Monday, June 30, 2008

NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO DO PARAZINHO

A festa de Nossa Senhora do Livramento do Parazinho, nesta época do ano, na Granja, permite momentos de culto intenso e traz recordações e muitas saudades a todo granjense ausente de sua terra.
Mostramos aqui dois pequenos filmes feitos no dia da festa de junho de 2007 - a procissão - na impossibilidade de apresentar cenas deste ano.
video
Leia mais!

HISTÓRIAS DAS TERÇAS 29


Pensamento solitário

Como de costume ele caminhava meio distraído pelo calçadão. Cheio de pensamentos e diálogos solitários. Estava se encaminhando para o único “cyber café” da cidade para dar uma espiada em seus e-mails. Ao chegar à lojinha viu que ela estava acessando um micro, certamente lendo e-mails também. Ele deu boa noite, extensivo a todos e sentou-se à espera de uma vaga. Quando houve uma, ele sentou-se e começou a mexer no micro. Logo em seguida ela sai e dá boa noite sem ter-lhe dirigido a palavra além do cumprimento formal. Após a moça ter saído ele comenta com o jovem dono que as mulheres são engraçadas... O jovem responde:

-Vai atrás dela que ela está esperando por ti ali adiante.

Ele foi e qual não foi sua surpresa quando viu que lá estava ela, parecendo um anjinho barroco, esperando por ele, embaixo de um poste iluminado. Quando ele se aproxima para dizer alguma coisa acorda junto ao seu carro estacionado em frente ao Alfredo da Peixada, na Avenida Beira Mar...

Leia mais!

Sunday, June 29, 2008

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 82


Mar Vermelho

O moço era um leitor obsessivo da Bíblia, principalmente do Velho Testamento. Uma das passagens de que mais gostava era a da fuga dos judeus do Egito, sob a liderança de Moisés. A travessia do Mar Vermelho, quando o Patriarca fez as águas se separarem, criando uma passagem para a multidão em fuga e em seguida o seu fechamento, causando a morte dos soldados do Faraó; essa história era o máximo para ele. Quando seu primeiro filho nasceu deu-lhe o nome de Moisés. Após alguns dias de reflexão ele achou que o nome do garoto não estava completo, pois ele tinha certeza que seu filho seria um homem “indo e voltando” e merecia um nome adequado. Voltou ao cartório e conseguiu acrescentar outro nome ao já registrado e que, segundo ele, traduzia a idéia da travessia feita pelo Profeta e seu povo e o futuro do seu filho: Moisés Sesiom.
(Obrigado André Newton M. Negreiros)

Leia mais!

Friday, June 27, 2008

POEMAS BARRETO/XAVIER 29


INÁCIO XAVIER FILHO (1921-1999).

Delírio Floral

Sobre a réstia azul da janela,
Somente uma leguminosa de flores amarelas
E um bouganville vermelho...
Tem-se saudade dos loendros floridos
Em profusão!... Seiva colorida:
Clorofila, xantofila, iritrofila...
(Rodofila?) Os loendros (espirradeiras),
Têm na cor muito da atração do amor!...

(14-06-87

Leia mais!

Thursday, June 26, 2008

VISTAS DA GRANJA 51

Cenas da festa de Nossa Senhora do Livramento do Parazinho (2007)






Leia mais!

Wednesday, June 25, 2008

O Povo da Malhadinha/O Povo da Granja 59


Raimundo do Espírito Santo - 1
O velho

O velho Raimundo - para piorar seu sobrenome era “do Espírito Santo” - se debatia com uma questão que, para a maior parte dos de sua idade não tinha importância alguma - ou assim pensava esse velho ranzinza de seus bons oitenta anos. Deitado na rede vermelha no alpendre de seu apartamento na Parquelândia ele não se conformava com o fato de que havia estudado, lido, viajado por toda parte só para, num átimo, que se aproximava a galope, ver (?) tudo jogado fora, destruído, despedaçado...

Leia mais!

Tuesday, June 24, 2008

HISTORIETAS DO MEIO DA SEMANA 38


Outono

Dizia o Secretário de Serviços Urbanos para o Secretário de Limpeza Urbana, (ou seria o contrário?):
- Você já notou que embaixo das tamarineiras da praça está cheio de folhas?
- Ora, são as folhas que caem...
- Sim, mas sujam a praça.
- Será que tem um remédio que faça com que as folhas não caiam?
- Não sei não, mas talvez tenha um bem barato.
- E qual é?
- A gente corta elas pelo tronco.

