Sunday, April 15, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 22


Casamentos

O casal morava em uma fazenda para os lados do Trapiá, ao pé da Serra Grande. O Coronel Cândido e Don’Ana, sua esposa, tinham doze filhos: oito moças casadouras e quatro rapazes bons de enxada. Bem pertinho, morava seu compadre Francisco Inácio; que tinha quatro filhos machos, bons de trabalho também. Certo dia Lourenço e Sabino, filhos do compadre Francisco Inácio pedem a mão de Tomázia e Clara duas das filhas do Coronel. Este logo aprovou o casamento com os dois irmãos e os quatro foram constituir suas famílias. Nove meses depois as duas coitadinhas morreram durante o parto e os bébés também. Não passou muito tempo e Lourenço e Sabino voltaram à fazenda do Coronel e, encabulados, girando os chapéus nas mãos falam ao compadre de seu pai:

- Coronel as meninas morreram e nóis quer casar de novo.

O velho olhou pros rapazes e, depois de um curto tempo disse:

- Tá bem! Vocês escolham duas das mais velhas que ficaram e podem casar. Agora tem uma coisa.

- E o que é Coronel?

- Se vocês matarem as bichinhas, adeus viola, não tem mais outro casamento não!

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Monday, April 09, 2007

O Povo da Malhadinha 1

O que é a Malhadinha
(A foto tenta mostrar restos de uma antiga casa de morada - uma tapera - na Malhadinha.)


No sopé da Serra Grande há uma terra que, nos bons tempos suportava muitas famílias - a Malhadinha. Existem diversas pequenas fazendas que têm esse nome: Malhadinha de cima, Malhadinha de baixo, Malhadinha do Niterói, Malhadinha do Batista e por aí vai.
Durante a grande seca de 1877-1879 muitos de seus moradores abandonaram suas fazendas e se fixaram na cidade (na Granja). Aí se estabeleceram e criaram suas famílias. Muitos de seus hábitos, costumes e maneira de viver foram conservados no novo ambiente. Correm na cidade diversas historinhas, verdadeiras ou apócrifas, mas que divertem seus habitantes e os que a conhecem desde muitos anos. Muitas dessas histórias são oriundas do “povo” da Malhadinha. Esse nome foi e ainda é usado hoje para designar aquelas pessoas nascidas nessas fazendas, caracterizadas por terem um espírito por demais sardônico, mordaz, irônico, que têm gênio irascível, são muito críticas e, muitas vezes intratáveis, o que incomodava (ou incomoda) seus interlocutores.

Réa cabeluda Dona Joana, mãe de Francisco Raposo, era “malhadinha”, de primeira. Ela usava uma enorme saia, aliás, saias, pois eram muitas e que chegavam ao chão e escondiam seus pés de tal sorte que, quando andava parecia um grande barco deslizando mansamente sobre a água. Usava também um coque com seu cabelo grisalho fixado por um pente de casco de tartaruga. Certo dia, estando ela na janela, passa um moleque que se sente no direito de dirigir um gracejo à velha:

– Eu te como réa cabeluda! Ela retrucou rápido como um raio:

– Rái comer tua mãe que é pelada!

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Sunday, April 08, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 21


O Talzinho (Foto aos 12 anos)

O venezuelano Saulo, colega de faculdade de Jorge, contava histórias fabulosas de seu povo, daquelas que passavam de geração a geração. Uma delas dizia que, certo dia, um caçador das montanhas ao entrar na "Piedra del Padre" em Barinas, nos Andes venezuelanos viu no chão e enrolada em pano sujo, uma criança bem novinha. Ao tomá-la nos braços notou ser ela, tipo assim, estranha, pois tinha muito pelo no rosto, costas e membros; era prognata e produzia sons muito agudos. O caçador levou-a para a aldeia e a entregou às únicas pessoas que poderiam criá-la, D. Emerenciana e seu esposo, o Coronel, pois não tinham filhos. A velha senhora ficou muito alegre e passou a cuidar do menino, pois que era um “chico”, com muito desvelo, como se fosse de seu próprio sangue. A criança cresceu, como todas elas, mas tinha dificuldades em comunicar-se com as outras e aprender a ler. Certo dia apareceu na aldeia um estrangeiro, parece que um engenheiro sueco e, ao dar uma espiada no menino, foi logo dizendo:

- Este criança ser descendente de Neandertal!

