
Casamentos
O casal morava em uma fazenda para os lados do Trapiá, ao pé da Serra Grande. O Coronel Cândido e Don’Ana, sua esposa, tinham doze filhos: oito moças casadouras e quatro rapazes bons de enxada. Bem pertinho, morava seu compadre Francisco Inácio; que tinha quatro filhos machos, bons de trabalho também. Certo dia Lourenço e Sabino, filhos do compadre Francisco Inácio pedem a mão de Tomázia e Clara duas das filhas do Coronel. Este logo aprovou o casamento com os dois irmãos e os quatro foram constituir suas famílias. Nove meses depois as duas coitadinhas morreram durante o parto e os bébés também. Não passou muito tempo e Lourenço e Sabino voltaram à fazenda do Coronel e, encabulados, girando os chapéus nas mãos falam ao compadre de seu pai:
- Coronel as meninas morreram e nóis quer casar de novo.
O velho olhou pros rapazes e, depois de um curto tempo disse:
- Tá bem! Vocês escolham duas das mais velhas que ficaram e podem casar. Agora tem uma coisa.
- E o que é Coronel?
- Se vocês matarem as bichinhas, adeus viola, não tem mais outro casamento não!
O casal morava em uma fazenda para os lados do Trapiá, ao pé da Serra Grande. O Coronel Cândido e Don’Ana, sua esposa, tinham doze filhos: oito moças casadouras e quatro rapazes bons de enxada. Bem pertinho, morava seu compadre Francisco Inácio; que tinha quatro filhos machos, bons de trabalho também. Certo dia Lourenço e Sabino, filhos do compadre Francisco Inácio pedem a mão de Tomázia e Clara duas das filhas do Coronel. Este logo aprovou o casamento com os dois irmãos e os quatro foram constituir suas famílias. Nove meses depois as duas coitadinhas morreram durante o parto e os bébés também. Não passou muito tempo e Lourenço e Sabino voltaram à fazenda do Coronel e, encabulados, girando os chapéus nas mãos falam ao compadre de seu pai:
- Coronel as meninas morreram e nóis quer casar de novo.
O velho olhou pros rapazes e, depois de um curto tempo disse:
- Tá bem! Vocês escolham duas das mais velhas que ficaram e podem casar. Agora tem uma coisa.
- E o que é Coronel?
- Se vocês matarem as bichinhas, adeus viola, não tem mais outro casamento não!
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Dona Joana, mãe de Francisco Raposo, era “malhadinha”, de primeira. Ela usava uma enorme saia, aliás, saias, pois eram muitas e que chegavam ao chão e escondiam seus pés de tal sorte que, quando andava parecia um grande barco deslizando mansamente sobre a água. Usava também um coque com seu cabelo grisalho fixado por um pente de casco de tartaruga. Certo dia, estando ela na janela, passa um moleque que se sente no direito de dirigir um gracejo à velha:



