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Wednesday, May 06, 2009

HISTORIETAS DO MEIO DA SEMANA 81


Maicon e Maical

Os dois irmãos eram uns verdadeiros pinguços. Eram gêmeos, já beirando os quarenta e tinham esse vício tremendo. Trabalhavam muito pouco se é que o faziam ficando em casa quase o dia todo. Nos fins de semana era pior, pois a bebedeira era muita. Viviam com a mãe que não sabia mais o que fazer para dissuadi-los da cachaça, pois era da branquinha que os dois gostavam. Um dia, uma amiga, metida com essas coisas, disse a ela que havia uma simpatia que era tiro certeiro, pois quem a seguisse à risca acabava com o vício. Ela resolveu por em prática a tal simpatia que consistia em colocar meio copo de cachaça em um lugar que ninguém visse e oferecer às Santas Almas Benditas dizendo: “Assim como esse cheiro vai sumir, o vício dos meus filhos, Maicon e Maical, também vai acabar.” No dia seguinte ela tomou o copo com a cachaça e rebolou no mato, tudo junto e esperou pelo resultado a fim de botar no jornal pois a simpatia exigia isso. Os rapazes continuaram a beber sem tomar conhecimento da simpatia feita por sua mãe. Ela, intrigada, foi perguntar à amiga o que poderia ter acontecido. Depois do relato a amiga disse: - Eu acho que foi porque você só pôs um copo e por que os nomes dos meninos são muito parecidos. As Santas Almas Benditas talvez tenham se confundido...

Gravura por Giovanni Battista de' Cavalieri, Itália, 1585.Título original: Opera nel a quale vie molti Mostri de tute le parti del mondo antichi et moderni ... (Monsters from all parts of the ancient and modern world). Veja em: http://www.flickr.com/photos/kintzertorium/

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Tuesday, March 31, 2009

HISTORIETAS DO MEIO DA SEMANA 76


O médico e a mosca

O médico diz para Juliana, a auxiliar de enfermagem da Emergência que chame o Seu José para tirar a mosca, mas a moça toma uma folha de papel e abana o campo operatório para expulsar o exemplar de Musca domestica que deveria ser da subespécie hospitalis. O moço estava à espera que lhe suturassem um corte profundo na mão causado por um fragmento de vidro de uma taça de vinho. Esta era a quinta vez que ele se cortava com caco de vidro quebrado quando tomava vinho. O médico que o atendeu falou depois que ele contou-lhe a freqüência desses acidentes:

- Porque você não toma seu vinhozinho em copos de plástico?
- De plástico, Doutor? Nem a pau! Ora, a taça que quebrou era de cristal da Boêmia!
- Veja talvez isso seja um aviso, para mudar de bebida ou...
- Ou de copo...
- E esse cristal da Boêmica é caro?
- Boêmia! É caro e é importado.
- Porque você não toma uma cachacinha em copo de alumínio?
- Doutor eu talvez nem vá mais tomar vinho ou cachaça se essa mosca não for morta pela Juliana ou por Seu José.

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