Monday, November 25, 2013

O CÃO E AS ELEIÇÕES - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 348


O cachorro do Manel atacava todo mundo lá nas Barreiras. Um dia, inaugurando o novo serviço da Prefeitura, o cão foi preso e levado para o depósito. O caboco ficou doidinho e foi atrás do seu vereador. Os dois foram até lá e o vereador pagou a multa de cinco reais para soltar o animal pulguento.
- Pronto! Agora você leva o bicho.
- Mas doutor e o transporte para levar o bichinho?
- Não tenho carro para transportar animais. Te vira...
- Se o senhor der 10 reais dá para eu levar ele de taxi.
O vereador deu-lhe o dinheiro; as eleições já estavam chegando...



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Monday, November 18, 2013

AGENTE SECRETO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 347

Um dia ele acordou com alguém batendo palmas diante de sua porta. Levantou-se e foi atender. Deparou-se com um camarada alto, louro e bem escanhoado.
- O que é?
- Míster eu tou procurando pelo Senhor Fulano de Tal. É o senhor?
- Sim, esse é meu nome...
- Nós descobrimos, através de nossos sistemas criptografados, sediados em Virginia, que o Senhor está pedindo uma quantidade muito grande de pizzas da Pizzaria Alamad. Isto se repete todos os sábados. O Senhor pode nos acompanhar até a Delegacia do SASAD para esclarecimentos?
- Espera um pouco que vou trocar de roupa.





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Monday, November 11, 2013

LA VEM O NOSSO SANTOS DUMONT – HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 346


De longe ele viu as duas olhando em sua direção; parecia que saiam de seus olhos raios de luz intensos e coloridos. Sem medo Ricardo aproximou-se da lojinha, pois as duas pareciam ser vendedoras de uma loja de artigos masculinos. Ao chegar perto elas param de rir e tiram seus olhos dele, virando o rosto. Ele as aborda e vê que o gerente já esta junto a elas, certamente, passando um pito. Ricardo quer saber do que se trata. A mais despachada diz:





  - A gente tem visto o senhor todo o dia por aqui e achamos que o senhor é     parente do Santos Dumont. Esse chapéu “panamá” é igualzinho ao que ele     usava. Não é Alberto? Diz dirigindo-se ao gerente que só ria.

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Monday, November 04, 2013

PESQUISA VITAL - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 345


Seu Carlos tinha acabado de chegar da Europa. Ele tivera muito medo quando na volta o avião fez uns barulhinhos esquisitos. Logo após ter  posto os pés em terra foi visitar Ella, pois queria fazer-lhe uma consulta. A fila era grande, parecia a do SUS, e ele demorou a ser atendido, mas imaginava que a causa valesse a pena. Logo que foi atendido perguntou à figura:

- Escuta aqui minha cara quantos anos ainda tenho? Ella lhe respondeu:


- Não é fácil responder com exatidão a essa pergunta. Há uma grande margem de erro – dois pra cima e dois pra baixo. Mas eu lhe aconselho procurar um serviço que pode lhe dar orientação. Acesse o site www.esperamequetelevo.com  e lá você terá uma idéia de quando eu passarei para lhe apanhar.

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Tuesday, October 29, 2013

Pornopolítica e violência “blackbloc” - RICARDO NOBLAT

POLÍTICA - artigo publicado no blog ricardo noblat (o globo 28/10/13)

Pornopolítica e violência “blackbloc”

