Friday, October 25, 2013

Médicos chineses 'cultivam' rosto de jovem em seu peito para transplante

G1 publicou hoje: 25/10/2013 09h49 - Atualizado em 25/10/2013 10h09

Utilizando pele retirada da perna da jovem, médicos reconstituíram rosto.

Depois de tecido ser modelado no peito, foi transplantado para o rosto.

Da EFE
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Médicos de um hospital em Fuzhou, na província de Fujian, na China, apresentam procedimento em que retiraram pele da perna de paciente para reconstituir um rosto em seu peito; pele foi transplantada, na segunda-feira, em seu rosto. (Foto: Reuters/China Daily)Médicos de um hospital em Fuzhou, na província de Fujian, na China, apresentam procedimento em que retiraram pele da perna de paciente para reconstituir um rosto em seu peito; pele foi transplantada, na segunda-feira, em seu rosto. (Foto: Reuters/China Daily)
Uma jovem de 17 anos da província de Fujian, no sudeste da China, recebeu um transplante completo de face, depois que o novo rosto havia sido implantado em seu peito durante alguns meses para que se desenvolvesse.
A moça, Xu Jianmei, moradora de uma pequena aldeia de pescadores, ficou desfigurada em um incêndio quando tinha cinco anos, no qual perdeu as pálpebras, o queixo e parte da orelha direita, informou nesta quinta-feira a agência oficial chinesa, "Xinhua".

No ano passado, os médicos propuseram a criação de um novo rosto para ela, formado a partir de tecido extraído da perna e que seria implantado no tórax da moça para que se desenvolvesse.
A menina não recebeu tratamento durante os primeiros anos devido à falta de recursos econômicos de seus pais.
"Primeiro, extraímos o tecido de sua perna e o implantamos no peito. Então, inserimos um extensor de pele sob o tecido cutâneo onde foi implantado o tecido da perna, de maneira que pudesse se expandir e produzir pele suficiente para um rosto novo", declarou o cirurgião que realizou a operação, Jiang Chenghong.
A última fase da operação cirúrgica foi concluída na segunda-feira (21), quando foi transplantado, com sucesso, o novo rosto em Xu. Os médicos estimam que a operação deverá cicatrizar ao longo das próximas semanas.
"Com seu novo rosto, a moça poderá se expressar de maneira mais precisa. Inclusive poderá ficar com a face avermelhada quando se emocionar", garantiu Jiang que, no entanto, advertiu que "pode levar muito tempo" para se chegar a esse ponto.
O transplante de face em Xu aconteceu depois que, em setembro, foi divulgado que outro cidadão de Fujian, um homem, tinha recebido um nariz novo que cresceu durante meses em sua testa. Nesse caso, o novo nariz do paciente foi formado de tecido extraído de suas costelas.
Esses transplantes são ainda relativamente raros e, até o momento, apenas dez deles foram realizados na China no total.





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Monday, October 21, 2013

AUGUSTO CÉSAR E SUA MERCEDES CLA - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 343



Augusto César acreditava haver lugares no mundo onde a passagem do tempo era detida e, muitas vezes, fluía ao contrário. Certa vez ele se encontrava perto da Floresta de Teutoburgo e resolveu parar sua Mercedes CLA para visitar o monumento lá existente. Ao aproximar-se do enorme conjunto ele sentiu-se rodeado por muitas figuras de soldados vestidos como se fossem legionários romanos. Tentou afastar-se rapidamente, mas foi alcançado e cercado por eles. Rapidamente ele descobriu que os legionários falavam latim e estavam interessados em sua potente Mercedes e nem um pouco nele. Ele, tolamente, perguntou pelo General Varo e o que havia acontecido com suas legiões. 

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Saturday, October 19, 2013

UM PAÍS ATRASADO - NUNCA MUDA NADA 19

fernando rodrigues

 