Ninguém sabia o que era isso. O sueco tentou explicar, mas sem êxito. A partir daí o garoto passou a ser conhecido como “Talzinho”, devido a esse parentesco, talvez longínquo, com alguém que ninguém sabia quem fosse. Ao completar quinze anos Talzinho resolve sair de casa e ganhar o mundo, a procura de algum parente ou de alguém parecido com ele. Foi para Caracas. Ele era eshperto e logo se relacionou com políticos e fez carreira no comércio e outras atividades menos nobres. Certo dia, indo a um pronto socorro ele encontrou uma jovem que era sua cara. Logo fizeram amizade, namoraram e rapidamente casaram. Talzinho resolve, então, voltar para sua aldeia nas montanhas. Chegando lá e devido a contactos políticos feitos pelo Coronel, logo se enfronhou na política local. Passou a fazer discursos inflamados contra tudo e contra todos e comprou votos quando chegou a hora. Facilmente elegeu-se alcaide na primeira eleição. A cada quatro anos havia uma nova eleição, mas ele não poderia concorrer. Acontece que, logo na primeira oportunidade, dias antes do registro das candidaturas, Talzinho morre de um enfarte fulminante. Depois de muito choro de todo o povo, que já o adorava, e após alguns poucos dias, Talzinho reaparece e candidata-se novamente. É eleito por uma grande maioria de votos e a mesma historia se repete por nove pleitos. Sem falhar Talzinho "morre" ao chegar perto da eleição e “ressuscita” para concorrer e ganhar mais um mandato. Diz o Saulo que ainda hoje o Talzinho reina nas montanhas de sua terra.

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Sunday, April 01, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 20

Na missa

Os dois amigos foram à missa de sétimo dia de um companheiro de gandaia. Estavam contrariados e tristes pelo desaparecimento do Edgar, pinguço e raparigueiro como eles. Quando o padre Osvaldo, da Igreja do Alto, começou sua homilia e falou sobre o amigo deles dizendo que o Edgar era uma pessoa muito boa, de atitudes corretas, bom marido, bom pai, caseiro e tinha horror à bebida e era cumpridor de seus deveres conjugais e não se envolvia com mulheres de vida airosa, os dois se entreolharam e disseram quase ao mesmo tempo:

-Vambóra Zé, nóis ´tamo na missa errada!

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Sunday, March 25, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 19

Receita grátis

Doutor Horácio, o farmacêutico da esquina, adorava dar conselhos e receitas a suas clientes. Certo dia apareceu na farmácia Dona Francisca, sua vizinha bonitona. Conversa vai, conversa vem, ele sugeriu: “Quando viajar a cavallo, em vapor, automóvel e estrada de ferro, quando fizer viagens ou longos passeios a pé, quando apanhar sol ou chuva, toda a vez que molhar os pés, sempre que tomar banhos demorados de mar ou em rio, todas as vezes que levar grandes sustos ou tiver de repente uma grande contrariedade a Senhora deve tomar uma Colher de Chá de Regulador Gesteira e logo em cima Meio Copo de Água!”


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Wednesday, March 21, 2007

CADERNOS DO INSTITUTO JOSÉ XAVIER


Os dois primeiros volumes que compõem a coleção Cadernos do Instituto José Xavier (Novos Poetas Granjenses e Passagem pela Granja) poderão ser adquiridos (ao preço de R$ 10,00 cada) em livrarias de Fortaleza: Ao Livro Técnico (sete pontos de venda), Livraria Acadêmica, Livraria Lua Nova, Editora UFC, OBOÉ (Center Um). Alternativamente você poderá utilizar o telefone (85) 3458 3224 para fazer sua encomenda.

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Monday, March 19, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 18

Papagaios

Assobia Jorginho, assobia forte!

Jurandir gritava para ele ajudar, com seu assobio, o vento chegar; sem vento não podia soltar o papagaio novo que ele havia comprado dos meninos por dostões. Eram dois irmãos: o Jurandir e o Chico. Eles eram mestres em muitas coisas como fazer papagaios e soltá-los, soltar fogos nos dias de festa da Igreja, fazer carrinhos de madeira e carrinhos de rolimã. Os papagaios vinham completos: a carretilha, uma gerinconça feita de madeira que suportava um carretel grande de linha zero, vazio e uma manivela que fazia com que o carretel girasse por meio de um eixo de arame; a linha a gente comprava e ajudava a passar o pó de vidro com cola, se quisesse usar o cerol. Quando ficou pronto o seu, Jorginho atendeu ao pedido do Jurandir: - Assobia Jorginho, assobia forte! Certa noite, durante uma novena de São José, após uma tarde inteira soltando papagaios os dois irmãos começam a soltar foguetes de um tiro comprados no bar do TH. Depois de ter soltado uma meia dúzia o Chico foi soltar o seu último. Sùbitamente ouviu-se aquele papôco danado e quando os meninos olharam para o lado dele o Chico estava com a mão levantada pingando sangue. Foram ver e viram o Chico sem o dedão da mão esquerda.

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Sunday, March 11, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 17

Pedrinha de açúcar

Um cafezinho, assim pelas três horas da tarde, era uma coisa que ninguém admitia faltasse em casa. Certo dia Jorge estava lendo sossegado quando Benedita o chama para tomar seu cafezinho. Ele senta-se à mesa, absorto, e põe o café na xícara adicionando duas colherinhas de açúcar cristalino. Passa um longo tempo mexendo, pensando longe. Começa a tomar seu café em pequenos goles. De repente ele sente algo sólido na boca. Acreditando fosse uma pedrinha de açúcar que não dissolvera ele começa a sugá-la para sentir sua dissolução na boca e o gostinho do açúcar. Após uma demora mais que aceitável para que a pedrinha dissolvesse, ele começa a imaginar o que ela seria se não fosse açúcar, o que estava parecendo. Seria um pedacinho de louça da xícara ou uma casquinha de um grão de café que ultrapassara todo o processo de preparação da bebida desde a moagem do grão até a filtração? Intrigado ele trouxe o pequeno grão para a ponta da língua e, pegando com dois dedos, com cuidado para que não caísse, examinou o agora misterioso objeto. Quando o aproximou aos olhos notou que o tal objeto não era nada mais nada menos do que o corpo ou o que restava dele, de uma mosca.
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Sunday, March 04, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 16

Companhia da Fraternidade

Todos os domingos eles se reuniam no sitio que fora da família e era ocupado agora somente por sua mãe, já idosa. Eles iam almoçar com ela, saborear um de seus muitos pratos típicos: buchada de bode, de cabrito, panelada, ensopado de miolos, tripas ao molho de alcaparras, feijoada à moda, rabada e o escambáu. Em um domingo chuvoso, reunidos, eles descobriram que estavam todos desempregados. Após muita conversa e muita cerveja eles resolveram botar um restaurante aproveitando os dotes de sua mãe. Obtida a concordância desta os sete irmãos começam uma discussão a respeito do nome da nova casa. Um deles sugeriu: "A cozinha da D. Nenen", já outro: "A toca do sertão", ainda outro sugeriu: "Buchada & Cia". Eles não haviam chegado a um acordo quando sua mãe falou com sua vozinha mansa: - Eu acho que fica bom é assim, "A cantina dos sete irmãos e sua mãe".

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Sunday, February 25, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 15

Água de Lourdes

Ele estudava todas as noites até a madrugada, pois precisava tirar notas boas. Isto era sempre cobrado em casa; tinha de ser um dos melhores, senão o melhor. Certa madrugada cansou de estudar o texto para uma prova de Geologia, pois estava um calor de rachar. Tinha muita sede: havia tomado dois Pervitins. E no final não aprendera nada. Foi à geladeira e viu uma garrafinha de água com um rótulo azul que ele nem leu. Retirou a tampa de metal e tomou uns poucos, mas bons goles, recolocando a garrafinha de volta. No dia seguinte, com a prova à sua frente, ele achou que não responderia uma só questão. Ledo engano, foi só começar que tudo veio à sua mente com uma clareza espantosa, parecia um milagre. Quando voltou da prova, esperando um dez, encontrou sua irmã a reclamar que, ao abrir a geladeira, vira que sua garrafinha continha somente metade do volume original. Ela logo identificou quem havia tomado metade da água benta que havia trazido de Lourdes.

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Friday, February 23, 2007

Escola José Barreto Xavier


Alunos e Professoras da Escola de Ensino Fundamental "José Barreto Xavier" na Missão, Granja.
Visite o site do Instituto José Xavier: http://institutojx.tripod.com/index.htm

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Sunday, February 18, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 14

Pingüins

Os três estavam assistindo a um programa na TV sobre vida animal na Antártica, especificamente sobre os pingüins imperador. Estavam absortos admirando a beleza da fotografia e dos movimentos das aves nas águas frias do mar de Ross. Subitamente os pássaros, que se contavam às dezenas, senão centenas voltaram para praia em seu passinho imperial. Em poucos minutos todos estavam em terra firme e parados, tipo estáticos. Daí Jorge fez uma pergunta:

-Vocês sabem por que os pingüins vieram para a praia?
Nenhuma das duas, mãe e filha, respondeu. Não tinham a menor idéia sobre o assunto. A filha indagou:
-E porque foi? Aí Jorge disse:
-É porque eles não sabem fazer xixi dentro d´água e têm de sair para terra firme para fazer.
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Sunday, February 11, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 13

