Showing posts with label planos. Show all posts
Showing posts with label planos. Show all posts

Wednesday, December 31, 2008

HISTORIETAS DO MEIO DA SEMANA 64


Novos planos e idéias

O novo prefeito estava muito preocupado. Ele tinha muitos planos, mas segundo sua assessoria tava difícil conseguir pessoal para por em execução as idéias do Grande Chefe. Estavam num impasse danado quando um dos assessores lembrou-se do coquinho-de-macaco. Talvez procurar a palmeira no interior e ver se poderiam trazer uns coquinhos e distribuir para uns dois ou três dos melhores assessores para ver se eles melhoravam sua produção, sua contribuição. Dito e feito, pois depois de duas semanas de ração a coquinho-de-macaco os dois assessores mais qualificados começaram a elaborar os planos mais bonitos que já se viu. E eles foram logo começando a ser executados: 1) asfaltamento das ruas todinhas – ia ficar mais quente, mas os carros pipa distribuiriam água gelada e gaseificada nas esquinas; 2) as escolas teriam só uma hora de aula por dia e com isso aumentaria o número delas (sic) e era bom porque dava pra botar os nomes dos parentes todinhos sem sobrar nenhum pra ficar zangado; 3) derrubar as tamarineiras e plantar no lugar touceiras de xiquexique; na falta dágua o pessoal podia bebê água dos miolos. E era muita idéia que não paga nem a pena falar nelas das muita que era.

Leia mais!

Wednesday, August 13, 2008

O Povo da Malhadinha/O Povo da Granja 65


Muita mixaria

Sua fazenda produzia de um tudo. Lá tudo dava: arroz, feijão, milho, leite e carne, pois tinha umas vaquinhas, muitos bodes, carneiros, galinhas, capotes e perus. Tinha também algodão pra fazer as roupas. Tinha até cana para fazer rapadura e uma boa pinga. É verdade que faltava algumas coisas como gás para botar nos candeeiros, fósforos para acender estes e as lamparinas, pois eles não sabiam mais fazer fogo com os pauzinhos de tanto uso por seus avós. A fazenda, enfim, quase não precisava da velha cidade. Mas o velho tinha de ir lá, de vez em quando, pra vender uns bodes, galinhas, feijão e outros legumes e apurar algum dinheiro pra comprar essas bugigangas que eles tinham se acostumado a usar. Ele voltava com uma lata de gás na cabeça, e umas poucas coisas nos bolsos. Trazia também um maço bem grande de dinheiro, pois sempre do que ele apurava com a venda sobrava muito. Anos se passaram nessa usança e ele sempre punha o rolo de cédulas – contos de reis, barões, cabrais - nos buracos da taipa do seu quarto. E esquecia e todo mundo de casa também. Até que chegaram os planos e quando o velho morreu e os filhos se deram conta não tinha mais nada, tudo perdido, só o amigo colecionador de cédulas comprou por uma mixaria o que antes eram milhões.

Leia mais!