19/10/2013 - 03h00

Um país atrasado


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BRASÍLIA - Sou a favor da liberdade de expressão. Considero uma regressão civilizatória a retirada de um livro do mercado só porque um biografado se sentiu ofendido. Um cidadão incomodado deve ir à Justiça e ser ressarcido pelo dano causado. Mas quem vive e ganha dinheiro se expondo na mídia não tem como reclamar quando seus hábitos no café da manhã são revelados.
Apesar de pensar assim, acredito que Caetano Veloso, Chico Buarque e Djavan, entre outros, prestam um serviço ao ficarem do outro lado do muro. Eles nos ajudam a enxergar o óbvio: o Brasil é um país atrasado. Não estão disseminados por aqui os valores republicanos clássicos. Liberdade de expressão é uma abstração que não faz parte da vida real da imensa maioria dos brasileiros.
Caetano, Chico e Djavan compõem essa paisagem. Chocam parte dos leitores da Folha, mas será que a reação seria a mesma na maioria da população? Não somos o Brasil potência dos anúncios do governo na TV, em que os pobres estão sempre sorrindo e os direitos parecem plenos para todos.
O Brasil real é o das ruas com calçadas esburacadas e ônibus sujos e lotados. Da Justiça lenta e improdutiva. O Brasil é conservador. Seu conjunto de valores está em formação. A democracia só tem 25 anos.
Talvez o Datafolha pudesse perguntar a brasileiros que circulam no viaduto do Chá, em São Paulo, ou na Cinelândia, no Rio: "Você é a favor ou contra retirar do mercado um livro que exponha a vida de Roberto Carlos, incluindo a intimidade do cantor, dramas pessoais na infância sobre os quais ele não fala em público, casamentos malsucedidos e um lado menos conhecido da vida desse artista? Está certo publicar um livro que seja verdadeiro, porém constrangedor para Roberto Carlos?".
Suspeito que muitos aprovariam a censura prévia. O Brasil profundo é assim. Continua refém daquela velha profecia: corre o risco de ficar obsoleto antes de ficar pronto.
Fernando Rodrigues
Fernando Rodrigues é repórter em Brasília. Na Folha, foi editor de "Economia" (hoje "Mercado"), correspondente em Nova York, Washington e Tóquio. Recebeu quatro Prêmios Esso (1997, 2002, 2003 e 2006). Escreve quartas e sábados na versão impressa Página A2.

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Monday, October 14, 2013

O BATEDOR DO CÃO - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 342

Eram muitos oftalmologistas, dentistas e outros profissionais de diversas especialidades indicadas nas portas. Havia 18, sendo nove de cada lado e cada uma com um batedor de bronze trabalhado. Havia uma porta que o atraia, pois era muito escura e o batedor era a figura do demônio; ele tinha enorme curiosidade em saber o que se encontrava por trás dessa porta.  Certo dia ele toma o puxador na mão e solta-o sobre o batedor. Subitamente, ele ouve um terrível estrondo e acorda com sua filha gritando para ele que está sentado no chão com as mãos na cabeça. 


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Wednesday, October 09, 2013

O BRASIL NÃO QUER DINHEIRO DA SUÍÇA - NUNCA MUDA NADA 18

 


06/10/2013 - POR ESTADÃO CONTEÚDO

SUÍÇA AMEAÇA DEVOLVER DINHEIRO A BRASILEIROS CONDENADOS

COM A LENTIDÃO DA JUSTIÇA BRASILEIRA, ESTÁ ACABANDO O PRAZO-LIMITE PARA QUE O PAÍS EUROPEU POSSA BLOQUEAR OS BENS

A lentidão da Justiça brasileira pode fazer com que cerca US$ 28 milhões que estão bloqueados na Suíça acabem retornando aos bolsos de condenados por corrupção, lavagem de dinheiro e quadrilha no caso que ficou conhecido como "propinoduto", que envolvia fiscais das receitas federal e estadual do Rio de Janeiro, entre eles Rodrigo Silveirinha - ligado aos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho.
As autoridades suíças enviaram um ofício ao governo brasileiro, datado de 17 de maio deste ano, cobrando uma definição do caso, que já dura uma década. Alertaram que, pela lei suíça, esse é o prazo-limite para reter o dinheiro no país e que sem uma decisão final da Justiça terão de liberar os recursos para saque dos donos originais das contas bancárias.
O Ministério da Justiça repassou o alerta ao Ministério Público Federal que, na semana passada, ingressou com um pedido de "prioridade de julgamento" do recurso. Há quatro anos, o processo vai de um gabinete a outro no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem que seja apreciado. Já passou pela mão de cinco diferentes relatores, sendo que o último, a ministra Assusete Magalhães, está com o caso há apenas dois meses. Mesmo que seja julgado imediatamente pela turma da qual faz parte a ministra relatora, os quase 70 volumes terão ainda de passar pela análise dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Em Berna, fontes no governo suíço admitem que não entendem a demora da Justiça brasileira. Em Brasília, os procuradores se sentem frustrados, mas não falam oficialmente do caso. O Ministério da Justiça não deu qualquer posicionamento à reportagem. Já o STJ, questionado institucionalmente sobre a demora dos processos que chegam à casa, não fez qualquer comentário.
Essa não é a primeira vez que a demora da Justiça brasileira ameaça derrubar todo um processo de investigação e bloqueio de recursos. A família do deputado Paulo Maluf também teve contas bloqueadas, em 2001. Dez anos depois, por falta de julgamento, a Suíça ameaçou liberar os recursos. O Brasil conseguiu manter o dinheiro congelado, demonstrando que as investigações ainda estavam em curso.

