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Thursday, August 23, 2007
O Povo da Malhadinha 19

“Zé Rieira era preguiça demais e seboso também”. Certo dia mandou pedir emprestado um machado ao sogro (e tio) que tinha ficado cego, mas cuidava bem dos seus ferros. Foices, facões e machados ele os mandava amolar, passava a mão na lâmina para saber se o corte estava bom e os guardava sempre enfiados no freichal do alpendre. José Vieira usou o ferro sem cuidado tendo acabado com o fio, deixando-o cheio de dentes. Mandou alguém devolver o machado ao sogro e, quando este o recebeu, experimentou o “gumo” e sentiu que estava totalmente perdido, acabado. O velho Ignácio emitiu, então, o hino da Malhadinha:
-“Uuuummm”.
Meteu o machado no freichal onde sempre o deixava, virou-se para os que estavam perto e disse:
-Esse machado aí num é pá ninguém pegar nele, é pá emprestá pro Zé Rieira.
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Sunday, August 19, 2007
HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 40

A “de Jezuiz”
Dona Maria dos Anjos de Jezuiz estava na casa do cunhado na Várzea Grande. Ela tinha vindo do Manhoso porque estava de portas-a-dentro com o Padre Lobo. Como a moça era muito bonita atraia os olhares e pegares de muitos homens.
À noitinha um grupo de malandros amigos se reuniu e resolveu roubar a menina para ela fazer um picadinho. Quando chegaram perto foram logo gritando para que ela saísse. Ela e o cunhado, o Domingos (Bispo dos Santos) saíram, o que resultou numa tremenda briga, com porradas, cacetadas e tiros. Dois dos malandros foram presos.
Os outros fugiram levando a mulher para a Pedra do Cura onde foi feito o picadinho
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Thursday, August 16, 2007
Monday, August 13, 2007
O Povo da Malhadinha 18

Bela
Sobre Raimundo Maçambique, - metido a rico, metido à besta, tinha um gadinho -, diz-se que foi pedir em casamento a filha do Joaquim da Silva, do Cajueirinho. Quando, após a aprovação voltava para casa na Malhadinha, a pé, em “toda carnaubeira que tinha” ele parava e dizia:
-Carnaúba! Tu sabe que eu tô pá casar com a moça Bela, fia do home Joaquim da Silva! Ô moça bonita do cu do diabo!
-Carnaúba! Tu sabe que eu tô pá casar com a moça Bela, fia do home Joaquim da Silva! Ô moça bonita do cu do diabo!
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Sunday, August 12, 2007
HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 39

Coleção da Saúde
Jorge Luis estava escrevendo uma historinha para enviar para os amigos de sua lista de endereços. Já estava bem adiantado e começava assim:
“Bonifácio estava na idade que se diz ser a terceira. E isto parecia ser um bom motivo para ele viver nos médicos, aliás, nas médicas e doutoras, pois ele tinha um ‘penchant’ para profissionais de saúde do sexo frágil e, lógico, bem mais jovens que ele. Sua cardiologista era a Dra. Eclair, oftalmologista a Dra. Chandra, a otorrinolaringologista chamava-se Dra. Alice, a ortopedista era a Dra. Vicência, a Dentista era a Dra. Haila, a psiquiatra a Dra. Adamir, a psicóloga era a Dra. Ivone e alguma outra que ele estava esquecendo – Cabeleireira não vale? E porque não? A Márcinha era uma verdadeira doutora do corte. Enfim. Para cada uma delas ele tinha um tratamento que parecia ser diferenciado, mas no fundo era....”
Subitamente ele sente uma presença por cima de seu ombro. Ele não tem tempo de fechar o monitor, mas depressa se vira e encara o sorriso de troça de sua filha Claironia:
-Papai tu parece mesmo um velho enxerido!
Jorge Luis estava escrevendo uma historinha para enviar para os amigos de sua lista de endereços. Já estava bem adiantado e começava assim:
“Bonifácio estava na idade que se diz ser a terceira. E isto parecia ser um bom motivo para ele viver nos médicos, aliás, nas médicas e doutoras, pois ele tinha um ‘penchant’ para profissionais de saúde do sexo frágil e, lógico, bem mais jovens que ele. Sua cardiologista era a Dra. Eclair, oftalmologista a Dra. Chandra, a otorrinolaringologista chamava-se Dra. Alice, a ortopedista era a Dra. Vicência, a Dentista era a Dra. Haila, a psiquiatra a Dra. Adamir, a psicóloga era a Dra. Ivone e alguma outra que ele estava esquecendo – Cabeleireira não vale? E porque não? A Márcinha era uma verdadeira doutora do corte. Enfim. Para cada uma delas ele tinha um tratamento que parecia ser diferenciado, mas no fundo era....”
Subitamente ele sente uma presença por cima de seu ombro. Ele não tem tempo de fechar o monitor, mas depressa se vira e encara o sorriso de troça de sua filha Claironia:
-Papai tu parece mesmo um velho enxerido!
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Wednesday, August 08, 2007
Sunday, August 05, 2007
HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 38

Ella 2
Marco estava sentado na parte superior de um desses ônibus “double-deck”, imensos e que aparentam estar desequilibrados. Ia de São Paulo para Belo Horizonte, de madrugada. Já fazia um bom tempo de viagem, mas ele continuava a olhar para a estrada à frente, como que “tomando de conta” do motorista, com medo que ele dormisse (...). Subitamente ele viu um automóvel capotar diversas vezes no asfalto e logo um corpo cair quando uma das portas abriu. O motorista do ônibus não parou e o veículo passou por cima da pessoa, pois era uma pessoa. Um pouco adiante, devido a seus gritos, o motorista parou o ônibus. Ele desce e corre para ver o vulto estendido no chão, certamente esmagado. Então ele A viu. Ella quase flutuava, arrastando um vestido branco, diáfano, e portando um bastão em uma das mãos. Com a outra puxava o corpo estendido no asfalto e que agora parecia levitar, como se fosse uma pipa alçando vôo. Marco observou bem e viu ele próprio gentilmente levado por Ella.
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Saturday, August 04, 2007
O Povo da Malhadinha 17

Diabo tu qué muiá?
Conta-se que Raimundo Maçambique, “malhadinha” de primeira, morador do Cajueirinho, usava como calças, cuecões amarrados nas pernas e que não precisavam ser arregaçados para atravessar um pequeno riacho. Mas, quando no inverno, o riacho estava cheio e a água chegava a molhar um pouco suas calças/cuecas ele dizia:
-Diabo tu qué muiá? Pois móia logo! E então se deitava no riacho e já se molhava completamente.
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Sunday, July 29, 2007
O Povo da Malhadinha 16

Meu fio Chéco
Chico Martins tinha muitos planos e um desses, era montar uma indústria de pães, como ele chamava, ou melhor, uma padaria. Seu pai, Ignácio, “malhadinha” puro, saiu-se com esta observação ao saber das pretensas atividades de seu filho:
- Se meu fio Chéco tivesse de obras o que tem de planos há muito taria afuzilado.
Chico Martins tinha muitos planos e um desses, era montar uma indústria de pães, como ele chamava, ou melhor, uma padaria. Seu pai, Ignácio, “malhadinha” puro, saiu-se com esta observação ao saber das pretensas atividades de seu filho:
- Se meu fio Chéco tivesse de obras o que tem de planos há muito taria afuzilado.
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HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 37

Negócio de princesa
Domingo Nov 9/11/2003
De: "Princesa Joy Mswati da Swazilandia"
Atenção:
Em nome de Ibrahim Kamara, eu a Princesa Joy Mswati ofereço este projeto para você:
Receba um único pagamento de US$ 500.000 e outros 5 % das vendas de diamantes ajudando em um projeto que trará benefícios mútuos...
Para mais informações acerca desse projeto contate Ibrahim Kamara em seu Email
ibrahimkamara123@netscape.net
Obrigada
Princesa Joy Mswati
Domingo Nov 9/11/2003
De: "Princesa Joy Mswati da Swazilandia"
Atenção:
Em nome de Ibrahim Kamara, eu a Princesa Joy Mswati ofereço este projeto para você:
Receba um único pagamento de US$ 500.000 e outros 5 % das vendas de diamantes ajudando em um projeto que trará benefícios mútuos...
Para mais informações acerca desse projeto contate Ibrahim Kamara em seu Email
ibrahimkamara123@netscape.net
Obrigada
Princesa Joy Mswati
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Wednesday, July 25, 2007
O Povo da Malhadinha 15
“Eras fataes”
Dizem que a velha senhora estava em sua casa na Malhadinha, nas “Eras fataes”, quando chegou um positivo do Coronel Saldanha com o pedido para ela enviar cinco mil reis à conta do feijão que ele havia mandado. Ela retruca:
- O feijão quem mandou foi o Imperador por causa da seca!
Responde o positivo:
- O Coronel disse que ele precisava do dinheiro para pagar uma missa pelo pai dele. Dona Raimunda diz então:- Vou buscar o dinheiro. Essa missa vai levar a alma do pai dele cada vez mais para as profundas do inferno, pois vai ser paga com dinheiro roubado!
Dizem que a velha senhora estava em sua casa na Malhadinha, nas “Eras fataes”, quando chegou um positivo do Coronel Saldanha com o pedido para ela enviar cinco mil reis à conta do feijão que ele havia mandado. Ela retruca:
- O feijão quem mandou foi o Imperador por causa da seca!
Responde o positivo:
- O Coronel disse que ele precisava do dinheiro para pagar uma missa pelo pai dele. Dona Raimunda diz então:- Vou buscar o dinheiro. Essa missa vai levar a alma do pai dele cada vez mais para as profundas do inferno, pois vai ser paga com dinheiro roubado!
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Tuesday, July 24, 2007
Sunday, July 22, 2007
HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 36

Ella
Ella lhe apareceu pela primeira vez há poucos meses. Marco estava em casa, com uma bruta insônia, sentado em uma cadeira de balanço na sala semi-escura do seu bangalô. Ella chegou de mansinho e ele viu que era muito magra, com as faces cavadas e olhos mortiços; quando se aproximou Marco notou que Ella quase flutuava, arrastando um vestido branco, diáfano, e com alguma coisa em uma das mãos. Ele apertou os olhos e notou que era algo em que Ella se apoiava.
-O que é que a Senhora quer?
-Eu vim cobrar a dívida que você tem comigo.
-Eu mesmo não tenho dívida com ninguém...
-É o que você pensa, mas essa dívida foi anotada há muitos anos. Está na hora de você começar a pagar as prestações. Seu tempo está esgotando. Tem de ser logo.
-Se a Senhora estiver certa, como é que vou pagar esta suposta dívida?
-Ah! Agora sim, estamos nos entendendo...
-Por favor, diga logo, pois está quase na hora da minha caminhada.
-Bom, para esta primeira mensalidade, você vai ter que destruir a sua coleção de borboletas!
-Não faça isso, logo agora que eu estava renovando a coleção!
Ella lhe apareceu pela primeira vez há poucos meses. Marco estava em casa, com uma bruta insônia, sentado em uma cadeira de balanço na sala semi-escura do seu bangalô. Ella chegou de mansinho e ele viu que era muito magra, com as faces cavadas e olhos mortiços; quando se aproximou Marco notou que Ella quase flutuava, arrastando um vestido branco, diáfano, e com alguma coisa em uma das mãos. Ele apertou os olhos e notou que era algo em que Ella se apoiava.
-O que é que a Senhora quer?
-Eu vim cobrar a dívida que você tem comigo.
-Eu mesmo não tenho dívida com ninguém...
-É o que você pensa, mas essa dívida foi anotada há muitos anos. Está na hora de você começar a pagar as prestações. Seu tempo está esgotando. Tem de ser logo.
-Se a Senhora estiver certa, como é que vou pagar esta suposta dívida?
-Ah! Agora sim, estamos nos entendendo...
-Por favor, diga logo, pois está quase na hora da minha caminhada.
-Bom, para esta primeira mensalidade, você vai ter que destruir a sua coleção de borboletas!
-Não faça isso, logo agora que eu estava renovando a coleção!
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Monday, July 16, 2007
O Povo da Malhadinha 14

O Loro
-Uuuummm Cumpáde o qué qui há de novo na Granja?
Responde o velho “malhadinha”:
- O qui há é qui a Regina e o Chico tivero um fio. O Chico passou noites em cularo, com um lápis detrás da ureia, caçando um nome pro minino,
Procurô tanto até mandar batizar o bichim com o nome de “Loro”!
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Sunday, July 15, 2007
HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 35

Meu nome é...
Ele era o José, José de Arimatéia e só. Na idade certa ele foi à escola, aprendeu a ler, escrever, tirar conta, desenhar, rezar, e tudo o mais que se aprende lá. Ele usou esse nome por toda a vida até que precisou tirar uma certidão quando foi fazer exame para a Escola de Aprendizes Marinheiros. Ele mesmo foi tirar o documento, pois seu pai, Raimundo Nonato Mendonça, havia morrido há poucos meses e sua mãe estava adoentada.
O velho era um maníaco colecionador de tudo que se possa imaginar. Colecionava até nomes estrambóticos e se divertia dizendo à mulher que se tivesse um outro filho poria um nome tirado de sua coleção se bem que o nome do menino tinha um que de estranho, pois era associado ao Santo Graal. Ela não gostava dessa sugestão, mas nada dizia, pois sabia que não teria mais filhos. Deixava pra lá.
No Cartório nem a Gorette, a especialista em certidões, ajudada por sua amiga Elizabete, e até mesmo a dona do cartório, Dona Imelda conseguiram localizar o documento.
José de Arimatéia volta para casa e resolve mexer nos cadernos velhos de seu pai, naqueles usados para registrar os nomes estrambóticos. Remexeu até encontrar uma pista. Bem no meio de um dos cadernos lá estava seu nome escrito seguido de alguns números. Ele anotou aquilo em um pedacinho de papel e saiu correndo para o cartório aonde chegou esbaforido e logo entregou para a Gorette o papelucho:
-Gorette vê se tu acha agora!
A jovem tomou a anotação, leu-a e saiu. Voltou com um livro grosso nas mãos e começou a folheá-lo. Súbito encontra algo e para. Lê calmamente o que está escrito no livro e diz para o menino:
-Tem aqui uma coisa estranha. Teu nome - José de Arimatéia - ta escrito de lado do registro, com lápis. E o registro foi teu pai que fez. Tem mais, teu nome certo não é esse que tu tem. É:
CHARLINGTONGLAEVIONBEECHEKNAVARE DOS ANJOS MENDONÇA
Ele era o José, José de Arimatéia e só. Na idade certa ele foi à escola, aprendeu a ler, escrever, tirar conta, desenhar, rezar, e tudo o mais que se aprende lá. Ele usou esse nome por toda a vida até que precisou tirar uma certidão quando foi fazer exame para a Escola de Aprendizes Marinheiros. Ele mesmo foi tirar o documento, pois seu pai, Raimundo Nonato Mendonça, havia morrido há poucos meses e sua mãe estava adoentada.
O velho era um maníaco colecionador de tudo que se possa imaginar. Colecionava até nomes estrambóticos e se divertia dizendo à mulher que se tivesse um outro filho poria um nome tirado de sua coleção se bem que o nome do menino tinha um que de estranho, pois era associado ao Santo Graal. Ela não gostava dessa sugestão, mas nada dizia, pois sabia que não teria mais filhos. Deixava pra lá.
No Cartório nem a Gorette, a especialista em certidões, ajudada por sua amiga Elizabete, e até mesmo a dona do cartório, Dona Imelda conseguiram localizar o documento.
José de Arimatéia volta para casa e resolve mexer nos cadernos velhos de seu pai, naqueles usados para registrar os nomes estrambóticos. Remexeu até encontrar uma pista. Bem no meio de um dos cadernos lá estava seu nome escrito seguido de alguns números. Ele anotou aquilo em um pedacinho de papel e saiu correndo para o cartório aonde chegou esbaforido e logo entregou para a Gorette o papelucho:
-Gorette vê se tu acha agora!
A jovem tomou a anotação, leu-a e saiu. Voltou com um livro grosso nas mãos e começou a folheá-lo. Súbito encontra algo e para. Lê calmamente o que está escrito no livro e diz para o menino:
-Tem aqui uma coisa estranha. Teu nome - José de Arimatéia - ta escrito de lado do registro, com lápis. E o registro foi teu pai que fez. Tem mais, teu nome certo não é esse que tu tem. É:
CHARLINGTONGLAEVIONBEECHEKNAVARE DOS ANJOS MENDONÇA
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Sunday, July 08, 2007
HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 34

A rente raí lá e...
Jorge estava no Parazinho onde foi passar a festa de Nossa Senhora do Livramento. Certa manhã ele estava na varanda de casa lendo, mas incomodado com a música que vinha de um boteco próximo. Nisto chegou o Zé Félix e, como era seu costume, foi falando alto, para todo mundo ouvir a uma distância de um quilômetro:
-Bom-dia dotô Jorgim! O sin-ô tá bem?
-Tou Zé!
-Dotô Jorgim cuma é qui o sin-ô rai fazê? Essa zoada réa vai passá o dia todim...
-Zé feli destá! A rente rai lá, pega o aparei e ur disco dele tudim e rebola tudo no mato!
Jorge estava no Parazinho onde foi passar a festa de Nossa Senhora do Livramento. Certa manhã ele estava na varanda de casa lendo, mas incomodado com a música que vinha de um boteco próximo. Nisto chegou o Zé Félix e, como era seu costume, foi falando alto, para todo mundo ouvir a uma distância de um quilômetro:
-Bom-dia dotô Jorgim! O sin-ô tá bem?
-Tou Zé!
-Dotô Jorgim cuma é qui o sin-ô rai fazê? Essa zoada réa vai passá o dia todim...
-Zé feli destá! A rente rai lá, pega o aparei e ur disco dele tudim e rebola tudo no mato!
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Saturday, July 07, 2007
VISTAS DA GRANJA 5 - PARAZINHO
Fotos feitas no Parazinho durante a festa de Nossa Senhora do Livramento (22 de junho a 2 de julho)
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O Povo da Malhadinha 13

Atira Mapoleão!
Historinha famosa entre os “malhadinha” é a que conta o ocorrido entre Antonio Jorge e uma pessoa importante da cidade. Ele acusara de furto um filho dessa pessoa. O pai, como se diz, pediu satisfação a ele:
-Velho mentiroso, dou-te um tiro na boca! Ele não perdeu a calma e, de frente para o outro disse:
-Atira “Mapoleão”. O oponente não atirou... Esse “Mapoleão” era o nome que ele dava a Napoleão de Souza, homem rico da cidade.
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