
-Por favor, diga logo, pois está quase na hora da minha caminhada.
-Bom, para esta primeira mensalidade, você vai ter que destruir a sua coleção de borboletas!
-Não faça isso, logo agora que eu estava renovando a coleção!


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Monday, July 16, 2007

O Povo da Malhadinha 14


O Loro


-Uuuummm Cumpáde o qué qui há de novo na Granja?
Responde o velho “malhadinha”:
- O qui há é qui a Regina e o Chico tivero um fio. O Chico passou noites em cularo, com um lápis detrás da ureia, caçando um nome pro minino,
Procurô tanto até mandar batizar o bichim com o nome de “Loro”!

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Sunday, July 15, 2007

VISTAS DA GRANJA 6 - PARAZINHO, AINDA






Fotos tomadas durante a Festa de Nossa Senhora do Livramento (Parazinho) de 2007.

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HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 35


Meu nome é...

Ele era o José, José de Arimatéia e só. Na idade certa ele foi à escola, aprendeu a ler, escrever, tirar conta, desenhar, rezar, e tudo o mais que se aprende lá. Ele usou esse nome por toda a vida até que precisou tirar uma certidão quando foi fazer exame para a Escola de Aprendizes Marinheiros. Ele mesmo foi tirar o documento, pois seu pai, Raimundo Nonato Mendonça, havia morrido há poucos meses e sua mãe estava adoentada.

O velho era um maníaco colecionador de tudo que se possa imaginar. Colecionava até nomes estrambóticos e se divertia dizendo à mulher que se tivesse um outro filho poria um nome tirado de sua coleção se bem que o nome do menino tinha um que de estranho, pois era associado ao Santo Graal. Ela não gostava dessa sugestão, mas nada dizia, pois sabia que não teria mais filhos. Deixava pra lá.

No Cartório nem a Gorette, a especialista em certidões, ajudada por sua amiga Elizabete, e até mesmo a dona do cartório, Dona Imelda conseguiram localizar o documento.

José de Arimatéia volta para casa e resolve mexer nos cadernos velhos de seu pai, naqueles usados para registrar os nomes estrambóticos. Remexeu até encontrar uma pista. Bem no meio de um dos cadernos lá estava seu nome escrito seguido de alguns números. Ele anotou aquilo em um pedacinho de papel e saiu correndo para o cartório aonde chegou esbaforido e logo entregou para a Gorette o papelucho:

-Gorette vê se tu acha agora!

A jovem tomou a anotação, leu-a e saiu. Voltou com um livro grosso nas mãos e começou a folheá-lo. Súbito encontra algo e para. Lê calmamente o que está escrito no livro e diz para o menino:

-Tem aqui uma coisa estranha. Teu nome - José de Arimatéia - ta escrito de lado do registro, com lápis. E o registro foi teu pai que fez. Tem mais, teu nome certo não é esse que tu tem. É:

CHARLINGTONGLAEVIONBEECHEKNAVARE DOS ANJOS MENDONÇA

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Sunday, July 08, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 34


A rente raí lá e...

Jorge estava no Parazinho onde foi passar a festa de Nossa Senhora do Livramento. Certa manhã ele estava na varanda de casa lendo, mas incomodado com a música que vinha de um boteco próximo. Nisto chegou o Zé Félix e, como era seu costume, foi falando alto, para todo mundo ouvir a uma distância de um quilômetro:
-Bom-dia dotô Jorgim! O sin-ô tá bem?
-Tou Zé!
-Dotô Jorgim cuma é qui o sin-ô rai fazê? Essa zoada réa vai passá o dia todim...
-Zé feli destá! A rente rai lá, pega o aparei e ur disco dele tudim e rebola tudo no mato!

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Saturday, July 07, 2007

VISTAS DA GRANJA 5 - PARAZINHO






Fotos feitas no Parazinho durante a festa de Nossa Senhora do Livramento (22 de junho a 2 de julho)

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O Povo da Malhadinha 13



Atira Mapoleão!

Historinha famosa entre os “malhadinha” é a que conta o ocorrido entre Antonio Jorge e uma pessoa importante da cidade. Ele acusara de furto um filho dessa pessoa. O pai, como se diz, pediu satisfação a ele:
-Velho mentiroso, dou-te um tiro na boca! Ele não perdeu a calma e, de frente para o outro disse:
-Atira “Mapoleão”. O oponente não atirou... Esse “Mapoleão” era o nome que ele dava a Napoleão de Souza, homem rico da cidade.

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Tuesday, July 03, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 33


Coleção particular

Todos na sua família colecionavam alguma coisa; muitos, senão a maioria, colecionavam tudo. Desde selos de correio, carteiras de cigarros, seixos rolados, figuras do sabonete Eucalol, artigos de jornais sobre assuntos de suas preferências individuais, como astronomia, agricultura, secas e o escambau. Ele tinha as suas, como retratos de atrizes de cinema, revistas de quadrinhos, selos (porque não?). Desde cedo ele colecionava, além dessas coisinhas inanimadas, namoradas! Namoradas ou que isso significasse nas diferentes épocas de sua vida. Sua coleção de namoradas parecia um grande “puzzle” com um número de peças indefinido. Havia muitas, de todos os tipos, idades, alturas, formas, cores, inteligências... Ele as “tomava” e, quando acertava, elas se encaixavam perfeitamente nos espaços do quebra-cabeça. No fim de sua vida ele encontrou uma “peça” e achou que ela se encaixaria muito bem em um espaço especial. Quando tentava adicioná-la à sua coleção ela saltava longe do tal espaço; por meses a fio, anos a fio.

Ele achava que se a figurinha ficasse no lugar, ele terminaria todas as suas coleções e entraria em alfa.

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