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Sunday, February 08, 2009

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 113


Meu amigo Charles

Os amigos estavam em um bar, na Beira-mar. Começa um tumulto, uma briga e subitamente, alguém estava apanhando feio. Os outros pedem ao leão-de-chácara para acabar com a confusão. Ele é nosso amigo e consegue por fim à briga. Alguém do grupo toma pela mão aquele que estava apanhando e o apresenta a todos:

-Este é o Charles, meu amigo. Todos se entreolham, espantados. Charles morrera fazia muito tempo, poucos anos depois de formado.

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Tuesday, October 14, 2008

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 97


A mulher pedia por socorro

Sentados à mesa de um bar eles ouviam Jorge contar um sonho, como ele sempre fazia. Este era um sonho estranho: ele guiava por uma estrada e atingia uma curva onde se assentava uma grande pedra, bem na margem esquerda, ele sempre pensava, quando passava no trecho, que alguém poderia bater nessa pedra, nesse dia ele ouviu um barulho enorme e, ao voltar-se, viu muitas pessoas correndo e uma cabeça de mulher inclinada para fora de uma camioneta pequena, nitidamente desacordada e ele pensava que ela havia morrido, mas ouve alguém chamando socorro, logo depois esse alguém estava conversando com a mulher dizendo para ela que todo mundo pensava que ela havia morrido.

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Tuesday, July 22, 2008

HISTORIETAS DO MEIO DA SEMANA 42

A sinuca do Seu Mateus

Ele viu a Maria chegar e dizer-lhe baixinho:

- Jorginho sua mãe ta lhe procurando já faz é tempo.

- Já vou! E saiu correndo pra casa, só a um pulo do bar.

- Que é que você tava fazendo no Bar do Seu Mateus?

- Nada, Mamãe, só tava lá um pouquinho...

Na verdade ele estava ao lado da sinuca nos fundos do bar. O velho vendia bebidas, refrescos, bolachas e uma porção de bugigangas e tinha essa sinuca. Jogar sinuca era proibido para ele, mas ela o fascinava: o pano de feltro verde, as bolas de cores, a lousa para marcar, tudo lhe dava vontade de jogar. Nunca passou por sua cabeça que aquele simples bater de bolas coloridas traria problemas para sua “cultura”. Mas os de casa pensavam assim; não sua mãe, ela não era Raposo, seus motivos talvez fossem de ordem religiosa. Sem nunca ter pegado num taco, ele acostumou-se a ver os outros jogarem e, quando muito, anotar na lousa os pontos feitos. Ele não podia ficar muito tempo, pois a mãe o controlava bastante.

Quando chegou, a janta já tava na mesa. Se ele demora mais um pouco ficaria sem almoço, pois a regra de sua mãe era: quem não estivesse em casa na hora do almoço passava por “debaixo da mesa”.
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