Leia mais!

HISTÓRIAS DAS TERÇAS 28


Competição acirrada

Os dois competiam pelo coração dos habitantes da Cidade. O Barão da Lagoa anunciava seu poderio indiscutível pelo sistema de rádio que dominava: ele havia feito isso e aquilo e agora faria mais disso e daquilo. Enquanto ele próprio ouvia toda essa lengalenga o Barão do Barrocão, fazia rodar pela cidade seu sistema móvel de propaganda – uma Monarca com um sistema de alto falantes – afirmando que ele ainda não havia feito isso e aquilo, mas tivessem confiança os munícipes, pois ele faria mesmo aquilo e isso depois de eleito.

Leia mais!

Monday, June 23, 2008

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 81


Eu vim de "cômoda"

Entreouvido na Beira mar


- Seu Ricardo eu vim de "cômoda", pois o Doutor Felismino e a muié dele a Dona Márcia tavam tirando esticado na fazenda da Tapera e daí eu não pude vim, disse o jornaleiro para seu patrão.

Leia mais!

Saturday, June 21, 2008

VISTAS DA GRANJA 50


Vista da Igreja Velha e da Igreja Nova do Parazinho

Leia mais!

Friday, June 20, 2008

POEMAS BARRETO/XAVIER 28


LÍBIA BARRETO XAVIER (1904 – 1988). Bibi, como era conhecida, deixou alguns poemas inéditos. Mostramos aqui a “ELEGIA DE NOVEMBRO” resgatado de “Poemas esparsos”:


ELEGIA DE NOVEMBRO


Ó triste sol crepuscular,
Que frio estás!
Minh´alma geme a tiritar...
Que frio estás!

Ó pobres flores fenecidas,
Castos jasmins!
Sois como virgens falecidas...
Castos jasmins!

Ó todos vós que tanto amei,
Dormindo estais!
Em pranto vão vos chamarei...
Dormindo estais!

Ó vida minha, ó meu labor,
Que bom que te vais!
Leves também a minha dor...
Que bem te vais!

Leia mais!

Wednesday, June 18, 2008

O Povo da Malhadinha/O Povo da Granja 58


Minha neta chega hoje

O Velho, como lhe chamavam sem errar sobre seu estado (?), caminhava na Beira Rio demonstrando nervosismo. Ele batia com sua bengala nas pernas em um movimento cadenciado, nervoso. As meninas que caminhavam no mesmo horário, entre 6 e 7 da manhã, todos os dias, notaram essa alteração. A Silvinha, uma linda morena de seus 60 anos, resolveu falar com ele. O Velho responde à amiga:

- É minha neta que chega hoje ao meio-dia.
- Ao meio-dia, hoje? Mas não tem trem...
- Ela vem no hidro da Nyrba e chega em Camocim. Vou ter quer ir agora de automóvel. Vou no do Compadre Claudino.

Leia mais!

Tuesday, June 17, 2008

HISTORIETAS DO MEIO DA SEMANA 37


A máscara

Artur estava com problemas de sono, quase não dormia. Após uma série de exames os médicos recomendaram que ele usasse uma máquina moderna com uma máscara para prover ar a seus pulmões cansados. Ele comprou a tal máquina através de uma firma americana cuja representante na cidade chamava-se Hillary (C. Celle). Após ter aprendido a usar a máquina – missão de Hillary – Artur passou a usá-la todas as noites. Pouco tempo se passa quando certa noite ele acordou lá pelas três horas da madrugada e sentiu que havia alguma coisa de estranho. Após alguns minutos ele percebeu que a máscara havia caído e a bela, por que era a bela Hillary, estava com a dita cuja na mão preparando-se para colocá-la em seu rosto.

Leia mais!

Monday, June 16, 2008

HISTÓRIAS DAS TERÇAS 27


Caprinocutura

O Doutor Secretário de Agricultura da cidade estava preparando a exposição sobre cabras e bodes que ia haver no próximo sábado no Parque de Exposições. Em frente ao micro ele luta com as palavras que vai colocar em um grande cartaz que será posto logo na entrada do parque. Após perder algum tempo ele grita para a menina sabida ao lado:

Oh Rejane, “caprinocutura” é com ele ou sem ele?

Leia mais!

Sunday, June 15, 2008

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 80


Retorno

Gilmar estava sentado em um bar, esperando o amigo na beira da calçada, olhando para uma porca e seus porquinhos fuçando em uma poça de lama bem ao lado. Quando o amigo chega, ele logo diz:

- Oi Joãzinho! Senta aqui! Faz tempo que a gente não se vê!

- É verdade faz muito tempo mesmo, uns vinte anos se não for mais. Lembro que eu ainda estudava no Colégio quando nos mudamos para Parnaíba. Já faz um tempão...

- Você quer tomar alguma coisa? Pergunta Gilmar enquanto faz sinal para o churrasqueiro que estava preparando espetinhos em uma grelha à beira da calçada. Bem perto de onde trabalhava o Nézinho Joãozinho viu um cachorro deitado no chão. O dono do bar chega e o Gilmar faz as apresentações:

- O João é da cidade e faz muito tempo que não vem aqui. Nézinho prepara uns churrasquinhos e traz uma cerveja bem geladinha para a gente comemorar!

O dono do bar vai buscar a cerveja e logo depois traz na mão os churrasquinhos pedidos e um potinho com farofa seca.

- Eu só lhe vi hoje de manhã, você chegou quando?
- Cheguei a três dias, no domingo. Vim com minha mulher e o meu filho.
- Já casou e já tem filho Joãozinho! É um progresso...
- É, mas eu já estou perto dos trinta. E você Gilmar, casou também? E tem filhos?
- Rapaz casei! E casei bem cedo. Por aqui todo mundo casa logo, num tem o que fazer...

Enquanto Gilmar fala passa um bicicleteiro anunciando, a toda altura, um forró no próximo sábado, de graça, pois é patrocinado pela Secretaria dos Esportes. O barulho diminui e Gilmar continua:

- Pois é rapaz eu não pude nem estudar mais, parei pela metade. Agora eu e a Detinha nós temos emprego na Prefeitura e o pai dela dá uma ajuda pra gente.
- Ah legal! Gilmar eu andei por aí visitando uns parentes e vi que a cidade continua a mesma do meu tempo, parece que não teve melhoria alguma? O que será isso?
- Olha Joãozinho melhorar melhorou, tem umas coisas que não tinha antes e agora tem. Tem as universidades que vêm dar aula aqui e logo, logo nós vamos ter engenheiros formados aqui, vamos ter professores de filosofia, de retórica, vamos ter advogados. É uma melhora danada.
- E o ensino fundamental, das crianças, vai bem? Li ainda outro dia que a cidade tem um alto índice de analfabetismo e o IDH é muito baixo. E parece que tem muita dengue. Será mesmo verdade?
- Olha Joãozinho quando chega nessas coisas de índice aí ninguém se mete. O “homem” não quer e eu estou com ele e não abro. Esses caras lá da capital aparecem aqui para xeretar nossa vida e saem falando mal da gente. Tudo de ruim acontece aqui, é o que eles dizem; não é verdade. Você pode rodar toda a cidade e não vai encontrar um graveto fora do lugar. Agora tem esse negócio dos buracos, mas isso é culpa do governo estadual que não soltou todas as verbas.
Joãozinho muda de conversa e pergunta:
- Gilmar a gente podia ir tomar um banho no rio amanhã, pular da ponte, você topa?
- Topo, vamo!

Os dois amigos terminaram de saborear o churrasquinho e a cerveja e saíram os dois depois de pagarem a conta ao Nezinho.

Leia mais!

Saturday, June 14, 2008

POEMAS BARRETO/XAVIER 27


LÍVIO BARRETO (1870 - 1895)

O mar, quando o vendaval açoita, irrita-se e vomita a
Praia a saliva do ódio – a espuma. O amor quando o
Ciúme o tolda, desfalece e lança do coração um a um
Os seus pungentes despojos: as illusões.

(Inédito)

Leia mais!

Friday, June 13, 2008

VISTAS DA GRANJA 49


DETALHE DA IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO DO PARAZINHO

Leia mais!

Thursday, June 12, 2008

VISTAS DA GRANJA 48


A LUA SOBRE O AÇUDE DO PARAZINHO

Leia mais!

