Saturday, September 22, 2007

HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA 45


Vila de Tal

Pouco antes das seis George sai para caminhar. Não é difícil escolher por onde ir. Ele se dirige para o alto no fim da rua. Logo depois da pracinha ele se dá conta que está galgando um lençol de lava que se tornou granito e sobre o qual centenas de casebres e casinholas de todos os tipos e não muitas cores se amontoam. É melhor dizer que a cor predominante é a do barro feito taipa. Não há ruas – parece um labirinto mitológico - e todo o espaço, o chão, o lajedo, presta-se para escoadouro de águas servidas, onde cães sardentos e certamente pulguentos passeiam. Muitas crianças sem farda sugerem aulas no turno da tarde, ou da noite ou em nenhum. Muitos homens idosos sentam-se em banquinhos em frente a suas moradas à espera do sol e olham para o buraco onde está a vila que eles também ocuparam em diferentes levas, vindos desde o ultramar branco, ou negro, às tabas de seus avós.

Eles miram ao longe o “Castelo de Tal” e logo abaixo o buraco onde está a pequena vila castigada pelo sol inclemente e pela desídia e pela incúria e por artimanhas e tramóias.

2 comments:

Lira Dutra said...

Castelo de Tal, boa expressão!
E a cada nascer e morte do sol tras sinais apocalipticos da resurreição do Talzim. No castelo seus disciplos iniaram o recrutamente de morradores da vila para os rituais da vinda de TAl.

Lira Dutra said...

Castelo de Tal, boa expressão!
E a cada nascer e morte do sol trás sinais apocalipticos da resurreição do Talzim. No castelo seus discípulos iniciaram o recrutamente de morradores da vila para os rituais da vinda de TAl.