Bolhinhas de sabão

Coruba gostava de carnaval, mas era muito desajeitado, mal-amanhado mesmo. Sua cabeleira não ajudava em nada: era vasta, melada e revolta. Ele sempre ia às festas de carnaval no Maguari, mas tinha de cuidar do cabelo bem antes. Decidiu testar uma nova receita em sua cabeleira depois de ter tentado diversos fixadores: Glostora, Babosa, Gumex, New York Looks, etc. Resolveu passar sabão; sabão Pavão mesmo! Fez uma pasta bem grossa com água e aplicou com muito cuidado na cabeleira melada. Após avaliar que o sabão havia secado tocou para a festa. Quando estava todo animado, dançando e pulando na quadra de basquete, começou uma chuvinha fina dessas chatas: não tão forte nem tão pouco fraquinha, que não desse para molhar. O Batoba, com sua voz forte cantando “Mamãe eu quero...”, ajudava a manter o povo pulando, mesmo molhado. Subitamente, o Coruba notou que todos olhavam para ele, uns com reverência e outros com largos sorrisos. Foi então que ele notou que, de sua cabeleira, saiam bolhinhas de sabão que criavam vida própria dando-lhe um aspecto místico que o tornava estranho à festa.


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Sunday, February 04, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 12

Doenças

Os dois amigos encontram-se no calçadão:
-Como você vai?
-Ih! Macho! Estou cheio de mazelas!
-Ai é? E quié que tu tem?
-Ô ma! Você quer que eu comece a contar as doenças que tenho de cima prá baixo ou de um lado pro outro?

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Sunday, January 28, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 11

Relógio

Jorge recebeu de herança um relógio Patek Philippe, todo de ouro, com uma corrente enorme, também de ouro. A peça tinha uma tampa que escondia os ponteiros e refletia as imagens como um espelho comum. Logo ao recebê-lo levou a um relojoeiro famoso que o limpou e o acertou pela hora de Brasília. Depois fechou a tampa. Jorge não se conteve e abriu relógio. Viu, então, espelhada, sua face de octogenário. Guardou o relógio e só voltou a pegar nele uma semana depois. Notou que os ponteiros dos segundos caminhavam em um ritmo acelerado e em sentido contrário ao normal. Viu também que sua figura, refletida na tampa, parecia ser a de alguns meses atrás. Assustou-se e escondeu o objeto no fundo do cofre. Passaram-se meses até que ele resolveu dar uma nova espiada, afinal tinha de usar a jóia, pois o relógio era mesmo uma e, se não o usasse quem o usaria? Quando viu que os ponteiros continuavam a girar da mesma maneira, apressada e ao contrario do normal, resolveu olhar para a parte refletora da tampa e viu a figura de uma senhora, de vestido azul de bolinhas brancas, com um bebezinho bem gordinho no colo. Igual a uma foto de sua mãe com ele próprio tirada muitos anos atrás.

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Tuesday, January 23, 2007

A Piriquara


A Piriquara no Rio Coreaú - Granja
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HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 10

Gatinha

Nadine ficou assanhada quando viu o anúncio. Estava lá no jornal: "Doa-se uma gatinha muito bonitinha. Tratar no Parque Corrientes, telefone 2731 3872". Falou com o senhor que queria dar a gatinha e, logo a seguir, foi até sua casa. Ao chegar, um homem de meia idade apresentou-se e mostrou-lhe o animalzinho. Era uma gatinha realmente muito bonitinha. Seu Pedro era este o nome do senhor, o dono da gatinha branca e amarela, de olhos azuis, falou para ela: - Só tem um “probreminha”, eu lhe dou a gatinha, mas você me leva também...
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Monday, January 15, 2007

A Cadeia da Granja


“ERAS FATAES! DE 6 DE NOVEMBRO DE 1877 A 25 DE JULHO DE 1878” - Inscrição colocada na face leste do prédio.
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Sunday, January 14, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 9

Seca

A jovem era professora de Ecologia em uma universidade da região Nordeste. Certa ocasião ela apresentava os resultados de sua pesquisa diante do departamento reunido. Seu trabalho dizia respeito a estudos sobre a caatinga dos quais ela havia participado recentemente. Ao final de sua apresentação, certamente para justificar as observações sobre o quadro de abandono e miséria que havia visto, comenta tristemente: - Está com mais de cem anos que ninguém nunca viu uma seca dessa!
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Sunday, January 07, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 8

Allegro

João Sebastian era o único filho de Carmen Miranda e de seu marido David Sebastian. Ao crescer tornou-se um músico de renome, mas só depois que adotou o nome de João Sebastian Bach.

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