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Sunday, March 08, 2009

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 117

Encontro na casinha

A procissão de Santo Eustáquio já tinha começado e a menina se juntou às amigas bem na frente. À medida que os fieis iam se movimentando, acompanhando o cortejo, ele esperava chegar sua vez de entrar no cordão. Quando a cabeça estava entrando na Praça da Matriz Madrinha Rita abriu a porta de sua casinha e esperou pela passagem da menina. Com a porta aberta e puxada pelos braços da madrinha ela pula para dentro da casa e fica no quarto da frente esperando. Madrinha Rita, de volta para a porta aberta, espera agora a passagem dele que só demora o tempo de um toque de matraca. Logo que Waldomiro passa a madrinha o puxa e ele pula para dentro. Sem nenhuma surpresa ele encontra a menina enquanto Madrinha Rita sai acompanhando a procissão e já rezando pelo futuro afilhado.
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Wednesday, November 05, 2008

O Povo da Malhadinha/O Povo da Granja 73

A casinha de Jorge

Ao chegar procurou identificar a casa em que seus pais moraram. Após rodar pela pequena cidade sem ter perguntado a ninguém e quase atropelando uma senhora na Praça do Mercado e passado por cima de um cachorro ele tem uma idéia: e se comprasse uma casa aqui? Após debate silencioso ele decide procurar uma. Pôs-se a rodar pelos bairros e, sem encontrar nenhuma casinha simpática, ele resolve pedir informações sobre alguma casa a venda. Jorge Fox viu ao longe sob a sombra de um cajueiro frondoso um camarada em conversa com duas senhoras. Ele resolve aproximar-se e informar-se. As duas senhoras logo se afastam. Mas o camarada fica à espera.

- Boa tarde! – saudou Jorge.
- Boa tarde... – respondeu o camarada.
- O senhor sabe se aqui tem uma casa para vender? – perguntou ansioso.
O camarada olhou em seus olhos e suas mãos e, sem pestanejar, disse:
- Sim eu sei.
- E você pode me informar onde é? – retornou ele.
- Sei. É da minha mãe, aqui perto... – falou o camarada intrigado.
- E quanto é? – perguntou mais ansioso Jorge.
- Você não quer vê-la? – indagou cuidadoso o camarada.
- Vamos lá – disse Jorge já amuado.
Ao chegarem em frente a uma casinha, quase um casebre o camarada disse:
- É aqui... – e apontou a casinhola de sua mãe, pintada de azul.
- E quanto é? – perguntou Jorge apressado.
- Não quer descer pra ver? – Inquiriu o camarada.
- Moço eu perguntei quanto é - falou amuado Jorge.
- Minha mãe ta pedindo vinte mil... Nós vamos pra Capital e... – falou duvidoso o camarada.
- Eu compro a casa, - adiantou decidido Jorge.
- E eu vendo..., - concordou aliviado o camarada.
- Vamos ali ao bar da esquina - disse Jorge com uma expressão ansiosa.
- Pra que? - Demonstrou surpresa o camarada.
- Vou fazer um cheque... - disse sossegado Jorge.
- Vamos - falou mais aliviado ainda o camarada.
No bar Jorge puxa o talão de cheques e preenche um com o valor pedido, vinte mil reais. Assina e dá o cheque para o camarada.
- Obrigado. Vamos passar os papéis?! – Concedeu o camarada.
- Tudo bem eu venho amanhã e a gente passa, - falou com decisão Jorge.
Jorge deixou o camarada na calçada de sua nova casa, aliás, casinha, e foi embora. Na estrada ele atropelou, seguidamente, um jumento e uma galinha.
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