Carlos Alberto Di Franco
A História mundial está repleta de exemplos inspiradores. E a saga brasileira, também. Os defeitos pessoais e as limitações humanas dos homens públicos, inevitáveis e recorrentes como as chuvas de verão, não matavam a política.
Hoje, no entanto, assistimos ao advento da pornopolítica. A vida pública, com raras e contadas exceções, se transformou num espaço mafioso, numa avenida transitada por governantes corruptos, políticos cínicos e gangues especializadas no assalto ao dinheiro público.
O custo humano e social da corrupção brasileira é assustador. O dinheiro que desaparece no ralo da delinquência é uma tremenda injustiça, uma bofetada na cidadania, um câncer que, aos poucos e insidiosamente, vai minando a República. As instituições perdem credibilidade numa velocidade assustadora.
Os protestos que tomam conta das cidades, precisam ser interpretados à luz da corrupção epidêmica, da impunidade cínica e da incompetência absoluta da gestão pública.
A violência “blackbloc”, equivocadamente, visa chamar atenção de um Estado ausente. É a conclusão a que chegaram os pesquisadores Esther Solano, professora de relações internacionais da Unifesp, e Rafael Alcadipani, professor de estudos organizacionais da FGV-EASP, em recente matéria especial para o jornal Folha de S.Paulo.
A pesquisa consistiu em acompanhar de perto as manifestações, observar, perguntar, conversar com pessoas que utilizam a tática “blackbloc”, policiais e membros da imprensa. O universo “Blackbloc” é composto por jovens que estão na faixa etária entre 17 e 25 anos. São de classe média baixa, a maioria trabalha, alguns formados ou se formando em universidades particulares.
Das conversas que tiveram, e das observações que realizaram, ficou claro que para estes jovens a violência simbólica funciona como uma forma de se expressar socialmente, um elemento provocador que tem o intuito de captar a atenção de um Estado percebido como totalmente ausente.
O uso da violência simbólica também serve, na versão deles, para induzir a sociedade a refletir sobre a necessidade de uma mudança sistêmica: “protesto pacífico não adianta nada, só com violência que o governo enxerga nossa revolta”, a intenção é transgredir, incomodar, deixar visibilidade, chamar para um debate.
Exemplos de frases que retratam isso são: “a causa do ‘blackblock’ agir é o descaso público. As pessoas estão sendo torturadas psicologicamente pelo cotidiano, não somos vândalos, vândalo é o Estado que deixa as pessoas horas esperando na fila do SUS”.
A pesquisa cumpriu um papel importante. Procurou entender o que se passa na cabeça do pessoal e decodificar o seu recado. A violência, não obstante eventuais matizes ideológicos e fortes marcas de vandalismo antissocial, está intimamente relacionada com uma percepção de que o Estado está na contramão da sociedade.
O cidadão paga impostos extorsivos e o retorno dos governos é quase zero. Tudo o que depende do Estado funciona mal. Educação, saúde, segurança, transporte são incompatíveis com o tamanho e a importância do Brasil.
Os gastos públicos aumentam assustadoramente. O número de ministérios é uma piada. A corrupção rola solta. A percepção de impunidade é muito forte. A situação do julgamento do mensalão, independentemente das razões técnicas que fundamentaram alguns votos, transmitiu ao cidadão médio a convicção de que a lei não vale para todos.
Estão conseguindo demonizar a política e, consequentemente, empurrando a democracia para uma zona de risco. Os governantes precisam acordar. As vozes das ruas, nas suas manifestações legítimas e mesmo nos seus excessos, esperam uma resposta efetiva e não um discurso marqueteiro. A crise que está aí é brava. A gordura dos anos de bonança acabou.
A realidade está gritando no bolso e na frustração das pessoas. E não há marketing que supere a força inescapável dos fatos. O governo pode perder o controle da situação.
Nós, jornalistas, tempos um papel importante. Devemos dar a notícia com toda a clareza. Precisamos fugir do jornalismo declaratório. Nossa missão é confrontar a declaração do governante com a realidade dos fatos. Não se pode permitir que as assessorias de comunicação dos políticos definam o que deve ou não ser coberto.
O jornalismo de registro, pobre e simplificador, repercute o Brasil oficial, mas oculta a verdadeira dimensão do país real. Precisamos fugir do espetáculo e fazer a opção pela informação. Só assim, com equilíbrio e didatismo, conseguiremos separar a notícia do lixo declaratório.
Campanhas milionárias, promessas surrealistas e imagens produzidas fazem parte do marketing de alguns políticos e governantes. Assiste-se, diariamente, a um show de efeitos especiais capazes de seduzir o grande público, mas, no fundo, vazio de conteúdo e carente de seriedade.
O marketing, ferramenta importante para a transmissão da verdade, pode ser transformado em instrumento de mistificação. Estamos assistindo à morte da política e ao advento da era da inconsistência. Os programas eleitorais vendem uma bela embalagem, mas, de fato, são paupérrimos na discussão das idéias.
Nós jornalistas somos (ou deveríamos ser) o contraponto a essa tendência. Cabe-nos a missão de rasgar a embalagem e desnudar os candidatos.
Transparência nos negócios públicos, ética, boa gestão e competência são as principais demandas da sociedade. Memória e voto consciente compõem a melhor receita para satisfazê-las.
Devemos condenar a violência “blackbloc”. Sem dúvida. Mas devemos também bater forte na pornopolítica. Ela está na raiz da espiral de violência que sequestra a esperança dos jovens e ameaça nossa democracia.

Carlos Alberto Di Franco, diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciência Sociais – IICS e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia. E-mail:difranco@iics.org.br


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Monday, October 28, 2013

OPERAÇÃO NO CÉLEBRO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 344


Todos o conheciam por "O Bananinha". Próximo a sua casa havia  um shopping aonde ele ia sempre. Andava pra cima e pra baixo com seu passo rápido cumprimentando – bom dia, boa tarde - homens e senhoras, mas não crianças. Todos eram gentis com ele e respondiam ao cumprimento. Ele desapareceu do shopping por algum tempo; ninguém tinha ideia de seu paradeiro. Um dia voltou e passou a cumprimentar a todos da mesma maneira, principalmente as mulheres. Todas retribuíam sua saudação, ligeiramente modificada. Agora ele dizia: - Eu estava doente e fiz uma operação no célebro; daí o Doutor disse que eu estava bonzinho.  O que  é que a senhora acha?

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Friday, October 25, 2013

Médicos chineses 'cultivam' rosto de jovem em seu peito para transplante

G1 publicou hoje: 25/10/2013 09h49 - Atualizado em 25/10/2013 10h09

Utilizando pele retirada da perna da jovem, médicos reconstituíram rosto.

Depois de tecido ser modelado no peito, foi transplantado para o rosto.

Da EFE
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Médicos de um hospital em Fuzhou, na província de Fujian, na China, apresentam procedimento em que retiraram pele da perna de paciente para reconstituir um rosto em seu peito; pele foi transplantada, na segunda-feira, em seu rosto. (Foto: Reuters/China Daily)Médicos de um hospital em Fuzhou, na província de Fujian, na China, apresentam procedimento em que retiraram pele da perna de paciente para reconstituir um rosto em seu peito; pele foi transplantada, na segunda-feira, em seu rosto. (Foto: Reuters/China Daily)
Uma jovem de 17 anos da província de Fujian, no sudeste da China, recebeu um transplante completo de face, depois que o novo rosto havia sido implantado em seu peito durante alguns meses para que se desenvolvesse.
A moça, Xu Jianmei, moradora de uma pequena aldeia de pescadores, ficou desfigurada em um incêndio quando tinha cinco anos, no qual perdeu as pálpebras, o queixo e parte da orelha direita, informou nesta quinta-feira a agência oficial chinesa, "Xinhua".

No ano passado, os médicos propuseram a criação de um novo rosto para ela, formado a partir de tecido extraído da perna e que seria implantado no tórax da moça para que se desenvolvesse.
A menina não recebeu tratamento durante os primeiros anos devido à falta de recursos econômicos de seus pais.
"Primeiro, extraímos o tecido de sua perna e o implantamos no peito. Então, inserimos um extensor de pele sob o tecido cutâneo onde foi implantado o tecido da perna, de maneira que pudesse se expandir e produzir pele suficiente para um rosto novo", declarou o cirurgião que realizou a operação, Jiang Chenghong.
A última fase da operação cirúrgica foi concluída na segunda-feira (21), quando foi transplantado, com sucesso, o novo rosto em Xu. Os médicos estimam que a operação deverá cicatrizar ao longo das próximas semanas.
"Com seu novo rosto, a moça poderá se expressar de maneira mais precisa. Inclusive poderá ficar com a face avermelhada quando se emocionar", garantiu Jiang que, no entanto, advertiu que "pode levar muito tempo" para se chegar a esse ponto.
O transplante de face em Xu aconteceu depois que, em setembro, foi divulgado que outro cidadão de Fujian, um homem, tinha recebido um nariz novo que cresceu durante meses em sua testa. Nesse caso, o novo nariz do paciente foi formado de tecido extraído de suas costelas.
Esses transplantes são ainda relativamente raros e, até o momento, apenas dez deles foram realizados na China no total.





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Monday, October 21, 2013

AUGUSTO CÉSAR E SUA MERCEDES CLA - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 343



Augusto César acreditava haver lugares no mundo onde a passagem do tempo era detida e, muitas vezes, fluía ao contrário. Certa vez ele se encontrava perto da Floresta de Teutoburgo e resolveu parar sua Mercedes CLA para visitar o monumento lá existente. Ao aproximar-se do enorme conjunto ele sentiu-se rodeado por muitas figuras de soldados vestidos como se fossem legionários romanos. Tentou afastar-se rapidamente, mas foi alcançado e cercado por eles. Rapidamente ele descobriu que os legionários falavam latim e estavam interessados em sua potente Mercedes e nem um pouco nele. Ele, tolamente, perguntou pelo General Varo e o que havia acontecido com suas legiões. 

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