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Wednesday, September 10, 2008

O Povo da Malhadinha/O Povo da Granja 65


João Danado, o briguento

Sabendo que seu pai, o briguento João Danado, havia deixado de pagar a pensão à sua mãe depois que havia separado desta, o moço corajoso foi procurar o velho na sua fazenda. Logo que viu o filho aproximar-se, João Danado que já tinha ouvido as conversas sobre suas intenções, gritou para ele:

- Cabra não chegue perto que você morre!

O filho não lhe deu atenção e continuou. Logo se ouviu um tiro de bacamarte e o moço caiu no chão banhado em sangue. O Danado chegou perto e, com mais dois capangas, tentaram terminar o serviço o que conseguiram sem antes o moço ter puxado de uma enorme peixeira e trespassado o coração do pai.

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Monday, August 25, 2008

HISTÓRIAS DAS TERÇAS 36


Finas essências

Toda quarta-feira havia reunião da Câmara Municipal. Nessas ocasiões discutia-se, votava-se e aprovavam-se as leis que regiam a cidade. No entanto, muitas das leis não eram obedecidas no recinto da própria Câmara. Uma dessas foi aquela apresentada, em uma das últimas sessões, pelo vereador da situação, o Paulo Flatus, que proibia fumo, flatulências e bodum em recintos públicos, bares, bilhares, e quejandos. Além da proibição havia a obrigatoriedade de aspersão de perfumes de fino aroma no caso de ter alguém infringido a lei. A lei era, de cara, desobedecida na Câmara, pois seu presidente tinha o vício incurável de deixar escapar gases de muito desagradável odor e de ter reações extremamente violentas quando lembrado disso. Diziam que ele já havia matado bem uns seis e seus capangas outros tantos desafetos. Outro lugar em que a lei era também desobedecida era no prédio da Prefeitura, apesar de o Prefeito, ao mandar construir a nova sede, ter pedido a inclusão de uma pequena área junto ao seu gabinete para exercício flatulencial.

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