Wednesday, June 11, 2008

O Povo da Malhadinha/O Povo da Granja 57


Celular, atas e buracos na estrada

Ele acordou e logo viu que estava em uma cama de hospital com a perna direita enfaixada. Não havia ninguém no quarto e ele tentou lembrar por que estava ali. Ele havia saído de Cariré em sua Hilux preta guiada pelo Chiquinho – era o apelido do Francisco, motorista de muita prática na estrada – e vinha para Fortaleza. Lembra bem que a certa altura da viagem o Zezinho correndo feito um louco e falando ao celular com o aparelho na mão esquerda – não usava o viva-voz – desviava-se freneticamente dos buracos guiando com a direita. De repente ele vê vendedores de ata no acostamento e pede:

- Para aí Manézinho, quero comprar umas atas.

Após ter comprado atas bem maduras os dois voltam para a “deusa negra” e continuam a viagem. O Livinho retoma a sua luta com o celular na esquerda e com a direção na direita; ele abre uma das atas. Após ter expelido alguns caroços da fruta o que ele lembra é de ter falado:

- Larga o telefone Bonequinho, olha o buraco!

Leia mais!

Tuesday, June 10, 2008

HISTORIETAS DO MEIO DA SEMANA 36


Sonhos gravados

Deitada ao lado do marido ela pensava em maneiras de comprovar sua sabida infidelidade. Todo o mundo na cidade sabia que o Tibério a traía com Valéria. Ela já tinha rezado, mandado fazer despacho e o diabo a quatro. Uma de suas amigas a tinha aconselhado e até havia dado o número do telefone de uma mulher detetive da capital que certamente resolveria o seu problema. Ela estava com a tirinha de papel na mão e, com a luz de cabeceira acesa, lia:

“DETETIVE DE MULHER PARA MULHER AGENTE DESCOBRE TUDO + GRAVAMOS SEUS SONHOS – LIGAR PARA 85 3225 4127

Leia mais!

Monday, June 09, 2008

HISTÓRIAS DAS TERÇAS 26


Clara, a Bela

Toca a campainha. Ele pensa:
- É a moça que vem me vender a máquina.
Ao abrir a porta ele se depara com uma mulherona, alva como leite e bonita como o que.
- Pode entrar. Sente aqui. Como é seu nome?
- Carla e sou a vendedora e demonstradora da máquina. Vamos ver o funcionamento?
Miguel concordou e disse que ela poderia começar a explicação.
A bela moça começou sua exposição:
- Carla, você sabe que essa máquina é de última geração e só a nossa firma tem licença para vendê-la no Estado.
Continuando ela diz:
- Veja bem Carla, esse rotor aqui faz girar a berimbela que movimenta essa rodinha de plástico branco, bem aqui.
Ela foi mais adiante dizendo:
- Carla...
Ele a interrompeu:
- Escuta, você está falando com quem?
- Ah... É que eu só consegui aprender a descrição do funcionamento falando para mim mesma...
- Ahn... Vamos lá, disse Miguel para a linda moça.

Leia mais!

Sunday, June 08, 2008

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 79


Apelo

Ao corrigir provas de Biologia Geral o professor deparou-se com o texto:

"Boa Correção! Não te esqueças que o Senhor, um dia, não muito distante, estava sentado aqui, nesta cadeira, na condição de Aluno! Obrigado”.

Leia mais!

Friday, June 06, 2008

POEMAS BARRETO/XAVIER 26


LÍBIA BARRETO XAVIER (1904 – 1988). O poema abaixo transcrito é uma obra resgatada de “Poemas esparsos” não publicados.


INFÂNCIA

Alvos e perfumosos jasmins de janeiro!...
Mal caídas as primeiras chuvas, desabrochavam
Numa eclosão fantástica de primavera precoce e rápida,
Amadurecida aos calores de dezembro.
Cobriam as sebes do jardim em ruínas
E vestiam de cortina alvinitente
Os velhos muros musgosos.
Cadeias de odorantes estrelas
Compunham os colares, rosários e coroas
Das noivas, das devotas e dos anjos;
E de macias pétalas cetinosas
Era o misterioso manjar das bonecas.
De puríssimos e frescos jasmins eram tecidos
Os leitos de noivados
E os berços dos recém-nascidos,
E buscava-se nos pistilos sugados gota a gota,
A deliciosa e mágica bebida das fadas.
Foram frios e níveos jasmins,
Com seu forte cheiro de vida e de morte,
Que cobriram as mãos gretadas e escuras
Daquela rendeira deitada em seu caixão.
E nas tardes de inverno, os barquinhos de papel,
Carregados pela enxurrada das sarjetas,
Esfacelavam-se nas poças lamacentas.

Leia mais!

VISTAS DA GRANJA 47





A LIBERDADE DO MELHOR AMIGO DO HOMEM NA CIDADE

Leia mais!

Wednesday, June 04, 2008

O Povo da Malhadinha/O Povo da Granja 56


Abelhas da Serra

O moço da Capital tomava fotos na Cachoeira das Palmeiras quando chegam duas jovens vestidas de preto que ficam por ali, observando. Logo elas se animam com o banho e talvez com a possibilidade de serem fotografadas – tiram a roupa ficando em suas peças íntimas. Começam a pular e a nadar no imenso e profundo poço formado abaixo da queda dágua; fazem todo tipo de estripulias até que uma delas chega perto dele e diz:

- Você não quer subir na serra pra tirar abelha?

O moço da Capital, curioso como só, aceita o convite e após alguns minutos de caminhada serra acima, a jovem estaca e tirando uma trouxinha de entre os seios diz:

- Trouxe fósforos?

Leia mais!

Tuesday, June 03, 2008

HISTORIETAS DO MEIO DA SEMANA 35



Sonho de limpeza

Augusto estava lavando o chão do apartamento: jogava água e esfregava com um pano. Subitamente ela aparece e começa a colaborar com a limpeza. Ele sobe em uma mesa e daí passa para cima de um móvel mais alto. E continua a jogar água provocando o aparecimento de dezenas de baratas. A dama diz que vai sair e, por isso, baixou o tom do telefone. Ele pergunta por que e ela lhe responde que o síndico havia pedido. Ela sai sem se despedir e ele imagina que ela vá para a festa de comemoração do aniversário da filha. Augusto continua a limpeza, ajudado agora por Otávio que diz ainda ter muito tempo. Durante todo o desenrolar dessa cena havia uma criança de uns oito anos, Júlia, observando a cena sem dizer palavra.

Leia mais!

Monday, June 02, 2008

HISTÓRIAS DAS TERÇAS 25


Rede vermelha

Galdino sonhou ter perdido sua carteira, camiseta e umas moedinhas logo que chegou à Lagoa Torta. Resolveu voltar para casa sem procurar os objetos perdidos. Deita-se em sua rede, dorme e novamente sonha. Sonhou que havia vendido um carro para uma amiga tendo esta lhe dado três cheques de valores diferentes. Quando acordou achou-se em uma casa de taipa, à beira do rio, que tinha uma parede suja de fuligem e as outras pintadas de tal maneira que aparentavam sujeira. Ele volta então para a lagoa em busca dos objetos perdidos, mas mesmo na barraca chique do francês ele não os encontra. Galdino toma então um ônibus e desce na esquina da casa do Seu Bernardinho e encontra um senhor, bem vestido que lhe diz:

- Esse pessoal é doido. Alguém perdeu esses três cheques preenchidos e assinados.

Ele pediu para ver os cheques e quando o senhor os mostrou ele viu que eram aqueles que havia recebido de sua amiga em pagamento pelo carro. Galdino convenceu o senhor que os cheques lhe pertenciam e guardou-os. Ao chegar a casa e contar a história meteu a mão no bolso e não mais encontrou os cheques. Como estivesse muito cansado resolveu deitar em sua rede vermelha no quarto de cima. Após algum tempo ele foi despertado por um grande foguetório que vinha do comício do PTN, na Praça da Matriz, para o qual ele havia sido convidado.

Leia mais!

Sunday, June 01, 2008

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 78


Eleições na Vila de Tal

Aproxima-se o momento da mudança e dois partidos disputam o poder na Vila de Tal, o Partido de Tal (PDT) e o Partido Contra Tal (PCT). Talzinho, o chefe do PDT, está satisfeito, pois tem certeza que suas idéias mais uma vez serão vitoriosas. Ao contrário, o chefe e os companheiros do PCT estão apreensivos, pois se ganharem, como alguns institutos de pesquisam prognosticam, ele não tem a mínima idéia do que farão na administração da vila, talvez seguir as idéias de Talzinho.

Leia mais!