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Monday, October 07, 2013

DIAMANTES AZULZINHOS - HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 341




Miguel, um velhote enxerido, foi comprar remédios na farmácia, onde era freguês. O caixeiro curioso faz perguntas a ele, só como exercício de xeretagem:
- Professor por que o senhor vem todos os dias comprar medicamentos aqui com a gente? Você está doente? Me desculpe, mas é doença grave? Na sua idade você tem que se cuidar muito, não é?
- Você quer mesmo saber? Esses remédios são para o meu avô que, com 102 anos, ainda se cuida bem. Para meu Pai, com 83, eu compro poucas coisas, acho que somente aspirina.
- E para o senhor?

- Para mim eu só compro muito desodorante e aqueles diamantes azulzinhos.

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Wednesday, October 02, 2013

PUNIR É CRIME? NUNCA MUDA NADA 17

LEIA NO DIÁRIO DO NORDESTE (FORTALEZA) 


COLUNA

Ferreira Gullar

reporter2@diariodonordeste.com.br
29.09.2013
Punir é crime?

Evitei me manifestar de imediato sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a pertinência dos embargos infringentes.

Evitei, primeiramente, porque, naquele momento, todo mundo tratou de dar sua opinião, fosse contra ou a favor daquela decisão. Como não sou jurista nem pretendo ser mais lúcido que os demais, preferi ler as entrevistas e artigos então publicados, para melhor avaliar, não só o acerto da decisão adotada pelo STF, como as possíveis consequências que ela inevitavelmente provocaria no juízo da opinião pública em face de tão importante julgamento.

Passada a onda, a sensação que me ficou foi a mesma que, de maneira geral, a nossa Justiça provoca nos cidadãos: a de que este é o país da impunidade. Trata-se de uma sensação hoje tão disseminada na opinião pública que se tornou lugar-comum. Apesar disso, diante desse novo fato que chocou a nação, me pergunto: de onde vem isso? O que conduz a Justiça brasileira a inviabilizar as punições?

Não pretendo ter a última palavra nessa questão, mas a impressão que tenho é de que, para nossos juízes, punir é coisa retrógrada, resquício de um tempo que a modernidade superou. Em suma, punir é atraso – e o Brasil, como se sabe, é um país avançado, moderninho.

Não foi por outro motivo, creio que, certa vez, um advogado me disse o seguinte: quando a sociedade condena alguém, quase sempre quer se vingar dele. Essa visão aqui evocada levou um célebre advogado, dos mais prestigiados do País, a propor o fim das prisões.

Pensei que ele estivesse maluco mas, ao falar do assunto, com um outro causídico, ouvi dele, para minha surpresa, que aquela era uma questão a ser considerada seriamente. Só falta meter na cadeia os homens de bem e entregar a chave a Fernandinho Beira-Mar.

Seja como for, a verdade é que há alguma coisa errada conosco. Punir não é vingança, mas a medida necessária para fazer valer as normas sociais. Comparei, certa vez, o ato de punir às decisões tomadas por um juiz de futebol. O jogo de futebol, como todo jogo, só existe se se obedecem as normas que o regem: gol com a mão não vale, chutar o adversário é falta e falta na pequena área é pênalti.

Se o juiz ignora essas regras e não pune quem as transgride, torna a partida inviável e será certamente vaiado pela torcida adversária. Pois bem, o convívio social, como o jogo de futebol, exige a obediência às regras da sociedade. Quem rouba, mata ou trafica, por exemplo, está fora das regras, isto é, fora da lei – e por isso tem que ser punido. Punir é condição essencial para tornar viável a vida em sociedade. Se quem viola as normas sociais não é punido, os demais se sentem à vontade para também violar aquelas normas.

É o que, até certo ponto, já está acontecendo no Brasil, particularmente nos diferentes setores da máquina pública, tanto no plano federal, como estadual e municipal. E aí há os que praticam peculato como os que entopem os diferentes setores do governo com a nomeação de parentes e aderentes, sem falar no dinheiro que desviam para financiar o partido e, consequentemente, sua futura campanha eleitoral.

Às vezes os escândalos vem à tona, a imprensa denuncia as falcatruas, processos são abertos, mas só para constar, porque não dão em nada, já que, neste país avançado, punir é atraso.

Mas um ânimo novo ganhamos todos com o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. Durante meses, assistimos todos pela televisão a exposição dos crimes praticados contra a democracia brasileira e, finalmente, à condenação dos réus. Enfim, ia se fazer justiça.

Mera ilusão. Logo em seguida, passou-se a falar nos embargos declaratórios e nos embargos infringentes. Veja bem, durante a vida inteira ouvi dizer que das decisões do Supremo não cabem recursos.

Ainda bem, pensava eu, pelo menos há um momento em que a condenação é irreversível. Sucede, porém, que, com a validação dos embargos infringentes, isso acabou. Nem mesmo as decisões da Suprema Corte, agora, são para valer. Os beneficiados com os tais embargos que, no dia daquela decisão, eram 12, já se anuncia que serão 84. Isso, por enquanto. 


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